Foto da Semana

14 de Maio de 2012

Preparando o VLT para imagens ainda mais nítidas

Esta fotografia mostra um dos telescópios que compõem o Very Large Telescope (VLT), o telescópio 4 (UT4, sigla do inglês), enquanto esteve recentemente nas mãos dos engenheiros do ESO. O telescópio foi rodeado por uma série de andaimes temporários, que faziam parte das preparações para a instalação da nova Infraestrutura de Óptica Adaptativa (AOF, sigla do inglês). Este processo vai converter o UT4 num telescópio completamente adaptativo. A AOF corrigirá os efeitos de imagens difusas e indefinidas devido à atmosfera terrestre e permitirá a obtenção de imagens muito mais nítidas por parte dos instrumentos HAWK-I e MUSE.

Estão a ser acrescentados ao UT4 muitos componentes novos que fazem parte da AOF. Entre eles encontra-se o espelho secundário deformável (DSM, sigla do inglês): um espelho muito fino, com 1,1 metros de diâmetro mas apenas 2 milímetros de espessura. O espelho é suficientemente fino para se deformar facilmente sob a ação de mais de mil atuadores, mais de mil vezes por segundo, de modo a contrabalançar as distorções devidas à atmosfera. O DSM é o maior espelho adaptativo construído até o momento (ann12015). Outro elemento vital é a Infraestrutura de Estrela Guia Laser 4 (4LGSF) - composta por quatro telescópios especiais que disparam raios laser para a alta atmosfera, criando assim estrelas artificiais [1] (ann12012). Finalmente, os módulos de óptica adaptativa GRAAL e GALACSI serão responsáveis por analisar a radiação que nos chega de volta das estrelas guia laser.

Esta fotografia mostra um engenheiro do ESO supervisionando o trabalho que está a ser executado no UT4. Para permitir um completo acesso ao telescópio, a célula do espelho primário foi temporariamente removida. Foram igualmente removidos vários cabos e tubos , tendo sido instalados outros novos. Correias de montagem foram adicionadas em preparação para a instalação dos gabinetes de eletrónica do 4LGSF e dos telescópios de lançamento.

Notas

[1] Os raios laser excitam uma camada de átomos de sódio a uma altitude de 90 quilômetros na atmosfera, fazendo com que estes brilhem como estrelas artificiais. 


7 de Maio de 2012

Três telescópios muito diferentes em La Silla

O ESO faz 50 anos este ano e, para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Foto da Semana especial de comparação "Ontem e Hoje", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos escritórios do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.

Estas duas fotografias foram tiradas do pico mais alto de La Silla, uma montanha a uma altitude de 2400 metros, na periferia do deserto do Atacama, no Chile. La Silla foi o local do primeiro observatório do ESO. A fotografia histórica, tirada em 1975, mostra alguns dos caminhões e outros equipamentos utilizados na construção da cúpula do telescópio de 3,6 metros do ESO, o qual estava sendo construído num local atrás do fotógrafo. À esquerda podemos ver os tanques de água que abastecem o local.

Na fotografia atual, aparecem três novos telescópios, todos muito diferentes uns dos outros. À direita dos tanques de água situa-se o New Technology Telescope do ESO (NTT), que começou a operar a 23 de Março de 1989. Este telescópio de 3,58 metros foi o primeiro a possuir um espelho primário controlado por computador, que ajustava a forma do espelho durante as observações de modo a otimizar a qualidade de imagem. A cúpula octogonal que alberga o NTT demonstrou igualmente um considerável avanço na tecnologia, sendo ventilada por um sistemas de aberturas que permite ao ar fluir de modo constante e suave em volta do espelho, reduzindo assim a turbulência e permitindo a obtenção de imagens mais nítidas.

À direita do NTT encontra-se o Telescópio Suíço de 1,2 metros Leonhard Euler, que apresenta uma cúpula mais tradicional. É operado pelo Observatório de Genebra, da Universidade de Genebra, Suíça, e começou a operar a 12 de Abril de 1998. É utilizado para procurar exoplanetas no céu austral; tendo a sua primeira descoberta sido um planeta em órbita da estrela Gliese 86 (ver eso9855). O telescópio observa também estrelas variáveis, explosões de raios gama e núcleos ativos de galáxias.

Em primeiro plano à direita encontra-se um edifício apelidado de sarcófago, o qual abriga o telescópio TAROT (sigla do francês para Télescope à Action Rapide pour les Objets Transitoires), que começou a operar em La Silla a 15 de Setembro de 2006. Este telescópio robótico relativamente pequeno, com apenas 25 centímetros, e extremamente rápido, reage muito depressa a alertas vindos de satélites sobre explosões de raios gama, podendo assim detectar as posições destes eventos extremamente rápidos. A observação destas explosões cósmicas é importante, possibilitando o estudo da formação de buracos negros e da evolução de estrelas no Universo primordial. O TAROT é operado por um consórcio liderado por Michel Boër do Observatoire de Haute Provence, em França.

