Foto da Semana 
A Via Láctea austral por cima do ALMA
O Embaixador Fotográfico do ESO Babak Tefreshi, captou esta impressionante imagem das antenas da rede ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), tendo como fundo o esplendor da Via Láctea. A riqueza do céu nesta imagem atesta bem as extraordinárias condições que oferece à astronomia o Planalto do Chajnantor, uma região do Atacama situada a 5000 metros de altitude.
Nesta imagem podemos ver as constelações de Carina e da Vela. As nuvens de poeira da Via Láctea, obscuras e tênues, cruzam a imagem da região superior esquerda à inferior direita. A estrela brilhante de cor laranja, em cima e à esquerda, é Suhail na Vela, enquanto que a estrela também alaranjada no meio em cima é Avior, na Carina. Das três estrelas azuis brilhantes que formam um "L" perto destas estrelas, duas delas pertencem à Vela e a da direita pertence a Carina. E exatamente no centro da imagem por baixo destas estrelas brilha a cor de rosa a Nebulosa Carina (eso1208).
O ESO, parceiro europeu no ALMA, fornecerá 25 das 66 antenas que farão parte do telescópio. As duas antenas mais perto da câmera, onde o leitor mais atento pode ler "DA-43" e "DA-41", são exemplos destas antenas europeias. A construção da rede ALMA estará terminada em 2013, mas o telescópio já se encontra a fazer observações científicas com uma rede parcial de antenas.
Babak Tafreshi é o fundador de O Mundo à Noite, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais mais bonitos e históricos do planeta sob um fundo noturno de estrelas, planetas e eventos celestes.
O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
Penitentes gelados ao luar em Chajnantor
Babak Tafreshi, um dos Embaixadores Fotográficos do ESO, capturou este curioso fenômeno no planalto do Chajnantor, o local onde se encontra instalado o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA).
Estas estranhas formações de gelo e neve são conhecidas por penitentes (do espanhol). Aqui encontram-se iluminadas pelo luar, sendo a Lua visível no lado direito da fotografia. No lado esquerdo, mais acima no céu, podemos ver a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães, enquanto que o brilho avermelhado da Nebulosa Carina aparece ao fundo à esquerda, próximo do horizonte.
Os penitentes são maravilhas naturais típicas de regiões de elevadas altitudes, tais como os Andes chilenos, que se encontram cerca de 4000 metros acima do nível do mar. São finos bicos e lâminas de gelo ou neve dura, que se formam geralmente em grupos, com as lâminas a apontar na direção do Sol. Atingem alturas que vão desde alguns centímetros, assemelhando-se a relva baixa, até a cinco metros, dando a impressão de serem uma floresta de gelo no meio do deserto.
O mecanismo preciso da sua formação ainda não é bem compreendido. Durante muitos anos, os habitantes dos Andes pensavam que os penitentes resultavam dos ventos fortes que se fazem sentir nestas montanhas. No entanto, estes ventos fortes apenas desempenham um pequeno papel na formação destes pináculos gelados. Hoje em dia, crê-se que estas formações resultem da combinação de uma série de fenômenos físicos.
O processo começa com a luz do Sol incidindo na superfície do gelo. Devido às condições extremamente secas do deserto, o gelo sublima em vez de derreter, isto é, passa do estado sólido ao estado gasoso sem derreter e por isso sem passar pela fase de água líquida. Depressões na superfície da neve recolhem e aprisionam a luz solar, levando a uma maior sublimação e depressões ainda mais acentuadas. No seio destas depressões, o aumento da temperatura e da umidade permitem a ocorrência de derretimento. Este feedback positivo acelera o crescimento da estrutura característica dos penitentes.
Estas estátuas geladas têm o nome dos chapéus pontiagudos dos nazarenos, membros da irmandade que participa em procissões de Páscoa por todo o mundo. Não é difícil imaginá-los como uma assembleia de monges gelados, congregados ao luar.
A imagem foi tirada ao lado da estrada que leva ao ALMA. O observatório, que começou as operações científicas preliminares a 30 de Setembro de 2011, irá contar com 66 antenas de alta precisão, que operarão juntas como se fossem um único telescópio.
