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Fotografia da Semana

4 de Junho de 2012

Os computadores do ESO ao longo das décadas - O avanço extraordinário da tecnologia

O ESO faz 50 anos este ano e, para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Fotografia da Semana especial de comparação "Antes e Agora", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos gabinetes do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.

O nosso par de fotografias deste mês mostra como o poder computacional aumentou drasticamente ao longo do tempo. Ambas as fotografias mostram o astrónomo austríaco Rudi Albrecht em frente a sistemas de computadores do ESO, mas em datas separadas por décadas.

Na imagem histórica, obtida em 1974 nos gabinetes de ESO em Santiago, Chile, podemos ver Albrecht, com um lápis na mão, a trabalhar sobre um código em frente a um teletipo. Albrecht estava a desenvolver software para o Scanner de Espectro montado no telescópio de 1 metro do ESO [1], situado no Observatório de La Silla. Os dados eram processados em Santiago utilizando um mini-computador Hewlett Packard 2116, o qual se vê por detrás da impressora. Este computador volumoso, com um processador e uns extraordinários 16 kilobytes de memória magnética (!), guardava os resultados em fita magnética, prontos a serem seguidamente processados pelos astrónomos visitantes nos computadores das suas instituições de trabalho. Para lidar com ficheiros maiores que a memória disponível, Albrecht desenvolveu um sistema de memória virtual, com o qual contribuiu para o Centro de Software da Hewlett Packard.

A fotografia atual mostra Albrecht no Centro de Dados da Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha, centro este que arquiva e distribui os dados dos telescópios do ESO. Albrecht encontra-se em frente a uma fileira que contém um sistema com 40 processadores, 138 terabytes de capacidade de armazenamento e 83 gigabytes de RAM - ou seja, 5 milhões de vezes mais do que a máquina que utilizava em 1974! Até o tablet que tem na mão é muito mais potente que a antiga máquina, fornecendo uma alternativa moderna ao lápis e ao papel.

Ao longo dos anos, os sistemas computacionais do ESO foram-se desenvolvendo de modo a lidar com a quantidade cada vez maior de dados científicos produzidos pelos telescópios do observatório. Avanços na tecnologia ligada aos telescópios, detectores e computadores fazem com que os observatórios produzam agora quantidades enormes de imagens, espectros e catálogos. Por exemplo, os dois telescópios de rastreio no Paranal, o VST e o VISTA, produzem juntos cerca de 100 terabytes de dados por ano. Estamos a milhas dos dias da fita magnética e dos 16 kilobytes de memória!! 

Notas

[1] O telescópio de 1 metro do ESO foi desactivado em 1994.



28 de Maio de 2012

A Via Láctea austral por cima do ALMA

O Embaixador Fotográfico do ESO Babak Tefreshi, captou esta impressionante imagem das antenas da rede ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), tendo como fundo o esplendor da Via Láctea. A riqueza do céu nesta imagem atesta bem as extraordinárias condições que oferece à astronomia o Planalto do Chajnantor, uma região do Atacama situada a 5000 metros de altitude.

Nesta imagem podemos ver as constelações de Carina e da Vela. As nuvens de poeira da Via Láctea, obscuras e ténues, cruzam a imagem da zona superior esquerda à zona inferior direita. A estrela brilhante de cor laranja, em cima e à esquerda, é Suhail na Vela, enquanto que a estrela também alaranjada no meio em cima é Avior, na Carina. Das três estrelas azuis brilhantes que formam um "L" perto destas estrelas, duas delas pertencem à Vela e a da direita pertence a Carina. E exactamente no centro da imagem por baixo destas estrelas brilha a cor de rosa a Nebulosa Carina (eso1208).

ESO, o parceiro europeu no ALMA, fornecerá 25 das 66 antenas que farão parte do telescópio. As duas antenas mais perto da câmara, onde o leitor mais atento pode ler "DA-43" e "DA-41", são exemplos destas antenas europeias. A construção da rede ALMA estará terminada em 2013, mas o telescópio encontra-se já a fazer observações científicas com uma rede parcial de antenas.