O NTT é operado pelo ESO, enquanto que o Telescópio Leonhard Euler e o TAROT fazem parte dos projetos nacionais albergados em La Silla. Ainda hoje, 40 anos depois da sua inauguração, La Silla permanece na linha da frente da astronomia.

Links


30 de Abril de 2012

Sol, Lua e telescópios sobre o deserto

A beleza etérea do deserto do Atacama no Chile, local onde está instalado o Very Large Telescope do ESO (VLT), estende-se neste panorama até ao horizonte. Os quatro grandes telescópios do VLT, cada um com um espelho de 8,2 metros de diâmetro, situam-se no Cerro Paranal, o pico mais alto que se vê no centro da imagem. O telescópio de rastreio VISTA encontra-se no pico situado à esquerda do Cerro Paranal. Este telescópio de 4,1 metros mapeia grandes zonas do céu, procurando alvos interessantes que o VLT e outros telescópios, tanto no solo como no espaço, estudarão em grande detalhe.

Esta região oferece algumas das melhores condições de observação do céu noturno de todo o planeta. À direita deste panorama de 360 graus, o Sol está se pondo sobre o Oceano Pacífico, lançando grandes sombras na paisagem. À esquerda, a Lua brilha no céu. Dentro de pouco tempo, começarão as observações noturnas.

Este magnífico panorama foi criado por Serge Brunier, um Embaixador Fotográfico do ESO. Esta é uma das muitas imagens que capturam os observatórios do ESO, os locais onde se encontram instalados e o esplendor dos céus por cima deles.

Links


23 de Abril de 2012

A Lua e o Arco da Via Láctea

O Embaixador Fotográfico do ESO Stéphane Guisard capturou este extraordinário panorama a partir do local do ALMA, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, nos Andes chilenos. O planalto do Chajnantor, extremamente seco e a 5000 metros de altitude, oferece o sítio perfeito para este telescópio de vanguarda, que estuda o Universo nos comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro.

Várias antenas gigantes dominam o centro da imagem. Quando o ALMA estiver completo, contará com um total de 54 destas antenas com 12 metros de diâmetro. Por cima da rede de antenas, o arco da Via Láctea torna o fundo resplandecente. Quando este panorama foi fotografado, a Lua encontrava-se próxima do centro da Via Láctea no céu, o luar brilhando sobre as antenas. A Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães, as maiores galáxias satélites anãs da Via Láctea, aparecem à esquerda como duas manchas luminosas no céu. Podemos observar o rasto de um meteoro particularmente brilhante, próximo da Pequena Nuvem de Magalhães.

À direita, podem ser vistas algumas nas antenas menores de 7 metros do ALMA, doze das quais serão utilizadas para formar o Atacama Compact Array. Ainda mais à direita brilham as luzes do Edifício Técnico de Operações da Rede. E finalmente, por trás deste edifício está o escuro pico montanhoso do Cerro Chajnantor.

O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), que é gerido, pela Associação de Universidades (AUI), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.

Links


16 de Abril de 2012

APEX de sentinela no Chajnantor

O telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX) perscruta o céu do Chajnantor durante uma noite iluminada pelo lunar, num dos locais mais altos e secos do planeta onde está instalado um observatório. Tesouros astronômicos enchem o céu por cima do telescópio, testemunhando as excelentes condições de observação que nos oferece esta região do deserto do Atacama, no Chile.

À esquerda brilham as estrelas que compõem a cauda da constelação do Escorpião. O "ferrão" do escorpião está representado pelas duas estrelas brilhantes que se encontram particularmente próximas uma da outra. Ao longo de todo o céu, podemos observar o plano da Via Láctea, que se parece com uma banda de nuvens brilhando tenuamente.

Entre o Escorpião e a constelação seguinte à direita (Sagitário), que está por cima da antena do APEX, podemos ver claramente um brilhante aglomerado de estrelas. Trata-se do aglomerado aberto Messier 7, também conhecido como aglomerado de Ptolomeu. Por baixo de Messier 7 e ligeiramente à direita encontramos o aglomerado da Borboleta, Messier 6. Ainda mais à direita, acima da borda da antena, está uma nuvem difusa mais parecida com um borrão brilhante. É a famosa Nebulosa da Lagoa (ver eso0936 para uma imagem mais detalhada).

Com uma antena de 12 metros de diâmetro, o APEX é o maior telescópio submilimétrico de antena simples a operar no hemisfério Sul. Tal como o nome do telescópio sugere, este instrumento está abrindo caminho para o maior observatório submilimétrico do mundo, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), que estará completo em 2013 (eso1137). O APEX partilhará o espaço com as 66 antenas do ALMA no planalto do Chajnantor, situado a 5000 metros de altitude, no Chile. O telescópio APEX baseia-se numa antena protótipo construída para o projeto ALMA, e encontrará muitos alvos que o ALMA poderá depois estudar com grande detalhe.