O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
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Preparando o VLT para imagens ainda mais nítidas
Esta fotografia mostra um dos telescópios que compõem o Very Large Telescope (VLT), o telescópio 4 (UT4, sigla do inglês), enquanto esteve recentemente nas mãos dos engenheiros do ESO. O telescópio foi rodeado por uma série de andaimes temporários, que faziam parte das preparações para a instalação da nova Infraestrutura de Óptica Adaptativa (AOF, sigla do inglês). Este processo vai converter o UT4 num telescópio completamente adaptativo. A AOF corrigirá os efeitos de imagens difusas e indefinidas devido à atmosfera terrestre e permitirá a obtenção de imagens muito mais nítidas por parte dos instrumentos HAWK-I e MUSE.
Estão a ser acrescentados ao UT4 muitos componentes novos que fazem parte da AOF. Entre eles encontra-se o espelho secundário deformável (DSM, sigla do inglês): um espelho muito fino, com 1,1 metros de diâmetro mas apenas 2 milímetros de espessura. O espelho é suficientemente fino para se deformar facilmente sob a ação de mais de mil atuadores, mais de mil vezes por segundo, de modo a contrabalançar as distorções devidas à atmosfera. O DSM é o maior espelho adaptativo construído até o momento (ann12015). Outro elemento vital é a Infraestrutura de Estrela Guia Laser 4 (4LGSF) - composta por quatro telescópios especiais que disparam raios laser para a alta atmosfera, criando assim estrelas artificiais [1] (ann12012). Finalmente, os módulos de óptica adaptativa GRAAL e GALACSI serão responsáveis por analisar a radiação que nos chega de volta das estrelas guia laser.
Esta fotografia mostra um engenheiro do ESO supervisionando o trabalho que está a ser executado no UT4. Para permitir um completo acesso ao telescópio, a célula do espelho primário foi temporariamente removida. Foram igualmente removidos vários cabos e tubos , tendo sido instalados outros novos. Correias de montagem foram adicionadas em preparação para a instalação dos gabinetes de eletrónica do 4LGSF e dos telescópios de lançamento.
Notas
[1] Os raios laser excitam uma camada de átomos de sódio a uma altitude de 90 quilômetros na atmosfera, fazendo com que estes brilhem como estrelas artificiais.
Três telescópios muito diferentes em La Silla
O ESO faz 50 anos este ano e, para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Foto da Semana especial de comparação "Ontem e Hoje", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos escritórios do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.
Estas duas fotografias foram tiradas do pico mais alto de La Silla, uma montanha a uma altitude de 2400 metros, na periferia do deserto do Atacama, no Chile. La Silla foi o local do primeiro observatório do ESO. A fotografia histórica, tirada em 1975, mostra alguns dos caminhões e outros equipamentos utilizados na construção da cúpula do telescópio de 3,6 metros do ESO, o qual estava sendo construído num local atrás do fotógrafo. À esquerda podemos ver os tanques de água que abastecem o local.
Na fotografia atual, aparecem três novos telescópios, todos muito diferentes uns dos outros. À direita dos tanques de água situa-se o New Technology Telescope do ESO (NTT), que começou a operar a 23 de Março de 1989. Este telescópio de 3,58 metros foi o primeiro a possuir um espelho primário controlado por computador, que ajustava a forma do espelho durante as observações de modo a otimizar a qualidade de imagem. A cúpula octogonal que alberga o NTT demonstrou igualmente um considerável avanço na tecnologia, sendo ventilada por um sistemas de aberturas que permite ao ar fluir de modo constante e suave em volta do espelho, reduzindo assim a turbulência e permitindo a obtenção de imagens mais nítidas.
À direita do NTT encontra-se o Telescópio Suíço de 1,2 metros Leonhard Euler, que apresenta uma cúpula mais tradicional. É operado pelo Observatório de Genebra, da Universidade de Genebra, Suíça, e começou a operar a 12 de Abril de 1998. É utilizado para procurar exoplanetas no céu austral; tendo a sua primeira descoberta sido um planeta em órbita da estrela Gliese 86 (ver eso9855). O telescópio observa também estrelas variáveis, explosões de raios gama e núcleos ativos de galáxias.