Babak Tafreshi é o fundador de O Mundo à Noite, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais mais bonitos e históricos do planeta sob um fundo nocturno de estrelas, planetas e eventos celestes.

O ALMA, uma infraestrutura astronómica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA. 


21 de Maio de 2012

Penitentes gelados ao luar em Chajnantor

Babak Tafreshi, um dos Embaixadores Fotográficos do ESO, capturou este curioso fenómeno no planalto do Chajnantor, o local onde se encontra instalado o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA).

Estas estranhas formações de gelo e neve são conhecidas por penitentes (do espanhol). Aqui encontram-se iluminadas pelo luar, sendo a Lua visível no lado direito da fotografia. No lado esquerdo, mais encima no céu, podemos ver a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães, enquanto que o brilho avermelhado da Nebulosa Carina aparece ao fundo à esquerda, próximo do horizonte.

Os penitentes são maravilhas naturais típicas de regiões de elevadas altitudes, tais como os Andes chilenos, que se encontram cerca de 4000 metros acima do nível do mar. São finos bicos e lâminas de gelo ou neve dura, que se formam geralmente em grupos, com as lâminas a apontar na direção do Sol. Atingem alturas que vão desde uns meros centímetros, assemelhando-se a relva baixa, até a cinco metros, dando a impressão de serem uma floresta de gelo no meio do deserto.

O mecanismo preciso da sua formação ainda não é bem compreendido. Durante muitos anos, os habitantes dos Andes pensavam que os penitentes resultavam dos ventos fortes que se fazem sentir nestas montanhas. No entanto, estes ventos fortes apenas desempenham um pequeno papel na formação destes pináculos gelados. Hoje em dia, crê-se que estas formações resultem da combinação de uma série de fenómenos físicos.

O processo começa com a luz do Sol a incidir na superfície do gelo. Devido às condições extremamente secas do deserto, o gelo sublima em vez de derreter, isto é, passa do estado sólido ao estado gasoso sem derreter e por isso sem passar pela fase de água líquida. Depressões na superfície da neve recolhem e aprisionam a luz solar, levando a uma maior sublimação e depressões ainda mais acentuadas. No seio destas depressões, o aumento da temperatura e da humidade permitem a ocorrência de derretimento. Este feedback positivo acelera o crescimento da estrutura característica dos penitentes.

Estas estátuas geladas têm o nome dos chapéus pontiagudos dos nazarenos, membros da irmandade que participa em procissões de Páscoa por todo o mundo. Não é difícil imaginá-los como uma assembleia de monges gelados, congregados ao luar.

A imagem foi tirada ao lado da estrada que leva ao ALMA. O observatório, que começou as operações científicas preliminares a 30 de Setembro de 2011, irá contar com 66 antenas de alta precisão, que operarão juntas como se de um único telescópio se tratassem.

O ALMA, uma infraestrutura astronómica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.

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14 de Maio de 2012

Preparando o VLT para imagens ainda mais nítidas

Esta fotografia mostra um dos telescópios que compõem o Very Large Telescope (VLT), o telescópio 4 (UT4, sigla do inglês), quanto esteve recentemente nas mãos dos engenheiros do ESO. O telescópio foi rodeado por uma série de andaimes temporários, que faziam parte das preparações para a instalação da nova Infraestrutura de Óptica Adaptativa (AOF, sigla do inglês). Este processo vai converter o UT4 num telescópio completamente adaptativo. A AOF corrigirá os efeitos de imagens difusas e indefinidas devido à atmosfera terrestre e permitirá a obtenção de imagens muito mais nítidas por parte dos instrumentos HAWK-I e MUSE.