O Embaixador Fotográfico do ESO Babak Tafreshi fez este panorama utilizando uma lente telefoto. O Babak é também fundador do The World At Night, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais do mundo mais bonitos e históricos contra um fundo de estrelas, planetas e eventos celestes.

Mais Informação

O APEX é uma colaboração entre o Max-Planck-Institut für Radioastronomie (MPIfR), o Onsala Space Observatory (OSO) e o ESO, com as operações do telescópio a serem levadas a cabo pelo ESO.

O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), que é gerido, pela Associação de Universidades (AUI), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.

Links


9 de Abril de 2012

Ao redor do Chajnantor - Um panorama de 360 graus

O Cerro Chico, com a incrível altitude de 5300 metros acima do nível do mar, é apenas uma pequena montanha nesta majestosa paisagem do Planalto Andino. De fato, seu próprio nome significa apenas “pequena montanha” em espanhol. Contudo, devido a sua posição no planalto do Chajnantor, o topo de Cerro Chico oferece um ponto de vista excelente e de acesso relativamente fácil no qual se pode desfrutar de uma vista estonteante.

Esta fotografia panorâmica de 360° está centrada na direção nordeste, onde altos vulcões - a maioria dos quais acima de 5500 metros – são vistos. No centro está o próprio Cerro Chajnantor. À direita, no planalto, está o telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX) com o Cerro Chascon ao fundo. Mais à direita, a sudeste, o planalto Chajnantor está quase totalmente visível. Além do telescópio APEX, três antenas do Atacama Large Milimeter/submilimeter Array (ALMA) podem ser vistas à direita. Muitas outras foram adicionadas desde que esta foto panorâmica foi tirada.

À esquerda do Cerro Chajnantor está Cerro Toco. Mais à esquerda, a noroeste, podemos ver o distinto formato cônico do vulcão Licancabur.

No planalto Chajnantor, a 5000 metros de altitude, o ar é tão rarefeito e seco que parece nunca encher os pulmões. Graças a essas condições, a radiação milimétrica e submilimétrica vinda do resto do Universo pode passar pelos resquícios da atmosfera terrestre acima do local, e pode ser detectada do solo com telescópios adequadamente sensíveis, como o ALMA e o APEX.

O APEX é uma colaboração entre o Insituto Max Planck de Radio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. O telescópio é operado pelo ESO.

O ALMA, uma instalação astronômica internacional, é uma parceria da Europa, América do Norte e Leste da Ásia em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA são lideradas, em nome da Europa pelo ESO, em nome da América do Norte pelo Observatório Nacional de Radio Astronomia (NRAO), e em nome do Leste da Ásia pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ). A Junta do Observatório ALMA (JAO) fornece uma liderança unificada e gerenciamento da construção, funcionamento e operação do ALMA

Links


2 de Abril de 2012

La Silla, o primeiro lar dos telescópios do ESO - o local do primeiro observatório do ESO, Ontem e Hoje

O ESO faz 50 anos este ano e para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicaremos uma Foto da Semana especial de comparação "Ontem e Hoje", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos escritórios do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.

Esta imagem histórica foi tirada em 1970 a partir dos dormitórios do ESO, situados numa zona mais baixa da montanha relativamente ao local onde se encontram as cúpulas dos telescópios. A fotografia foca a zona mais alta da montanha, que pode ser vista no lado esquerdo da imagem. A estrutura metálica que se vê próxima do cume não é um telescópio, mas sim um tanque de água que abastece o local. A cúpula branca que se encontra no centro da imagem é a do telescópio Schmidt de 1 metro do ESO, que começou as suas operações em Fevereiro de 1972. No lado direito ao fundo temos o telescópio de 1 metro do ESO, do qual apenas se vê uma parte da cúpula e à esquerda avista-se apenas a parte de cima do Grand Prisme Objectif telescope.

Na fotografia atual, embora os edifícios dos dormitórios continuem no mesmo local, ao longo das décadas foram sendo construídos mais dormitórios. As diferenças mais marcantes, no entanto, podem ser vistas em torno do pico de La Silla à esquerda. No ponto mais alto encontra-se o telescópio de 3,6 metros do ESO, que começou a trabalhar em Novembro de 1976 e que ainda hoje continua ativo. É neste telescópio que está instalado o HARPS, o principal descobridor de exoplanetas (ver eso1134 e eso1214 para alguns resultados recentes). Planejado desde o início do ESO, o telescópio de 3,6 metros era a jóia da coroa do Observatório de La Silla, e quando foi inaugurado era o maior telescópio do observatório e um grande feito de engenharia. A cúpula menor que se vê em frente do telescópio de 3,6 metros pertence ao Telescópio Auxiliar Coudé de 1,4 metros, que complementa o seu vizinho maior.

