Foto da Semana 
Uma camada de neve no deserto do Atacama
As cúpulas do VLT do ESO no Cerro Paranal reluzem ao Sol em mais um glorioso dia sem nuvens. Mas algo está diferente nesta imagem: uma fina camada de neve espalhou-se pela paisagem do deserto. Isto não é algo que se vê todos os dias: muito pelo contrário, já que o deserto do Atacama praticamente não recebe precipitação.
Vários fatores contribuem para as condições secas do Atacama. A Cordilheira dos Andes bloqueia a chuva vinda do leste, e a Cordilheira Costal chilena a chuva vinda do oeste. A corrente marítima de Humboldt, um fluxo gelado no Oceano Pacífico, cria uma camada de inversão térmica no ar litorâneo, que impede que nuvens de chuva sejam formadas. A região de alta pressão no sudeste do Oceano Pacífico faz com que os ventos circulem, gerando anti-ciclones, que também contribuem para manter o clima do Atacama árido. Graças a esses fatores, a região é conhecida como o lugar mais seco da Terra!
No Paranal, os níveis de precipitação normalmente são de alguns milímetros por ano, com umidade tipicamente abaixo de 10%, e temperaturas variando de -8 a 25 graus Celsius. A aridez do deserto do Atacama e do Cerro Paranal é a principal razão da escolha deste local pelo ESO para abrigar o VLT. Enquanto a ocasional neve pode temporariamente interromper as condições secas, ela ao menos produz visões de rara beleza.
Esta fotografia foi tirada pelo Embaixador Fotográfico da ESO Stéphane Guisard a 1 de Agosto de 2011.
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Caçadores de exoplanetas em La Silla
Na procura de mundos distantes, poucos telescópios têm tanto sucesso como o telescópio de 3,6 metros do ESO e o telescópio suíço de 1,2 metros Leonhard Euler, os quais podemos ver nesta imagem.
O telescópio de 3,6 metros abriga o instrumento HARPS (sigla do inglês para High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), um espectrógrafo com uma precisão sem paralelo, detentor de muitos recordes no campo da investigação de exoplanetas, incluindo a descoberta do exoplaneta de menor massa, e também do menor já encontrado até o momento. Juntamente com o HARPS, o Telescópio Leonhard Euler permitiu aos astrônomos descobrir que seis exoplanetas de uma amostra de 27 orbitavam na direção oposta à da rotação da sua estrela hospedeira - o que demonstrou ser um desafio sério e inesperado às atuais teorias de formação planetária.
A 2400 metros acima do nível do mar, na região sul do deserto do Atacama, no Chile, La Silla foi o primeiro local de observação do ESO. Além do telescópio de 3,6 metros, este observatório possui ainda o New Technology Telescope (NTT) e o telescópio de 2,2 metros MPG/ESO, assim como vários telescópios nacionais menores.
Pôr da Lua extraordinário - Uma imagem fantástica do Cerro Paranal, o lar do Very Large Telescope do ESO
Quando a Lua Cheia se põe, o Sol está prestes a nascer no horizonte oposto. O Very Large Telescope (VLT) já fechou os seus olhos depois de uma longa noite de observações e os operadores dos telescópios e astrônomos foram deitar-se, enquanto técnicos, engenheiros e astrônomos diurnos acordam para um novo dia de trabalho. As operações nunca páram no observatório astronômico terrestre mais produtivo do mundo.
Gordon Gillet, que trabalha para o ESO, saúda o novo dia capturando esta imagem fantástica a 14 km de distância do Paranal, na estrada que leva ao Cerro Armazones, o pico escolhido pelo Conselho do ESO onde será construído o European Extremely Large Telescope (E-ELT) de 39 metros.
Ao contrário do que se possa pensar, esta fotografia não é uma montagem. A Lua aparece muito grande porque a estamos vendo muito próxima do horizonte e a nossa percepção é enganada pela proximidade das referências no solo. Para conseguir esta imagem utilizou-se uma lente de 500 mm. A distância focal muito grande reduz a profundidade de campo, fazendo com que os objetos focados pareçam estar à mesma distância. Este efeito, combinado com a qualidade extraordinária da fotografia, nos dá a sensação de que a Lua está colocada sobre a plataforma do VLT, por detrás dos telescópios, quando de fato ela se encontra a uma distância cerca de 30 mil vezes mais distante.