Estão a ser acrescentados ao UT4 muitos componentes novos que fazem parte da AOF. Entre eles encontra-se o espelho secundário deformável (DSM, sigla do inglês): um espelho muito fino, com 1.1 metros de diâmetro mas apenas 2 milímetros de espessura. O espelho é suficientemente fino para se deformar facilmente sob a ação de mais de mil actuadores, mais de mil vezes por segundo, de modo a contrabalançar as distorções devidas à atmosfera. O DSM é o maior espelho adaptativo construído até à data (ann12015). Outro elemento vital é a Infraestrutura de Estrela Guia Laser 4 (4LGSF) - composta por quatro telescópios especiais que disparam raios laser para a alta atmosfera, criando assim estrelas artificiais [1] (ann12012). Finalmente, os módulos de óptica adaptativa GRAAL e GALACSI serão responsáveis por analisar a radiação que nos chega de volta das estrelas guia laser.

Esta fotografia mostra um engenheiro do ESO supervisionando o trabalho que está a ser executado no UT4. Para permitir um completo acesso ao telescópio, a célula do espelho primário foi temporariamente removida. Foram igualmente removidos vários cabos e tubos , tendo sido instalados outros novos. Correias de montagem foram adicionadas em preparação para a instalação dos gabinetes de eletrónica do 4LGSF e dos telescópios de lançamento.

Notas

[1] Os raios laser excitam uma camada de átomos de sódio a uma altitude de 90 quilómetros na atmosfera, fazendo com que estes brilhem como estrelas artificiais. 


7 de Maio de 2012

Três telescópios muito diferentes em La Silla

O ESO faz 50 anos este ano e, para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Fotografia da Semana especial de comparação "Antes e Agora", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos gabinetes do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.

Estas duas fotografias foram tiradas do pico mais alto de La Silla, uma montanha a uma altitude de 2400 metros, na periferia do deserto do Atacama, no Chile. La Silla foi o local do primeiro observatório do ESO. A fotografia histórica, tirada em 1975, mostra alguns dos camiões e outro equipamento utilizados na construção da cúpula do telescópio de 3.6 metros do ESO, o qual estava a ser construído numa zona por detrás do fotógrafo. À esquerda podemos ver os tanques de água que fornecem o local.

Na fotografia atual, aparecem três novos telescópios, todos muito diferentes uns dos outros. À direita dos tanques de água situa-se o New Technology Telescope do ESO (NTT), que começou a operar a 23 de Março de 1989. Este telescópio de 3.58 metros foi o primeiro a possuir um espelho primário controlado por computador, que ajustava a forma do espelho durante as observações de modo a optimizar a qualidade de imagem. A cúpula octogonal que alberga o NTT demonstrou igualmente um considerável avanço na tecnologia, sendo ventilada por um sistemas de aberturas que permite ao ar fluir de modo constante e suave em volta do espelho, reduzindo assim a turbulência e permitindo a obtenção de imagens mais nítidas.

À direita do NTT encontra-se o Telescópio Suíço de 1.2 metros Leonhard Euler, que apresenta uma cúpula mais tradicional. É operado pelo Observatório de Genebra, da Universidade de Genebra, Suíça, e começou a operar a 12 de Abril de 1998. É utilizado para procurar exoplanetas no céu austral; tendo a sua primeira descoberta sido um planeta em órbita da estrela Gliese 86 (ver eso9855). O telescópio observa também estrelas variáveis, explosões de raios gama e núcleos activos de galáxias.

Em primeiro plano à direita encontra-se um edifício apelidado de sarcófago, o qual alberga o telescópio TAROT (sigla do francês para Télescope à Action Rapide pour les Objets Transitoires), que começou a operar em La Silla a 15 de Setembro de 2006. Este telescópio robótico relativamente pequeno, com apenas 25 centímetros, e extremamente rápido, reage muito depressa a alertas vindos de satélites sobre explosões de raios gama, podendo assim detectar as posições destes eventos extremamente rápidos. A observação destas explosões cósmicas é importante, possibilitando o estudo da formação de buracos negros e da evolução de estrelas no Universo primordial. O TAROT é operado por um consórcio liderado por Michel Boër do Observatoire de Haute Provence, em França.