À direita do telescópio de 3,6 metros temos o New Technology Telescope (NTT) de 3,58 metros, facilmente reconhecível pela aparência angular metálica da sua cúpula. O NTT, que começou as suas operações em Março de 1989, foi o primeiro telescópio do mundo a usar um espelho controlado por computador. Foi usado como um percursor do Very Large Telescope, testando-se muita da tecnologia que foi posteriormente utilizada neste telescópio.

Outras diferenças observadas na fotografia atual incluem o edifício de oficinas construído por baixo dos tanques de água, e o Differential Image Motion Monitor (DIMM), usado para medir o seeing atmosférico, e que se encontra sobre estacas entre as oficinas e o telescópio Schmidt de 1 metro.

La Silla permanece ainda hoje um observatório muito ativo, onde são feitas importantes descobertas. Tanto o NTT como o telescópio de 3,6 metros foram fundamentais no fornecimento de dados que levaram à descoberta da aceleração da expansão do Universo - uma descoberta agraciada com o Prémio Nobel da Física em 2011.

Links


26 de Março de 2012

Gostaria de estar aqui?

O fotógrafo francês Serge Brunier, um dos embaixadores fotográficos do ESO, criou este panorama em 360º, sem emendas, do planalto Chajnantor no deserto do Atacama, onde o ALMA está sendo construído.

A projeção panorâmica deformou levemente o formato das antenas do ALMA, mas ainda dá a sensação do que seria estar no meio deste incrível novo observatório. A vista em 360º também mostra a completa isolação do planalto Chajnantor. A 5000 metros de altitude, o plano de fundo é praticamente uniforme, exceto por alguns picos de montanhas e morros.

Apesar do desafio que é construir um telescópio tão ambicioso em um clima tão rigoroso, a elevada altitude do lugar é perfeita para astronomia submilimétrica. Isso acontece porque o vapor d’água na atmosfera absorve este tipo de radiação, mas o ar é muito mais seco em locais altos como Chajnantor.

ALMA começou suas primeiras observações científicas em 30 de setembro de 2011 com um conjunto parcial de antenas. Quando o observatório estiver concluído, as 50 antenas de 12 metros e também o conjunto menor de 4 antenas de 12 metros e 12 antenas de 7 metros, conhecido como o Conjunto Compacto do Atacama (Atacama Compact Array, ACA), farão com que a isolada paisagem pareça menos vazia. Enquanto isso, fotos como esta documentam o progresso de uma nova instalação de telescópios de nível mundial.

A instalação astronômica internacional do ALMA é uma parceria da Europa, América do Norte e Ásia ocidental em cooperação com a República do Chile. A contrução e a operação do ALMA são lideradas em nome da Europa pelo ESO, em nome da América do Norte pelo Observatório Nacional de Radio Astronomia (NRAO), e, em nome da Ásia Oriental, pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ). A Junta do Observatório ALMA (Joint ALMA Obsevatory ou JAO) proporciona a liderança unificada e controle da construção, comissionamento e operação do ALMA.

Links


19 de Março de 2012

O VLT vai à caça do Leão

O VLT capturou outro membro do grupo de galáxias Leo I, na constelação de Leão. A galáxia Messier 95 está de frente para nós, oferecendo uma visão ideal de sua estrutura espiral. Os braços espirais formam um círculo quase perfeito em torno do centro da galáxia antes de se espalharem, criando um efeito parecido com uma juba que qualquer leão teria orgulho.

Talvez a característica mais marcante de Messier 95 seja seu brilhante núcleo dourado. Ele contém um anel de formação de estrelas, com quase 2000 anos-luz de extensão, onde ocorre grande parte da formação de estrelas da galáxia. Este fenômeno ocorre principalmente em galáxias espirais barradas como Messier 95 e a nossa Via Láctea.

No grupo de Leo I, Messier 95 é ofuscada pela sua irmã Messier 96 (veja potw1143). Messier 96 é de fato o membro mais brilhante do grupo, e como "líder do bando", também dá ao grupo Leo I seu nome alternativo, Grupo M96. Ainda assim, Messier 95 também é uma imagem espetacular.


12 de Março de 2012

Uma camada de neve no deserto do Atacama

As cúpulas do VLT do ESO no Cerro Paranal reluzem ao Sol em mais um glorioso dia sem nuvens. Mas algo está diferente nesta imagem: uma fina camada de neve espalhou-se pela paisagem do deserto. Isto não é algo que se vê todos os dias: muito pelo contrário, já que o deserto do Atacama praticamente não recebe precipitação.

