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Fotografia da Semana

19 de Março de 2012

O VLT vai à caça de leões

O Very Large Telescope do ESO obteve a imagem de mais um membro do grupo de galáxias Leo I, na constelação do Leão. A galáxia Messier 95 apresenta-se-nos de face, dando-nos a oportunidade de ver a sua estrutura em espiral. Os braços espirais formam um círculo quase perfeito em torno do centro galáctico antes de abrirem, criando uma espécie de juba da qual qualquer leão se poderia orgulhar.

Outra característica, talvez ainda mais impressionante, da Messier 95 é o seu núcleo dourado muito brilhante. É constituído por um anel nuclear com formação estelar muito activa, com cerca de quase 2000 anos-luz de tamanho, onde efetivamente ocorre uma grande parte da formação estelar da galáxia. Este fenómeno acontece essencialmente em galáxias espirais barradas tais como a Messier 95 e a nossa própria casa, a Via Láctea.

No grupo Leo I, a Messier 95 perde a sua proeminência quando comparada com a sua irmã Messier 96 (ver potw1143). Na realidade, a Messier 96 é o elemento mais brilhante do grupo e, como "líder incontornável", dá a Leo I o seu nome alternativo de grupo M 96. Apesar disso, a Messier 95 também é capaz de nos proporcionar uma imagem espectacular.


12 de Março de 2012

Um pouco de neve no Deserto do Atacama

As cúpulas do Very Large Telescope do ESO no topo do Cerro Paranal, disfrutam do sol de mais um glorioso dia sem nuvens. No entanto, existe algo invulgar nesta fotografia: uma fina camada de neve cobre a paisagem desértica, algo que não se vê todos os dias. Na realidade, o Deserto do Atacama não regista praticamente nenhuma precipitação.

Vários factores contribuem para as condições secas no Atacama. Os Andes bloqueiam a chuva que vem de este e as montanhas da costa chilena actuam de igual modo a oeste. A corrente Humbold, que passa longe da costa, no Oceano Pacífico, cria uma camada de inversão costeira de ar frio, a qual impede o desenvolvimento de nuvens de chuva. Uma região de alta pressão situada no Oceano Pacífico sudeste cria ventos que circulam, formando um anticiclone, o que ajuda também a manter o clima do Atacama extremamente seco. Graças a todos estes factores, a região é largamente considerada como o local mais seco à face da Terra.

No Paranal, os níveis de precipitação são geralmente de alguns milímetros por ano, com a humidade a descer frequentemente abaixo dos 10% e as temperaturas a variar entre os -8 e os 25º Celsius. Foi devido as estas condições tão secas do deserto do Atacama que o ESO escolheu este sítio, e particularmente o Cerro Paranal, para aí construir o Very Large Telescope. Embora a queda de neve, muito rara, altere temporariamente as condições secas do local, produz no entanto vistas de rara beleza.

Esta fotografia foi tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO Stéphane Guisard no dia 1 de Agosto de 2011.

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5 de Março de 2012

Uma Janela para o Passado - A transformação de La Silla ao longo do tempo

O ESO faz 50 anos este ano e para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Fotografia da Semana especial de comparação “Antes e Depois”, onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos gabinetes do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.

Estas são duas fotografias da La Silla tiradas uma em Junho de 1968 e outra agora, próximo dos reservatórios de água do observatório, captando uma vista geral do local. Pode examinar as diferenças com todo o detalhe utilizando o rato e arrastando a barra verde para a esquerda e para a direita.

Na imagem histórica podemos ver em primeiro plano a área residencial provisória. Os três telescópios ao fundo são, da esquerda para a direita, o Grand Prism Objectif (GPO, início das operações em 1968), o telescópio de 1 metro do ESO (início das operações em 1966) e o telescópio de 1.5 metros do ESO (início das operações em 1968). Estes foram os três primeiros telescópios instalados em La Silla. A cúpula branca, situada mais próxima de nós na imagem, é o telescópio Schmidt de 1 metro do ESO, que começou a trabalhar em 1971.

Hoje, as quatro cúpulas ainda se encontram no local mas os três primeiros telescópios foram já desactivados. O telescópio Schmidt de 1 metro do ESO ainda se encontra em funcionamento, mas é agora um telescópio dedicado a um projeto de rastreio de variabilidade “LaSilla-QUEST Variability  survey” (ver potw1201a).

A fotografia atual mostra dois novos telescópios. A cúpula prateada é a do telescópio MPG/ESO de 2.2 metros, o qual se encontra em operação desde o início de 1984 e está emprestado ao ESO por tempo ilimitado pelo Max-Planck-Gesellschaft. O telescópio mais à esquerda é o telescópio dinamarquês de 1.54 metros, em operação desde 1979, um dos vários telescópios nacionais instalados em La Silla.