Em primeiro plano à direita encontra-se um edifício apelidado de sarcófago, o qual abriga o telescópio TAROT (sigla do francês para Télescope à Action Rapide pour les Objets Transitoires), que começou a operar em La Silla a 15 de Setembro de 2006. Este telescópio robótico relativamente pequeno, com apenas 25 centímetros, e extremamente rápido, reage muito depressa a alertas vindos de satélites sobre explosões de raios gama, podendo assim detectar as posições destes eventos extremamente rápidos. A observação destas explosões cósmicas é importante, possibilitando o estudo da formação de buracos negros e da evolução de estrelas no Universo primordial. O TAROT é operado por um consórcio liderado por Michel Boër do Observatoire de Haute Provence, em França.
O NTT é operado pelo ESO, enquanto que o Telescópio Leonhard Euler e o TAROT fazem parte dos projetos nacionais albergados em La Silla. Ainda hoje, 40 anos depois da sua inauguração, La Silla permanece na linha da frente da astronomia.
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- Imagem histórica
- Imagem atual
- Composição lado a lado das imagens histórica e atual
- Mais sobre La Silla
- Nota de Imprensa por ocasião do quadragésimo aniversário da inauguração de La Silla, em 2009
- Friso cronológico do ESO
Sol, Lua e telescópios sobre o deserto
A beleza etérea do deserto do Atacama no Chile, local onde está instalado o Very Large Telescope do ESO (VLT), estende-se neste panorama até ao horizonte. Os quatro grandes telescópios do VLT, cada um com um espelho de 8,2 metros de diâmetro, situam-se no Cerro Paranal, o pico mais alto que se vê no centro da imagem. O telescópio de rastreio VISTA encontra-se no pico situado à esquerda do Cerro Paranal. Este telescópio de 4,1 metros mapeia grandes zonas do céu, procurando alvos interessantes que o VLT e outros telescópios, tanto no solo como no espaço, estudarão em grande detalhe.
Esta região oferece algumas das melhores condições de observação do céu noturno de todo o planeta. À direita deste panorama de 360 graus, o Sol está se pondo sobre o Oceano Pacífico, lançando grandes sombras na paisagem. À esquerda, a Lua brilha no céu. Dentro de pouco tempo, começarão as observações noturnas.
Este magnífico panorama foi criado por Serge Brunier, um Embaixador Fotográfico do ESO. Esta é uma das muitas imagens que capturam os observatórios do ESO, os locais onde se encontram instalados e o esplendor dos céus por cima deles.
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A Lua e o Arco da Via Láctea
O Embaixador Fotográfico do ESO Stéphane Guisard capturou este extraordinário panorama a partir do local do ALMA, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, nos Andes chilenos. O planalto do Chajnantor, extremamente seco e a 5000 metros de altitude, oferece o sítio perfeito para este telescópio de vanguarda, que estuda o Universo nos comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro.
Várias antenas gigantes dominam o centro da imagem. Quando o ALMA estiver completo, contará com um total de 54 destas antenas com 12 metros de diâmetro. Por cima da rede de antenas, o arco da Via Láctea torna o fundo resplandecente. Quando este panorama foi fotografado, a Lua encontrava-se próxima do centro da Via Láctea no céu, o luar brilhando sobre as antenas. A Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães, as maiores galáxias satélites anãs da Via Láctea, aparecem à esquerda como duas manchas luminosas no céu. Podemos observar o rasto de um meteoro particularmente brilhante, próximo da Pequena Nuvem de Magalhães.
À direita, podem ser vistas algumas nas antenas menores de 7 metros do ALMA, doze das quais serão utilizadas para formar o Atacama Compact Array. Ainda mais à direita brilham as luzes do Edifício Técnico de Operações da Rede. E finalmente, por trás deste edifício está o escuro pico montanhoso do Cerro Chajnantor.
O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), que é gerido, pela Associação de Universidades (AUI), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
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APEX de sentinela no Chajnantor
O telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX) perscruta o céu do Chajnantor durante uma noite iluminada pelo lunar, num dos locais mais altos e secos do planeta onde está instalado um observatório. Tesouros astronômicos enchem o céu por cima do telescópio, testemunhando as excelentes condições de observação que nos oferece esta região do deserto do Atacama, no Chile.
À esquerda brilham as estrelas que compõem a cauda da constelação do Escorpião. O "ferrão" do escorpião está representado pelas duas estrelas brilhantes que se encontram particularmente próximas uma da outra. Ao longo de todo o céu, podemos observar o plano da Via Láctea, que se parece com uma banda de nuvens brilhando tenuamente.