Vários fatores contribuem para as condições secas do Atacama. A Cordilheira dos Andes bloqueia a chuva vinda do leste, e a Cordilheira Costal chilena a chuva vinda do oeste. A corrente marítima de Humboldt, um fluxo gelado no Oceano Pacífico, cria uma camada de inversão térmica no ar litorâneo, que impede que nuvens de chuva sejam formadas. A região de alta pressão no sudeste do Oceano Pacífico faz com que os ventos circulem, gerando anti-ciclones, que também contribuem para manter o clima do Atacama árido. Graças a esses fatores, a região é conhecida como o lugar mais seco da Terra!

No Paranal, os níveis de precipitação normalmente são de alguns milímetros por ano, com umidade tipicamente abaixo de 10%, e temperaturas variando de -8 a 25 graus Celsius. A aridez do deserto do Atacama e do Cerro Paranal é a principal razão da escolha deste local pelo ESO para abrigar o VLT. Enquanto a ocasional neve pode temporariamente interromper as condições secas, ela ao menos produz visões de rara beleza.

Esta fotografia foi tirada pelo Embaixador Fotográfico da ESO Stéphane Guisard a 1 de Agosto de 2011.

Links


27 de Fevereiro de 2012

Rodopio de Partida

O dinamismo do Very Large Telescope do ESO no início das operações, encontra-se soberbamente ilustrado nesta invulgar fotografia, tirada logo a seguir ao pôr do Sol, no preciso momento em que o Telescópio 1 começa a trabalhar. Uma longa exposição, com uma duração de 26 segundos, permitiu ao Embaixador Fotográfico do ESO, Gerhard Hudepohl, captar o movimento da cúpula, olhando para fora através do buraco que se vai abrindo, à medida que o sistema se põe em movimento. As paredes rotativas da cúpula aparecem-nos num rodopio etéreo, através do qual podemos distinguir um pouco do Deserto do Atacama, enquanto o firme céu do crepúsculo nos oferece ainda um lampejo de azul discreto.

A estrutura do telescópio, que aparece estacionária no centro da imagem, alberga um espelho de 8.2 metros de diâmetro, concebido para colectar radiação vinda dos confins do Universo. A própria cúpula é uma maravilha da tecnologia, movendo-se com extrema precisão e permitindo um cuidado controle da temperatura, evitando assim que correntes de ar quente perturbem as observações.

Links


12 de Dezembro de 2011

O mundo nocturno do ALMA

Esta panorâmica do planalto do Chajnantor, que cobre 180 graus, de norte (à esquerda) a sul (à direita), mostra as antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) situadas numa paisagem surrealista. Alguns objetos celestes familiares podem ser vistos no céu nocturno por trás das antenas. Estas noites de céu límpido são a razão do Chile ser o local de acolhimento, não apenas do ALMA, mas também de outros observatórios astronómicos. Esta imagem é apenas uma parte de uma panorâmica ainda maior do Chajnantor.

Em primeiro plano vemos as antenas do ALMA, de 12 metros, em acção, trabalhando como de um único telescópio gigante se tratassem, durante o primeira fase de observações científicas do observatório. Completamente à esquerda, vemos um grupo de antenas mais pequenas, de 7 metros, iluminadas, que fazem parte da rede compacta do ALMA. O crescente da Lua, embora não seja visível na imagem, lança sombras sobre todas as antenas.

No céu por cima das antenas, a “estrela” brilhante mais proeminente - do lado esquerdo da imagem - é, de facto, o planeta Júpiter. O gigante gasoso é o terceiro objeto natural mais brilhante no céu nocturno, depois da Lua e de Vénus. A Grande e a Pequena Nuvens de Magalhães também se vêem claramente na imagem. A Grande Nuvem de Magalhães parece um pedaço de fumo, mesmo por cima das antenas mais à direita. A Pequena Nuvem de Magalhães encontra-se mais alta no céu, na direção do campo superior direito. Ambas as “nuvens” são galáxias anãs irregulares, que orbitam a Via Láctea, a distâncias de cerca de 160 000 e 200 000 anos-luz, respectivamente.

No lado esquerdo da fotografia, logo à esquerda das antenas que se encontram em primeiro plano, podemos ver a mancha alongada da galáxia de Andrómeda. Esta galáxia, que está dez vezes mais longe de nós do que as Nuvens de Magalhães, é a nossa maior vizinha galáctica  mais próxima. É também a maior galáxia do Grupo Local - um grupo com cerca de 30 galáxias, do qual a nossa Galáxia faz parte - e contém aproximadamente um bilião de estrelas, ou seja, mais do dobro das estrelas da Via Láctea. É a única galáxia principal visível a olho nu. Embora nesta imagem apenas possamos ver a sua região central, a galáxia cobre uma área no céu equivalente a seis Luas Cheias.

Esta fotografia foi tirada por Babak Tafreshi, o mais recente Embaixador Fotográfico do ESO. Babak é também o fundador de O Mundo à Noite, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais mais bonitos e históricos da Terra, sob um fundo nocturno de estrelas, planetas e eventos celestes.