O NTT é operado pelo ESO, enquanto que o Telescópio Leonhard Euler e o TAROT fazem parte dos projetos nacionais albergados em La Silla. Ainda hoje, 40 anos depois da sua inauguração, La Silla permanece na linha da frente da astronomia.

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30 de Abril de 2012

Sol, Lua e telescópios por cima do deserto

A beleza etérea do deserto do Atacama no Chile, local onde está instalado o Very Large Telescope do ESO (VLT), estende-se neste panorama até ao horizonte. Os quatro grandes telescópios do VLT, cada um com um espelho de 8.2 metros de diâmetro, situam-se no Cerro Paranal, o pico mais alto que se vê no centro da imagem. O telescópio de rastreio VISTA encontra-se no pico situado à esquerda do Cerro Paranal. Este telescópio de 4.1 metros mapeia grandes zonas do céu, procurando alvos interessantes que o VLT e outros telescópios, tanto no solo como no espaço, estudarão em grande detalhe.

Esta região oferece algumas das melhores condições de observação do céu nocturno de todo o planeta. À direita deste panorama de 360 graus, o Sol está a pôr-se sobre o Oceano Pacífico, lançando grandes sombras na paisagem. À esquerda, a Lua brilha no céu. Dentro de pouco tempo, começarão as observações nocturnas.

Este magnífico panorama foi criado por Serge Brunier, um Embaixador Fotográfico do ESO. Esta é uma das muitas imagens que capturam os observatórios do ESO, os locais onde se encontram instalados e o esplendor dos céus por cima deles.

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23 de Abril de 2012

A Lua e o Arco da Via Láctea

O Embaixador Fotográfico do ESO Stéphane Guisard capturou este extraordinário panorama a partir do local do ALMA, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, nos Andes chilenos. O planalto do Chajnantor extremamente seco e a 5000 metros de altitude, oferece o sítio perfeito para este telescópio de vanguarda, que estuda o Universo nos comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro.

Várias antenas gigantes dominam o centro da imagem. Quando o ALMA estiver completo, contará com um total de 54 destas antenas com 12 metros de diâmetro. Por cima da rede de antenas, o arco da Via Láctea torna o fundo resplandecente. Quando este panorama foi fotografado, a Lua encontrava-se próximo do centro da Via Láctea no céu, o luar brilhando sobre as antenas. A Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães, as maiores galáxias satélites anãs da Via Láctea, aparecem à esquerda como duas manchas luminosas no céu. Podemos também observar o rasto de um meteoro particularmente brilhante, próximo da Pequena Nuvem de Magalhães.

À direita, podem ser vistas algumas nas antenas mais pequenas de 7 metros do ALMA, doze das quais serão utilizadas para formar o Atacama Compact Array. Ainda mais à direita brilham as luzes do Edifício Técnico de Operações da Rede. E finalmente, por trás deste edifício está o escuro pico montanhoso do Cerro Chajnantor.

O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma infraestrutura astronómica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), que é gerido, pela Associação de Universidades (AUI), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.

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16 de Abril de 2012

APEX de sentinela no Chajnantor

O telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX) perscruta o céu do Chajnantor durante uma noite iluminada pelo lunar, num dos locais mais altos e secos do planeta onde está instalado um observatório. Tesouros astronómicos enchem o céu por cima do telescópio, testemunhando as excelentes condições de observação que nos oferece esta região do deserto do Atacama, no Chile.

À esquerda brilham as estrelas que compõem a cauda da constelação do Escorpião. O "espigão" do escorpião está representado pelas duas estrelas brilhantes que se encontram particularmente próximas uma da outra. Ao longo de todo o céu, podemos observar o plano da Via Láctea, que se parece com uma banda de nuvens brilhando tenuamente.

