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Início do planejamento dos instrumentos MOS e HIRES para o E-ELT

O maior telescópio do mundo terá a melhor instrumentação

23 de Março de 2016

Cientistas e engenheiros começaram a estudar as especificações detalhadas de dois instrumentos que farão parte do complemento de instrumentos do futuro European Extremely  Large Telescope do ESO (E-ELT). O MOS (sigla em inglês para Multi-Object Spectrograph) e o HIRES (High Resolution Spectrograph) serão potentes instrumentos de vanguarda montados no maior telescópio do mundo.

O contrato para dar início aos estudos conceituais do MOS foi assinado a 18 de março de 2016 pelo ESO e pelo CNRS-INSU, a instituição líder do consórcio MOSAIC [1]. O instrumento combinará elevada resolução espectral e espacial e fará rastreios de grande campo no visível e no infravermelho. Permitirá aos astrônomos investigar alguns dos maiores mistérios do Universo, como por exemplo: quando é que as primeiras galáxias se formaram e como é que se agregaram em grandes estruturas como a Via Láctea; como é que a matéria normal e a matéria escura estão distribuídas no Universo; e como é que os planetas em torno de outras estrelas se formam e evoluem?

O contrato para dar início aos estudos conceituais do HIRES foi assinado a 22 de março de 2016 pelo ESO e pelo consórcio HIRES, liderado pelo INAF [2]. O HIRES será um espectrógrafo de alta resolução, que opera simultaneamente no visível e no infravermelho, e que será utilizado para estudos extremamente detalhados e precisos de objetos individuais. Permitirá aos astrônomos, por exemplo: estudar as atmosferas de planetas em órbita de outras estrelas em busca de sinais de vida; investigar a evolução das galáxias; identificar a assinatura das primeiras gerações de estrelas no Universo primordial; e determinar se algumas das constantes fundamentais da física, as quais regulam a maioria dos processos físicos no Universo, variam de fato com o tempo.

Os dois consórcios encontram-se entre os maiores que colaboram na fabricação de instrumentos astronômicos, ilustrando assim os esforços multinacionais envolvidos na construção destes espectrógrafos.

Os instrumentos deste tipo fazem parte das ferramentas indispensáveis a qualquer telescópio moderno — estes exemplos líderes mundiais tirarão o melhor partido do enorme poder coletor do espelho primário de 39 metros do E-ELT, o que lhes dará um desempenho sem igual.

Notas
[1] O consórcio MOSAIC é composto por instituições de 11 países: GEPI e LESIA, Observatoire de Paris; Laboratoire d’Astrophysique de Marseille; IRAP, Toulouse, ONERA (França); UK Astronomy Technology Centre, STFC; RALSpace, STFC; The University of Oxford; Durham University (Reino Unido); IAG, São Paulo; Laboratório Nacional de  Astrofísica, Itajubá (Brasil); Universidade de Amsterdam; NOVA, Observatório de Leiden, Universiteit Leiden (Holanda); Instituto de Astrofísica Leibniz, Potsdam e Universidade de Göttingen (Alemanha); Universidades de Helsínquia, Turku e Oulu (Finlândia); Universidades de Estocolmo, Lund e Uppsala (Suécia); Universidade Complutense de Madrid e Instituto de Astrofísica de Andalucía-CSIC (Espanha); INAF-Osservatorio Astronomico di Roma (Itália); Universidade de Viena (Áustria); Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço - Universidade de Lisboa e Universidade do Porto; CENTRA (Portugal).

[2] O consórcio HIRES é composto por instituições de 12 países: Painel de Astronomia Observacional, Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Instituto de Tecnologia Mauá (Brasil); Pontificia Universidad Catolica de Chile, Centro de Astro Engenharia; Universidad de Chile, Departamento de Astronomia; Universidad de Concepcion, Centro de Instrumentação Astronômica; Universidad de Antofagasta, Unidad de Astronomía (Chile); Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhagen; Instituto de Física e Astronomia da Universidade de Aarhus (Dinamarca); Laboratoire d’Astrophysique de Marseille; Institut de Planétologie et d’Astrophysique de Grenoble; Laboratoire Lagrange de l’Observatoire de la Côte d’Azur (França); Instituto de Astrofísica Leibniz, Potsdam; Institut für Astrophysik, Universität Göttingen; Zentrum für Astronomie Heidelberg, Landessternwarte; Thüringer Landesternwarte Tautenburg; Hamburger Sternwarte, Universität Hamburg (Alemanha); Istituto Nazionale di AstroFisica (Itália —  instituição líder); Universidade Nicolaus Copernicus em Toruń, Faculdade de Física, Astronomia e Informática (Polônia); Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço - Universidade do Porto e Universidade de Lisboa (Portugal); Instituto de Astrofísica de Canarias; Instituto de Astrofísica de Andalucía-CSIC; Centro de Astrobiología (Espanha); Departamento de Física e Astronomia, Universidade de Uppsala (Suécia); Université de Genève, Département d’Astronomie (Observatoire de Genève); Universität Bern, Physikalisches Institut (Suíça); Cavendish Laboratory University of Cambridge; Institute of Astronomy University of Cambridge; UK Astronomy Technology Centre; Centre for Advanced Instrumentation - Durham University; Institute of Photonics and Quantum Sciences (School of Engineering and Physical Sciences, Heriot-Watt University) (Reino Unido).

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