O ALMA está a ser construído no planalto do Chajnantor a uma altitude de 5000 metros. O observatório, que começou observações científicas preliminares a 30 de setembro de 2011, será composto por 66 antenas que operarão em conjunto formando um único telescópio gigante. Esta infraestrutura astronómica internacional é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Observatório ALMA (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, gestão e operação do ALMA.

Links

 


5 de Setembro de 2011

O laser e o relâmpago

Na quinta-feira, dia 18 de agosto de 2011, o céu por cima do Observatório Público de Allgäu, no sudoeste da Baviera, Alemanha, estava fantástico, com a noite iluminada por dois fenómenos muito diferentes, sendo um, um exemplo da tecnologia avançada e o outro, o poder dramático da natureza.

Na altura em que o ESO testava o novo sistema de estrela guia laser de Wendelstein, ao disparar um poderoso raio laser para a atmosfera, uma das tempestades fortes de verão da região aproximava-se - uma demonstração muito visual do porquê dos telescópios do ESO estarem instalados no Chile e não na Alemanha. Pesadas nuvens cinzentas lançavam relâmpagos enquanto Martin Kornmesser, artista gráfico a trabalhar no departamento de divulgação do ESO, tirava fotografias do teste do laser para o ESOcast 34. Por pura coincidência, esta fotografia foi tirada mesmo no momento em que um relâmpago aparecia, o que deu origem a esta espantosa imagem, que bem podia ter sido tirada de um filme de ficção científica. Embora a tempestade ainda estivesse longe do observatório, o relâmpago parece chocar com o raio laser no céu.

As estrelas guias artificiais são estrelas criadas a 90 quilómetros de altitude na atmosfera da Terra com o auxílio de um raio laser. As medições destas estrelas artificiais são utilizadas para corrigir as imagens astronómicas que ficam desfocadas devido à turbulência da atmosfera - uma técnica conhecida como óptica adaptativa. A estrela guia laser de Wendelstein é uma nova conceção que combina numa única unidade modular, o laser com o pequeno telescópio usado para o lançar. Esta unidade pode depois ser instalada em telescópios maiores.

O laser desta fotografia é bastante potente, com um raio de 20 watt, no entanto a potência do relâmpago atinge o bilião de watts, embora isto só aconteça durante uma pequena fracção de segundo! Pouco depois da fotografia ter sido tirada, a tempestade atingiu o observatório, o que forçou ao término das operações para o resto da noite e ao encerramento do local. Apesar de sermos capazes de controlar instrumentos de alta tecnologia como as estrelas guias laser, estamos ainda assim sujeitos às forças da natureza, entre elas o tempo atmosférico!

Links


8 de Agosto de 2011

Céu escuro e deserto branco - a neve veio fazer uma visita rara ao Observatório do Paranal do ESO

O céu nocturno por cima do Cerro Paranal, local de acolhimento do Very Large Telescope do ESO (VLT), é escuro e salpicado de estrelas brilhantes da Via Láctea, assim como de galáxias mais distantes. No entanto, é muito raro ver o chão contrastando com o céu de maneira tão marcada como nesta fotografia, que mostra uma fina camada de neve branca salpicada pelas zonas mais escuras do terreno do deserto.

Esta fotografia foi tirada a semana passada, logo depois do nascer do Sol, pelo Embaixador Fotográfico do ESO, Yuri Beletsky, que trabalha como astrónomo no Observatório La Silla Paranal. Yuri capturou, não apenas a bonita paisagem com neve do Atacama e as cúpulas do VLT no cimo da montanha, mas também um incrível céu nocturno. À esquerda do VLT podemos ver o rasto de um satélite e à direita está o rasto de um meteoro.

O Cerro Paranal é uma montanha de 2600 metros de altura, situada no deserto chileno do Atacama. É um local muito seco, com uma humidade que se situa frequentemente abaixo dos 10% e uma queda de chuva de menos de 10 milímetros por ano. A neve, no entanto, cai ocasionalmente no deserto, dando-nos fugidias mas magníficas vistas como esta.

Links


9 de Maio de 2011

Lua eclipsada, céu noturno magnífico

Um eclipse total da Lua é um espetáculo impressionante, mas além disso, dá-nos uma excelente oportunidade de observar um céu estrelado sem luar, ou seja, muito escuro. No Cerro Paranal, no deserto chileno do Atacama, um dos lugares mais remotos do mundo, a enorme distância a fontes de poluição luminosa faz com que o céu noturno se torne ainda mais espectacular durante um eclipse total da Lua.