Entre o Escorpião e a constelação seguinte à direita (Sagitário), que está mesmo por cima da antena do APEX, podemos ver claramente um brilhante enxame de estrelas. Trata-se do enxame aberto Messier 7, também conhecido como Enxame de Ptolomeu. Por baixo de Messier 7 e ligeiramente à direita encontramos o enxame da Borboleta, Messier 6. Ainda mais à direita, mesmo por cima da borda da antena, está uma nuvem difusa mais parecida com uma nódoa brilhante. É a famosa Nebulosa da Lagoa (ver eso0936 para uma imagem mais detalhada).

Com uma antena de 12 metros de diâmetro, o APEX é o maior telescópio submilimétrico de antena simples a operar no hemisfério Sul. Tal como o nome do telescópio sugere, este instrumento encontra-se a abrir caminho para o maior observatório submilimétrico do mundo, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), que estará completo em 2013 (eso1137). O APEX partilhará o espaço com as 66 antenas do ALMA no planalto do Chajnantor, situado a 5000 metros de altitude, no Chile. O telescópio APEX baseia-se numa antena protótipo construída para o projeto ALMA, e encontrará muitos alvos que o ALMA poderá depois estudar com grande detalhe.

O Embaixador Fotográfico do ESO Babak Tafreshi fez este panorama utilizando uma lente telefoto. O Babak é também fundador do The World At Night, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais do mundo mais bonitos e históricos contra um fundo de estrelas, planetas e eventos celestes.

Mais Informação

O APEX é uma colaboração entre o Max-Planck-Institut für Radioastronomie (MPIfR), o Onsala Space Observatory (OSO) e o ESO, com as operações do telescópio a serem levadas a cabo pelo ESO.

O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma infraestrutura astronómica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), que é gerido, pela Associação de Universidades (AUI), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.

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9 de Abril de 2012

A toda a volta do Chajnantor - um panorama de 360 graus

Embora o "Cerro Chico" atinja a altitude de 5300 metros acima do nível do mar, é apenas uma pequena montanha no meio da paisagem majestosa do planalto dos Andes. Efectivamente, o próprio nome significa "pequena montanha" em espanhol. No entanto, devido à sua posição no planalto Chajnantor, o topo do Cerro Chico oferece-nos um excelente miradouro, relativamente fácil de alcançar, a partir do qual podemos apreciar uma paisagem magnífica.

Este panorama de 360 graus está centrado a nordeste, onde os vulções mais altos - a maioria acima dos 5500 metros - podem ser vistos. No centro encontra-se o próprio Cerro Chajnantor. À direita, no planalto, está o telescópio APEX (Atacama Pathfinder Experiment) com o Cerro Chascon mesmo por trás. Ainda mais à direita, a sudeste, o planalto Chajnantor aparece quase completamente visível. Para além do telescópio APEX, podemos avistar à direita mais três antenas do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array). Muitas mais têm sido acrescentadas desde que este panorama foi feito.

À esquerda do planalto Chajnantor, a 5000 metros de altitude, o ar é tão rarefeito e seco que parece que nunca conseguimos encher bem os pulmões de ar. Graças a estas condições extremas, a radiação milimétrica e submilimétrica que nos chega do Universo consegue atravessar o que resta da atmosfera terrestre que se situa por cima do local, podendo assim ser detectada a partir do solo com telescópios particularmente sensíveis, tais como o ALMA e o APEX.

O APEX é uma colaboração entre o Instituto Max Planck para a Rádio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. O telescópio é operado pelo ESO.

O ALMA, uma infraestrutura astronómica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção e operação do ALMA.

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2 de Abril de 2012

La Silla, a primeira casa dos telescópios do ESO - o local do primeiro observatório do ESO Antes e Agora

O ESO faz 50 anos este ano e para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Fotografia da Semana especial de comparação "Antes e Agora", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos gabinetes do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.

Esta imagem histórica foi tirada em 1970 a partir dos dormitórios do ESO, situados numa zona mais baixa da montanha relativamente ao local onde se encontram as cúpulas dos telescópios. A fotografia foca a zona mais alta da montanha, que pode ser vista no lado esquerdo da imagem. A estrutura metálica que se vê próximo do cume não é um telescópio, mas sim um tanque de água que abastece o local. A cúpula branca que se encontra no centro da imagem é a do telescópio Schmidt de 1 metro do ESO, que começou as suas operações em Fevereiro de 1972. No lado direito ao fundo temos o telescópio de 1 metro do ESO, do qual apenas se vê uma parte da cúpula e à esquerda avista-se apenas a parte de cima do Grand Prisme Objectif telescope.