Entre o Escorpião e a constelação seguinte à direita (Sagitário), que está por cima da antena do APEX, podemos ver claramente um brilhante aglomerado de estrelas. Trata-se do aglomerado aberto Messier 7, também conhecido como aglomerado de Ptolomeu. Por baixo de Messier 7 e ligeiramente à direita encontramos o aglomerado da Borboleta, Messier 6. Ainda mais à direita, acima da borda da antena, está uma nuvem difusa mais parecida com um borrão brilhante. É a famosa Nebulosa da Lagoa (ver eso0936 para uma imagem mais detalhada).
Com uma antena de 12 metros de diâmetro, o APEX é o maior telescópio submilimétrico de antena simples a operar no hemisfério Sul. Tal como o nome do telescópio sugere, este instrumento está abrindo caminho para o maior observatório submilimétrico do mundo, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), que estará completo em 2013 (eso1137). O APEX partilhará o espaço com as 66 antenas do ALMA no planalto do Chajnantor, situado a 5000 metros de altitude, no Chile. O telescópio APEX baseia-se numa antena protótipo construída para o projeto ALMA, e encontrará muitos alvos que o ALMA poderá depois estudar com grande detalhe.
O Embaixador Fotográfico do ESO Babak Tafreshi fez este panorama utilizando uma lente telefoto. O Babak é também fundador do The World At Night, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais do mundo mais bonitos e históricos contra um fundo de estrelas, planetas e eventos celestes.
Mais Informação
O APEX é uma colaboração entre o Max-Planck-Institut für Radioastronomie (MPIfR), o Onsala Space Observatory (OSO) e o ESO, com as operações do telescópio a serem levadas a cabo pelo ESO.
O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), que é gerido, pela Associação de Universidades (AUI), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
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Ao redor do Chajnantor - Um panorama de 360 graus
O Cerro Chico, com a incrível altitude de 5300 metros acima do nível do mar, é apenas uma pequena montanha nesta majestosa paisagem do Planalto Andino. De fato, seu próprio nome significa apenas “pequena montanha” em espanhol. Contudo, devido a sua posição no planalto do Chajnantor, o topo de Cerro Chico oferece um ponto de vista excelente e de acesso relativamente fácil no qual se pode desfrutar de uma vista estonteante.
Esta fotografia panorâmica de 360° está centrada na direção nordeste, onde altos vulcões - a maioria dos quais acima de 5500 metros – são vistos. No centro está o próprio Cerro Chajnantor. À direita, no planalto, está o telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX) com o Cerro Chascon ao fundo. Mais à direita, a sudeste, o planalto Chajnantor está quase totalmente visível. Além do telescópio APEX, três antenas do Atacama Large Milimeter/submilimeter Array (ALMA) podem ser vistas à direita. Muitas outras foram adicionadas desde que esta foto panorâmica foi tirada.
À esquerda do Cerro Chajnantor está Cerro Toco. Mais à esquerda, a noroeste, podemos ver o distinto formato cônico do vulcão Licancabur.
No planalto Chajnantor, a 5000 metros de altitude, o ar é tão rarefeito e seco que parece nunca encher os pulmões. Graças a essas condições, a radiação milimétrica e submilimétrica vinda do resto do Universo pode passar pelos resquícios da atmosfera terrestre acima do local, e pode ser detectada do solo com telescópios adequadamente sensíveis, como o ALMA e o APEX.
O APEX é uma colaboração entre o Insituto Max Planck de Radio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. O telescópio é operado pelo ESO.
O ALMA, uma instalação astronômica internacional, é uma parceria da Europa, América do Norte e Leste da Ásia em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA são lideradas, em nome da Europa pelo ESO, em nome da América do Norte pelo Observatório Nacional de Radio Astronomia (NRAO), e em nome do Leste da Ásia pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ). A Junta do Observatório ALMA (JAO) fornece uma liderança unificada e gerenciamento da construção, funcionamento e operação do ALMA
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- Este panorama e outros podem ser vistos como parte de um incrível tour virtual do Chajnantor
- Mais tours virtuais do ESO
La Silla, o primeiro lar dos telescópios do ESO - o local do primeiro observatório do ESO, Ontem e Hoje
O ESO faz 50 anos este ano e para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicaremos uma Foto da Semana especial de comparação "Ontem e Hoje", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos escritórios do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.