Esta fotografia panorâmica, tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO Yuri Beletsky, mostra uma vista do céu estrelado sobre o local de acolhimento do Very Large Telescope do ESO (VLT) no Cerro Paranal, durante o eclipse total da Lua de 21 de dezembro de 2010. O disco avermelhado da Lua pode ser visto à direita na imagem, enquanto a Via Láctea cruza o céu em forma de arco. Podemos ver ainda outro brilho tênue, que rodeia o planeta Vênus no canto inferior esquerda da fotografia. Esta fenômeno, conhecido como luz zodiacal, é produzido pela reflexão da radiação solar na poeira que se encontra no plano dos planetas. É um brilho tão fraco que normalmente passa desapercebido, devido ao luar ou à poluição luminosa.

Durante um eclipse total da Lua, a sombra da terra bloqueia a luz que o Sol emite diretamente sobre a Lua. A Luz continua visível, de cor avermelhada, porque apenas os raios luminosos na ponta vermelha do espectro electromagnético conseguem chegar à Lua depois de serem redirigidos para lá pela atmosfera terrestre (as radiações azul e verde são dispersadas de modo mais eficaz).

Curiosamente a Lua, que aparece por cima de um dos Telescópios Principais do VLT (o Telescópio nº2), estava a ser observada pelo Telescópio nº1 nessa noite. Os Telescópios 1 e 2 são também conhecidos pelos nomes de Antu (que significa O Sol numa das línguas nativas do Chile, o mapuche) e Kueyen (A Lua), respectivamente.

Links


11 de Abril de 2011

Sede do ESO ao pôr do Sol

Esta panorâmica mostra a Sede do Observatório Europeu do Sul, situada em Garching, ao pé de Munique, na Alemanha. A imagem mostra a vista a partir do telhado do edifício principal, logo após o pôr do Sol. Este é o centro científico, técnico e administrativo das operações do ESO, e o local a partir do qual os astrónomos trabalham nos seus projetos de investigação. O pessoal técnico, administrativo e os cientistas que aqui trabalham, vêm de muitos lados e possuem diferentes experiências pessoais, mas todos têm uma coisa em comum: uma paixão pela astronomia.

O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental astronómica e é o observatório astronómico mais produtivo do mundo. O ESO opera telescópios em três observatórios de ponta no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. Adicionalmente, o Cerro Armazones, próximo do Paranal, foi escolhido como local de acolhimento do European Extremely Large Telescope (E-ELT).

O ESO proporciona aos astrónomos infraestruturas astronómicas de vanguarda e é  financiado pelos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça. A Sede do ESO reflete este espírito multicultural de cooperação e é um local de trabalho para os astrónomos de todo o mundo.

Esta imagem emoldurada encontra-se disponível na loja ESO.


21 de Fevereiro de 2011

As antenas ALMA sob a Via Láctea

Quatro antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) observam o céu nocturno estrelado, antecipando o trabalho que aí vem. O luar ilumina a cena à direita, enquanto a faixa da Via Láctea se estende ao longo do lado esquerdo para cima.

O ALMa está a ser construído a uma altitude de 5000 metros, no planalto do Chajnantor, no deserto chileno do Atacama. Este é um dos locais mais secos à face da Terra, e o ar seco, combinado com a atmosfera fina da elevada altitude, oferece condições soberbas para observar o Universo na região de comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro. A estes comprimentos de onda longos, os astrónomos podem sondar, por exemplo, as nuvens moleculares, que consistem em regiões densas de gás e poeira onde novas estrelas se estão a formar a partir do colapso gravitacional da nuvem. Actualmente, o Universo permanece relativamente mal explorado nos comprimentos de onda submilimétricos, por isso os astrónomos esperam descobrir muitos segredos novos acerca da formação estelar, assim como acerca da origem das galáxias e planetas, quando o ALMA estiver operacional.

O projeto ALMA é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile.

Esta fotografia panorâmica foi tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO, José Francisco Salgado.

Links


3 de Janeiro de 2011

Outro dia perfeito no Paranal

Colinas vermelhas estendem-se por baixo de um céu azul excepcionalmente limpo, típico do Observatório do Paranal do ESO. Apesar das cúpulas fecharem de madrugada, e nada parecer mover-se à superfície deste inóspito deserto, o certo é que o Very Large Telescope do ESO (VLT) nunca dorme. Desde manhã cedo que uma equipa de engenheiros e técnicos se encontra a trabalhar arduamente, de modo a preparar os telescópios e respectivos instrumentos para outra “noite perfeita”.

O Cerro Paranal, a 2600 metros de altitude, destaca-se no centro desta vista panorâmica, tirada para sul. O topo da montanha aplanado acolhe o VLT, a infraestrutura astronómica terrestre mais avançada do mundo, a operar no visível  e no infravermelho próximo. O VLT é composto por quatro Telescópios Principais de 8,2 metros cada um, e por quatro Telescópios Auxiliares de 1,8 metros. Nesta fotografia, apenas estão visíveis duas das cúpulas dos telescópios maiores e o telescópio de rastreio mais pequeno, o VLT Survey Telescope (VST) de 2,6 metros.

