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Detector de exoplanetas SPHERE enviado para o Chile

18 de Fevereiro de 2014

O instrumento SPHERE - Spectro-Polarimetric High-contrast Exoplanet  - é uma nova e potente câmara dedicada à procura e estudo de exoplanetas, que foi recentemente testada de forma bem sucedida em França, foi aceite preliminarmente pelo ESO e acaba de ser enviada para o Chile. Será instalada no Very Large Telescope do ESO (VLT), prevendo-se a primeira luz para início de maio de 2014.

A SPHERE foi construída por um consórcio de astrónomos e engenheiros de muitos países membros do ESO em conjunto com a indústria [1]. O consórcio é liderado pelo Institut de Planétologie et d´Astrophysique de Grenoble, França.

O objetivo principal da SPHERE consiste em encontrar e caracterizar exoplanetas gigantes em órbita de estrelas próximas por meio de imagens diretas [2]. É um trabalho extremamente difícil já que tais planetas, para além de se encontrarem muito próximo das suas estrelas progenitoras, são ao mesmo tempo muito mais ténues que estas. Numa imagem normal, mesmo nas melhores condições, a radiação emitida pela estrela envolve totalmente o fraco brilho do planeta. Por isso, toda o conceito do intrumento SPHERE focou-se em conseguir o maior contraste possível numa região pequeníssima do céu em torno da estrela central.

O instrumento SPHERE usa vários métodos para atingir este objetivo e conseguir detectar os exoplanetas no meio do intenso brilho da estrela. O primeiro consiste em utilizar óptica adaptativa para corrigir o efeito da atmosfera da Terra, obtendo-se imagens mais nítidas e um maior contraste do exoplaneta. Seguidamente utiliza-se um coronógrafo para bloquear a luz que vem da estrela central e aumentar o contraste ainda mais. Finalmente, espera-se que a radiação do planeta  esteja polarizada ou apresente certas características no seu espectro devido a moléculas, ao contrário da estrela. Esta diferença subtil pode também ser aproveitada para fazer com que o invisível se torne visível (ann13069, eso0503).

Quando chegar ao Chile, a SPHERE será instalada no Telescópio Principal número 3 do VLT. Seguir-se-á uma fase de testes e manutenção. Espera-se a primeira luz do instrumento para início de maio de 2014, sendo oferecido à comunidade astronómica no final de 2014 para operação científica normal.

Notas

[1] O consórcio inclui diversos institutos europeus, nomeadamente: Institut de Planétologie et d'Astrophysique de Grenoble, França, Max-Planck-Institut für Astronomie em Heidelberg, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, Laboratoire d’Etudes Spatiales et d’Instrumentation en Astrophysique de l’Observatoire de Paris, Laboratoire Lagrange em Nice, ONERA, Observatoire de Genève, Osservatorio Astronomico di Padova, Instituto de Astronomia da Faculdade de Tecnologia de Zurique, Instituto Astronómico da Universidade de Amesterdão, ASTRON e ESO.

[2] Os astrónomos confirmaram já a existência de mais de um milhar de planetas em órbita de outras estrelas. Quase todos estes planetas foram descobertos usando métodos indiretos que os detectam devido aos efeitos que causam nas suas estrelas progenitoras - diminuição do brilho da estrela devido à passagem do planeta em frente ao disco estelar (método dos trânsitos) ou pequeno desvio na órbita da estrela causado pela atração gravitacional dos planetas que a orbitam (método das velocidades radiais). Existem atualmente apenas alguns métodos de deteção direta de planetas.

Links

Contactos

Jean-Luc Beuzit
Directeur de Recherche CNRS
Institut de Planétologie et d'Astrophysique de Grenoble, França
Tel: +33 4 76 63 55 20
Email: Jean-Luc.Beuzit@obs.ujf-grenoble.fr

Markus Kasper
ESO
Garching bei München, Alemanha
Tel: +49 89 3200 6359
Email: mkasper@eso.org

Richard Hook
ESO Public Information Officer
Garching bei München, Alemanha
Tel: +49 89 3200 6655
Telm: +49 151 1537 3591
Email: rhook@eso.org

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Detector de exoplanetas SPHERE para o VLT
Detector de exoplanetas SPHERE para o VLT
Detector de exoplanetas SPHERE para o VLT
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