Esta imagem histórica foi tirada em 1970 a partir dos dormitórios do ESO, situados numa zona mais baixa da montanha relativamente ao local onde se encontram as cúpulas dos telescópios. A fotografia foca a zona mais alta da montanha, que pode ser vista no lado esquerdo da imagem. A estrutura metálica que se vê próxima do cume não é um telescópio, mas sim um tanque de água que abastece o local. A cúpula branca que se encontra no centro da imagem é a do telescópio Schmidt de 1 metro do ESO, que começou as suas operações em Fevereiro de 1972. No lado direito ao fundo temos o telescópio de 1 metro do ESO, do qual apenas se vê uma parte da cúpula e à esquerda avista-se apenas a parte de cima do Grand Prisme Objectif telescope.
Na fotografia atual, embora os edifícios dos dormitórios continuem no mesmo local, ao longo das décadas foram sendo construídos mais dormitórios. As diferenças mais marcantes, no entanto, podem ser vistas em torno do pico de La Silla à esquerda. No ponto mais alto encontra-se o telescópio de 3,6 metros do ESO, que começou a trabalhar em Novembro de 1976 e que ainda hoje continua ativo. É neste telescópio que está instalado o HARPS, o principal descobridor de exoplanetas (ver eso1134 e eso1214 para alguns resultados recentes). Planejado desde o início do ESO, o telescópio de 3,6 metros era a jóia da coroa do Observatório de La Silla, e quando foi inaugurado era o maior telescópio do observatório e um grande feito de engenharia. A cúpula menor que se vê em frente do telescópio de 3,6 metros pertence ao Telescópio Auxiliar Coudé de 1,4 metros, que complementa o seu vizinho maior.
À direita do telescópio de 3,6 metros temos o New Technology Telescope (NTT) de 3,58 metros, facilmente reconhecível pela aparência angular metálica da sua cúpula. O NTT, que começou as suas operações em Março de 1989, foi o primeiro telescópio do mundo a usar um espelho controlado por computador. Foi usado como um percursor do Very Large Telescope, testando-se muita da tecnologia que foi posteriormente utilizada neste telescópio.
Outras diferenças observadas na fotografia atual incluem o edifício de oficinas construído por baixo dos tanques de água, e o Differential Image Motion Monitor (DIMM), usado para medir o seeing atmosférico, e que se encontra sobre estacas entre as oficinas e o telescópio Schmidt de 1 metro.
La Silla permanece ainda hoje um observatório muito ativo, onde são feitas importantes descobertas. Tanto o NTT como o telescópio de 3,6 metros foram fundamentais no fornecimento de dados que levaram à descoberta da aceleração da expansão do Universo - uma descoberta agraciada com o Prémio Nobel da Física em 2011.
Links
- Imagem histórica
- Imagem atual
- Composição lado a lado das imagens histórica e atual
- Mais sobre La Silla
- Nota de Imprensa divulgada na ocasião do quadragésimo aniversário, em 2009, da inauguração de La Silla.
- Linha do Tempo do ESO
Gostaria de estar aqui?
O fotógrafo francês Serge Brunier, um dos embaixadores fotográficos do ESO, criou este panorama em 360º, sem emendas, do planalto Chajnantor no deserto do Atacama, onde o ALMA está sendo construído.
A projeção panorâmica deformou levemente o formato das antenas do ALMA, mas ainda dá a sensação do que seria estar no meio deste incrível novo observatório. A vista em 360º também mostra a completa isolação do planalto Chajnantor. A 5000 metros de altitude, o plano de fundo é praticamente uniforme, exceto por alguns picos de montanhas e morros.
Apesar do desafio que é construir um telescópio tão ambicioso em um clima tão rigoroso, a elevada altitude do lugar é perfeita para astronomia submilimétrica. Isso acontece porque o vapor d’água na atmosfera absorve este tipo de radiação, mas o ar é muito mais seco em locais altos como Chajnantor.