À direita do Cerro Paranal, podemos ver ao longe uma camada de nuvens que cobre a costa do Oceano Pacífico, a apenas 12 km de distância. A corrente fria oceânica mantém a camada de inversão térmica da atmosfera abaixo dos 1500 metros, o que torna esta área remota do deserto chileno do Atacama, na Região II, um dos locais mais secos à superfície do nosso planeta e uma janela perfeita para o Universo. A atmosfera é extremamente seca e límpida, apresentando muito pouca turbulência, o que oferece as condições ideais para observações astronómicas no óptico e no infravermelho próximo.

Esta é a razão pela qual o Cerro Armazones, com 3060 metros de altitude, situado a apenas 20 km a este do Paranal, foi escolhido para acolher o futuro European Extremenly Large Telescope (E-ELT). Com um espelho primário de 39 metros, o E-ELT será o maior olho no céu do mundo.

Esta fotografia foi tirada a partir de um topo de montanha vizinho, local onde se encontra instalado o telescópio de rastreio VISTA (sigla do inglês para Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy). O VISTA começou a operar no final de 2009 e foi o mais recente telescópio a juntar-se ao conjunto de telescópios instalados no Observatório do Paranal do ESO. O VISTA é o maior telescópio de rastreio do mundo.

Links


1 de Novembro de 2010

O Very Large Telescope do ESO espreita para o interior de uma nebulosa distante

Os astrónomos utilizaram dados do Very Large Telescope do ESO (VLT), situado no Observatório do Paranal, Chile, para criar esta imagem da nebulosa Messier 17, também conhecida como Nebulosa Ómega ou Nebulosa do Cisne. A imagem, mais parecida com uma pintura, mostra enormes nuvens de gás e poeira iluminadas pela intensa radiação emitida por estrelas jovens.

Na imagem vemos a região central, que tem uma dimensão de cerca de 15 anos-luz. A nebulosa inteira é ainda maior, com uma dimensão total de aproximadamente 40 anos-luz. Messier 17 fica na constelação do Sagitário, a cerca de 6000 anos-luz de distância da Terra. É um alvo bastante popular entre os astrónomos amadores, que conseguem obter imagens de boa qualidade com o auxílio de pequenos telescópios.

Estas observações profundas do VLT foram obtidas nos comprimentos de onda do infravermelho próximo com o instrumento ISAAC. Os filtros utilizados foram o J (1,25 µm, a azul), o H (1,6 µm, a verde) e o K (2,2 µm, a vermelho). No centro da imagem encontra-se o enxame de estrelas jovens de grande massa, cuja intensa radiação faz com que o hidrogénio gasoso circundante brilhe. Por baixo e à direita do enxame podemos ver uma enorme nuvem de gás molecular. Nos comprimentos de onda do visível os grãos de poeira da nuvem obscurecem a nossa visão, mas ao observar no infravermelho,  podemos ver através da poeira o brilho fraco do hidrogénio gasoso que se encontra por trás. Os astrónomos encontraram escondida nesta região, que tem uma aparência avermelhada escura, a silhueta opaca de um disco de gás e poeira. Embora pareça pequeno na imagem, este disco tem um diâmetro de cerca de 20 000 UA, fazendo com que o Sistema Solar pareça minúsculo (1 UA é a distância entre a Terra e o Sol). Pensa-se que o disco se encontra em rotação levando matéria para uma protoestrela central. Uma protoestrela é o estado inicial da formação de uma nova estrela.

Esta imagem emoldurada encontra-se disponível na loja ESO.

Links

  • Estas observações foram originalmente obtidas para um trabalho que se encontra descrito na nota de imprensa do ESO eso0416.

25 de Outubro de 2010

La Silla estrelada

As estrelas rodam em torno do polo sul celeste durante a noite, no Observatório de La Silla do ESO no norte do Chile. As partes tremidas dos rastos, no lado direito, correspondem às Nuvens de Magalhães, duas galáxias pequenas, vizinhas da Via Láctea. A cúpula que se vê na imagem pertence ao telescópio de 3,6 metros do ESO, onde está montado o instrumento HARPS (sigla do inglês para High Accurate Radial velocity Planet Searcher), o principal descobridor de exoplanetas do mundo. O edifício rectangular que aparece em baixo à direita, alberga o telescópio TAROT de 0,25 metros, concebido para reagir muito depressa quando é detectada uma explosão de raios gama. Em La Silla encontram-se ainda, entre outros, o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, e o New Technology Telescope de 3,58 metros, o primeiro telescópio a utilizar óptica activa e, como tal, percursor de todos os telescópios grandes modernos. La Silla foi o primeiro observatório do ESO, permanecendo ainda hoje um dos principais locais de observação no hemisfério sul.


« Anterior 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 Próximo »
Mostrar 121 até 140 de 154
Bookmark and Share

Veja também