Outro dia perfeito no Paranal

Colinas vermelhas estendem-se por baixo de um céu azul excepcionalmente limpo, típico do Observatório do Paranal do ESO. Apesar das cúpulas fecharem de madrugada, e nada parecer mover-se à superfície deste inóspito deserto, o certo é que o Very Large Telescope do ESO (VLT) nunca dorme. Desde manhã cedo que uma equipa de engenheiros e técnicos se encontra a trabalhar arduamente, de modo a preparar os telescópios e respectivos instrumentos para outra “noite perfeita”.

O Cerro Paranal, a 2600 metros de altitude, destaca-se no centro desta vista panorâmica, tirada para sul. O topo da montanha aplanado acolhe o VLT, a infraestrutura astronómica terrestre mais avançada do mundo, a operar no visível  e no infravermelho próximo. O VLT é composto por quatro Telescópios Principais de 8,2 metros cada um, e por quatro Telescópios Auxiliares de 1,8 metros. Nesta fotografia, apenas estão visíveis duas das cúpulas dos telescópios maiores e o telescópio de rastreio mais pequeno, o VLT Survey Telescope (VST) de 2,6 metros.

À direita do Cerro Paranal, podemos ver ao longe uma camada de nuvens que cobre a costa do Oceano Pacífico, a apenas 12 km de distância. A corrente fria oceânica mantém a camada de inversão térmica da atmosfera abaixo dos 1500 metros, o que torna esta área remota do deserto chileno do Atacama, na Região II, um dos locais mais secos à superfície do nosso planeta e uma janela perfeita para o Universo. A atmosfera é extremamente seca e límpida, apresentando muito pouca turbulência, o que oferece as condições ideais para observações astronómicas no óptico e no infravermelho próximo.

Esta é a razão pela qual o Cerro Armazones, com 3060 metros de altitude, situado a apenas 20 km a este do Paranal, foi escolhido para acolher o futuro European Extremenly Large Telescope (E-ELT). Com um espelho primário de 39 metros, o E-ELT será o maior olho no céu do mundo.

Esta fotografia foi tirada a partir de um topo de montanha vizinho, local onde se encontra instalado o telescópio de rastreio VISTA (sigla do inglês para Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy). O VISTA começou a operar no final de 2009 e foi o mais recente telescópio a juntar-se ao conjunto de telescópios instalados no Observatório do Paranal do ESO. O VISTA é o maior telescópio de rastreio do mundo.

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Crédito:

ESO/José Francisco Salgado (josefrancisco.org)

Sobre a imagem

Id:potw1101a
Idioma:pt-br
Tipo:Fotográfico
Data de divulgação:3 de Janeiro de 2011 às 10:00
Tamanho:5529 x 2625 px

Sobre o objeto

Nome:Cerro Paranal, Paranal
Tipo:• Unspecified : Technology : Observatory : Facility
• X - Paranal

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