ALMA começou suas primeiras observações científicas em 30 de setembro de 2011 com um conjunto parcial de antenas. Quando o observatório estiver concluído, as 50 antenas de 12 metros e também o conjunto menor de 4 antenas de 12 metros e 12 antenas de 7 metros, conhecido como o Conjunto Compacto do Atacama (Atacama Compact Array, ACA), farão com que a isolada paisagem pareça menos vazia. Enquanto isso, fotos como esta documentam o progresso de uma nova instalação de telescópios de nível mundial.
A instalação astronômica internacional do ALMA é uma parceria da Europa, América do Norte e Ásia ocidental em cooperação com a República do Chile. A contrução e a operação do ALMA são lideradas em nome da Europa pelo ESO, em nome da América do Norte pelo Observatório Nacional de Radio Astronomia (NRAO), e, em nome da Ásia Oriental, pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ). A Junta do Observatório ALMA (Joint ALMA Obsevatory ou JAO) proporciona a liderança unificada e controle da construção, comissionamento e operação do ALMA.
Links
- Embaixadores fotográficos do ESO
- Mais informações sobre o ALMA no ESO
- Website da Junta do Observatório ALMA
O VLT vai à caça do Leão
O VLT capturou outro membro do grupo de galáxias Leo I, na constelação de Leão. A galáxia Messier 95 está de frente para nós, oferecendo uma visão ideal de sua estrutura espiral. Os braços espirais formam um círculo quase perfeito em torno do centro da galáxia antes de se espalharem, criando um efeito parecido com uma juba que qualquer leão teria orgulho.
Talvez a característica mais marcante de Messier 95 seja seu brilhante núcleo dourado. Ele contém um anel de formação de estrelas, com quase 2000 anos-luz de extensão, onde ocorre grande parte da formação de estrelas da galáxia. Este fenômeno ocorre principalmente em galáxias espirais barradas como Messier 95 e a nossa Via Láctea.
No grupo de Leo I, Messier 95 é ofuscada pela sua irmã Messier 96 (veja potw1143). Messier 96 é de fato o membro mais brilhante do grupo, e como "líder do bando", também dá ao grupo Leo I seu nome alternativo, Grupo M96. Ainda assim, Messier 95 também é uma imagem espetacular.
Uma camada de neve no deserto do Atacama
As cúpulas do VLT do ESO no Cerro Paranal reluzem ao Sol em mais um glorioso dia sem nuvens. Mas algo está diferente nesta imagem: uma fina camada de neve espalhou-se pela paisagem do deserto. Isto não é algo que se vê todos os dias: muito pelo contrário, já que o deserto do Atacama praticamente não recebe precipitação.
Vários fatores contribuem para as condições secas do Atacama. A Cordilheira dos Andes bloqueia a chuva vinda do leste, e a Cordilheira Costal chilena a chuva vinda do oeste. A corrente marítima de Humboldt, um fluxo gelado no Oceano Pacífico, cria uma camada de inversão térmica no ar litorâneo, que impede que nuvens de chuva sejam formadas. A região de alta pressão no sudeste do Oceano Pacífico faz com que os ventos circulem, gerando anti-ciclones, que também contribuem para manter o clima do Atacama árido. Graças a esses fatores, a região é conhecida como o lugar mais seco da Terra!
No Paranal, os níveis de precipitação normalmente são de alguns milímetros por ano, com umidade tipicamente abaixo de 10%, e temperaturas variando de -8 a 25 graus Celsius. A aridez do deserto do Atacama e do Cerro Paranal é a principal razão da escolha deste local pelo ESO para abrigar o VLT. Enquanto a ocasional neve pode temporariamente interromper as condições secas, ela ao menos produz visões de rara beleza.
Esta fotografia foi tirada pelo Embaixador Fotográfico da ESO Stéphane Guisard a 1 de Agosto de 2011.
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Lua eclipsada, céu noturno magnífico
Um eclipse total da Lua é um espetáculo impressionante, mas além disso, dá-nos uma excelente oportunidade de observar um céu estrelado sem luar, ou seja, muito escuro. No Cerro Paranal, no deserto chileno do Atacama, um dos lugares mais remotos do mundo, a enorme distância a fontes de poluição luminosa faz com que o céu noturno se torne ainda mais espectacular durante um eclipse total da Lua.