Na fotografia atual, embora os edifícios dos dormitórios continuem no mesmo local, ao longo das décadas foram sendo construídos mais dormitórios. As diferenças mais marcantes, no entanto, podem ver-se em torno do pico de La Silla à esquerda. No ponto mais alto encontra-se o telescópio de 3.6 metros do ESO, que começou a trabalhar em Novembro de 1976 e que ainda hoje continua ativo. É neste telescópio que está instalado o HARPS, o principal descobridor de exoplanetas (ver eso1134 e eso1214 para alguns resultados recentes). Planeado desde o início do ESO e como maior telescópio existente e um feito de engenharia do seu tempo, o telescópio de 3.6 metros é a jóia na coroa do Observatório de La Silla. A cúpula mais pequena que se vê em frente do telescópio de 3.6 metros pertence ao Telescópio Auxiliar Coudé de 1.4 metros, que complementa o seu vizinho maior.

À direita do telescópio de 3.6 metros temos o New Technology Telescope (NTT) de 3.58 metros, facilmente reconhecível pela aparência angular metálica da sua cúpula. O NTT, que começou as suas operações em Março de 1989, foi o primeiro telescópio do mundo a usar um espelho controlado por computador. Foi usado como um percursor do Very Large Telescope, testando-se muita da tecnologia que foi posteriormente utilizada neste telescópio.

Outras diferenças observadas na fotografia atual incluem o edifício de oficinas construído por baixo dos tanques de água, e o Differential Image Motion Monitor (DIMM), usado para medir o seeing atmosférico, e que se encontra sobre estacas entre as oficinas e o telescópio Schmidt de 1 metro.

La Silla permanece ainda hoje um observatório muito ativo, onde são feitas importantes descobertas. Tanto o NTT como o telescópio de 3.6 metros foram fundamentais no fornecimento de dados que levaram à descoberta da aceleração da expansão do Universo - uma descoberta agraciada com o Prémio Nobel da Física em 2011.

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26 de Março de 2012

Gostava de estar aqui?

O fotógrafo francês Serge Brunier - um dos Embaixadores Fotográficos do ESO - criou este panorama de 360 graus do planalto do Chajnantor no deserto do Atacama, onde o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) se encontra em construção.

A projeção do panorama distorceu ligeiramente a forma das antenas ALMA, mas ainda assim a imagem dá-nos bem a sensação de como seria estar no meio deste impressionante observatório novo. A vista de 360 graus mostra igualmente o completo isolamento do planalto do Chajnantor; a uma altitude de 5000 metros, a paisagem não apresenta praticamente nenhumas características para além de alguns picos de montanhas e cerros.

Embora construir uma tal rede de telescópios num local tão remoto e inóspito seja muito difícil, é indispensável podermos contar com uma altitude elevada no que diz respeito à astronomia submilimétrica. Isto deve-se ao facto do vapor de água presente na atmosfera absorver este tipo de radiação. Sendo o ar muito mais seco a elevadas altitudes, como é o caso do Chajnantor, este efeito diminui.

O ALMA começou as suas observações científicas a 30 de Setembro de 2011, utilizando uma rede parcial de antenas. Quando o observatório estiver completo, a vista impressionante de cinquenta antenas de 12 metros - assim como a rede mais pequena de quatro antenas de 12 metros e doze antenas de 7 metros, conhecida como o Atacama Compact Array (ACA) - farão esta paisagem isolada parecer um pouco mais cheia. Entretanto, fotografias como esta documentam bem o progresso desta infraestrutura de telescópios de vanguarda.

O ALMA, uma infraestrutura internacional astronómica, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção e operação do ALMA.