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27 de Fevereiro de 2012

Rodopio de Partida

O dinamismo do Very Large Telescope do ESO no início das operações, encontra-se soberbamente ilustrado nesta invulgar fotografia, tirada logo a seguir ao pôr do Sol, no preciso momento em que o Telescópio 1 começa a trabalhar. Uma longa exposição, com uma duração de 26 segundos, permitiu ao Embaixador Fotográfico do ESO, Gerhard Hudepohl, captar o movimento da cúpula, olhando para fora através do buraco que se vai abrindo, à medida que o sistema se põe em movimento. As paredes rotativas da cúpula aparecem-nos num rodopio etéreo, através do qual podemos distinguir um pouco do Deserto do Atacama, enquanto o firme céu do crepúsculo nos oferece ainda um lampejo de azul discreto.

A estrutura do telescópio, que aparece estacionária no centro da imagem, alberga um espelho de 8.2 metros de diâmetro, concebido para colectar radiação vinda dos confins do Universo. A própria cúpula é uma maravilha da tecnologia, movendo-se com extrema precisão e permitindo um cuidado controle da temperatura, evitando assim que correntes de ar quente perturbem as observações.

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2 de Agosto de 2010

Caçadores de exoplanetas em La Silla

Na procura de mundos distantes, poucos telescópios têm tanto sucesso como o telescópio de 3.6 metros do ESO e o telescópio suíço de 1.2 metros Leonhard Euler, os quais podemos ver nesta imagem.

O telescópio de 3.6 metros alberga o instrumento HARPS (sigla do inglês para High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), um espectrógrafo com uma precisão sem paralelo, detentor de muitos recordes no campo da investigação de exoplanetas, incluindo a descoberta do exoplaneta de menor massa, e também do mais pequeno alguma vez medido. Juntamente com o HARPS, o Telescópio Leonhard Euler permitiu aos astrónomos descobrir que seis exoplanetas de uma amostra de 27 orbitavam na direção oposta à da rotação da sua estrela hospedeira - o que demonstrou ser um desafio sério e inesperado às atuais teorias de formação planetária.

A 2400 metros acima do nível do mar, na região sul do deserto do Atacama, no Chile, La Silla foi o primeiro local de observação do ESO. A par do telescópio de 3.6 metros, este observatório possui ainda o New Technology Telescope (NTT) e o telescópio de 2.2 metros MPG/ESO, assim como vários telescópios nacionais mais pequenos.


7 de Junho de 2010

Pôr da Lua extraordinário - Vista fantástica do Cerro Paranal, local onde se encontra o Very Large Telescope do ESO

Quando a Lua Cheia se põe, o Sol está prestes a nascer no horizonte oposto. O Very Large Telescope (VLT) fechou já os seus olhos depois de uma longa noite de observações e os operadores dos telescópios e astrónomos foram deitar-se, enquanto técnicos, engenheiros e astrónomos de dia acordam para um novo dia de trabalho. As operações nunca terminam no observatório astronómico terrestre mais produtivo do mundo inteiro.

Gordon Gillet, que trabalha para o ESO, acolhe o novo dia capturando esta imagem fantástica a 14 km de distância do Paranal, na estrada que leva ao Cerro Armazones, o pico escolhido pelo Conselho do ESO onde será construído o European Extremely Large Telescope (E-ELT) de 39 metros.

Ao contrário do que se possa pensar, esta fotografia não é uma montagem. A Lua aparece muito grande porque a estamos a ver muito próximo do horizonte e a nossa percepção é enganada pela proximidade de referências no solo. Utilizou-se uma lente de 500 mm, de modo a conseguir obter-se esta imagem. A distância focal muito grande reduz a profundidade de campo, fazendo com que os objetos focados pareçam estar à mesma distância. Este efeito, combinado com a qualidade extraordinária da fotografia, dá-nos a sensação de que a Lua está colocada sobre a plataforma do VLT, mesmo por detrás dos telescópios, quando, de facto, ela se encontra a uma distância de cerca de 30 000 vezes mais longe.


18 de Janeiro de 2010

O futuro European Extremely Large Telescope

Este desenho do conceito arquitectónico do telescópio do ESO que está a ser planeado, o European Extremely Large Telescope (E-ELT) mostra o maior telescópio óptico do mundo planeado a apontar para os céus. Previsto para começar as operações no início da próxima década, o E-ELT abordará os maiores desafios científicos do nosso tempo. Um objetivo principal será o de descobrir planetas do tipo da Terra a orbitar nas zonas de habitabilidade de outras estrelas, onde a vida possa existir - um santo graal da astronomia observacional moderna. O E-ELT trará também contribuições fundamentais no campo da cosmologia ao medir as propriedades das primeiras estrelas e galáxias e ao investigar a natureza da matéria e energia escuras.

Para além de tudo isto, os astrónomos estão também a planear para o imprevisto - novas e desconhecidas perguntas que certamente surgirão das descobertas do E-ELT. Com um espelho primário de uns surpreendentes 39 metros de diâmetro, o E-ELT será capaz de colectar 25 vezes mais radiação do que um dos telescópios de 8.2 metros do Very Large Telescope do ESO, no Chile, o qual é atualmente o telescópio líder mundial em termos de capacidade observacional astronómica.

O design aqui mostrado para o E-ELT foi publicado em 2011 e é ainda preliminar. 


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