Esta fotografia panorâmica, tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO Yuri Beletsky, mostra uma vista do céu estrelado sobre o local de acolhimento do Very Large Telescope do ESO (VLT) no Cerro Paranal, durante o eclipse total da Lua de 21 de dezembro de 2010. O disco avermelhado da Lua pode ser visto à direita na imagem, enquanto a Via Láctea cruza o céu em forma de arco. Podemos ver ainda outro brilho tênue, que rodeia o planeta Vênus no canto inferior esquerda da fotografia. Esta fenômeno, conhecido como luz zodiacal, é produzido pela reflexão da radiação solar na poeira que se encontra no plano dos planetas. É um brilho tão fraco que normalmente passa desapercebido, devido ao luar ou à poluição luminosa.
Durante um eclipse total da Lua, a sombra da terra bloqueia a luz que o Sol emite diretamente sobre a Lua. A Luz continua visível, de cor avermelhada, porque apenas os raios luminosos na ponta vermelha do espectro electromagnético conseguem chegar à Lua depois de serem redirigidos para lá pela atmosfera terrestre (as radiações azul e verde são dispersadas de modo mais eficaz).
Curiosamente a Lua, que aparece por cima de um dos Telescópios Principais do VLT (o Telescópio nº2), estava a ser observada pelo Telescópio nº1 nessa noite. Os Telescópios 1 e 2 são também conhecidos pelos nomes de Antu (que significa O Sol numa das línguas nativas do Chile, o mapuche) e Kueyen (A Lua), respectivamente.
Links
- Página dos Embaixadores Fotográficos do ESO
Caçadores de exoplanetas em La Silla
Na procura de mundos distantes, poucos telescópios têm tanto sucesso como o telescópio de 3,6 metros do ESO e o telescópio suíço de 1,2 metros Leonhard Euler, os quais podemos ver nesta imagem.
O telescópio de 3,6 metros abriga o instrumento HARPS (sigla do inglês para High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), um espectrógrafo com uma precisão sem paralelo, detentor de muitos recordes no campo da investigação de exoplanetas, incluindo a descoberta do exoplaneta de menor massa, e também do menor já encontrado até o momento. Juntamente com o HARPS, o Telescópio Leonhard Euler permitiu aos astrônomos descobrir que seis exoplanetas de uma amostra de 27 orbitavam na direção oposta à da rotação da sua estrela hospedeira - o que demonstrou ser um desafio sério e inesperado às atuais teorias de formação planetária.
A 2400 metros acima do nível do mar, na região sul do deserto do Atacama, no Chile, La Silla foi o primeiro local de observação do ESO. Além do telescópio de 3,6 metros, este observatório possui ainda o New Technology Telescope (NTT) e o telescópio de 2,2 metros MPG/ESO, assim como vários telescópios nacionais menores.
Pôr da Lua extraordinário - Uma imagem fantástica do Cerro Paranal, o lar do Very Large Telescope do ESO
Quando a Lua Cheia se põe, o Sol está prestes a nascer no horizonte oposto. O Very Large Telescope (VLT) já fechou os seus olhos depois de uma longa noite de observações e os operadores dos telescópios e astrônomos foram deitar-se, enquanto técnicos, engenheiros e astrônomos diurnos acordam para um novo dia de trabalho. As operações nunca páram no observatório astronômico terrestre mais produtivo do mundo.
Gordon Gillet, que trabalha para o ESO, saúda o novo dia capturando esta imagem fantástica a 14 km de distância do Paranal, na estrada que leva ao Cerro Armazones, o pico escolhido pelo Conselho do ESO onde será construído o European Extremely Large Telescope (E-ELT) de 39 metros.
Ao contrário do que se possa pensar, esta fotografia não é uma montagem. A Lua aparece muito grande porque a estamos vendo muito próxima do horizonte e a nossa percepção é enganada pela proximidade das referências no solo. Para conseguir esta imagem utilizou-se uma lente de 500 mm. A distância focal muito grande reduz a profundidade de campo, fazendo com que os objetos focados pareçam estar à mesma distância. Este efeito, combinado com a qualidade extraordinária da fotografia, nos dá a sensação de que a Lua está colocada sobre a plataforma do VLT, por detrás dos telescópios, quando de fato ela se encontra a uma distância cerca de 30 mil vezes mais distante.