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19 de Março de 2012

O VLT vai à caça de leões

O Very Large Telescope do ESO obteve a imagem de mais um membro do grupo de galáxias Leo I, na constelação do Leão. A galáxia Messier 95 apresenta-se-nos de face, dando-nos a oportunidade de ver a sua estrutura em espiral. Os braços espirais formam um círculo quase perfeito em torno do centro galáctico antes de abrirem, criando uma espécie de juba da qual qualquer leão se poderia orgulhar.

Outra característica, talvez ainda mais impressionante, da Messier 95 é o seu núcleo dourado muito brilhante. É constituído por um anel nuclear com formação estelar muito activa, com cerca de quase 2000 anos-luz de tamanho, onde efetivamente ocorre uma grande parte da formação estelar da galáxia. Este fenómeno acontece essencialmente em galáxias espirais barradas tais como a Messier 95 e a nossa própria casa, a Via Láctea.

No grupo Leo I, a Messier 95 perde a sua proeminência quando comparada com a sua irmã Messier 96 (ver potw1143). Na realidade, a Messier 96 é o elemento mais brilhante do grupo e, como "líder incontornável", dá a Leo I o seu nome alternativo de grupo M 96. Apesar disso, a Messier 95 também é capaz de nos proporcionar uma imagem espectacular.


12 de Março de 2012

Um pouco de neve no Deserto do Atacama

As cúpulas do Very Large Telescope do ESO no topo do Cerro Paranal, disfrutam do sol de mais um glorioso dia sem nuvens. No entanto, existe algo invulgar nesta fotografia: uma fina camada de neve cobre a paisagem desértica, algo que não se vê todos os dias. Na realidade, o Deserto do Atacama não regista praticamente nenhuma precipitação.

Vários factores contribuem para as condições secas no Atacama. Os Andes bloqueiam a chuva que vem de este e as montanhas da costa chilena actuam de igual modo a oeste. A corrente Humbold, que passa longe da costa, no Oceano Pacífico, cria uma camada de inversão costeira de ar frio, a qual impede o desenvolvimento de nuvens de chuva. Uma região de alta pressão situada no Oceano Pacífico sudeste cria ventos que circulam, formando um anticiclone, o que ajuda também a manter o clima do Atacama extremamente seco. Graças a todos estes factores, a região é largamente considerada como o local mais seco à face da Terra.

No Paranal, os níveis de precipitação são geralmente de alguns milímetros por ano, com a humidade a descer frequentemente abaixo dos 10% e as temperaturas a variar entre os -8 e os 25º Celsius. Foi devido as estas condições tão secas do deserto do Atacama que o ESO escolheu este sítio, e particularmente o Cerro Paranal, para aí construir o Very Large Telescope. Embora a queda de neve, muito rara, altere temporariamente as condições secas do local, produz no entanto vistas de rara beleza.

Esta fotografia foi tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO Stéphane Guisard no dia 1 de Agosto de 2011.

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5 de Março de 2012

Uma Janela para o Passado - A transformação de La Silla ao longo do tempo

O ESO faz 50 anos este ano e para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Fotografia da Semana especial de comparação “Antes e Depois”, onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos gabinetes do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.

Estas são duas fotografias da La Silla tiradas uma em Junho de 1968 e outra agora, próximo dos reservatórios de água do observatório, captando uma vista geral do local. Pode examinar as diferenças com todo o detalhe utilizando o rato e arrastando a barra verde para a esquerda e para a direita.

Na imagem histórica podemos ver em primeiro plano a área residencial provisória. Os três telescópios ao fundo são, da esquerda para a direita, o Grand Prism Objectif (GPO, início das operações em 1968), o telescópio de 1 metro do ESO (início das operações em 1966) e o telescópio de 1.5 metros do ESO (início das operações em 1968). Estes foram os três primeiros telescópios instalados em La Silla. A cúpula branca, situada mais próxima de nós na imagem, é o telescópio Schmidt de 1 metro do ESO, que começou a trabalhar em 1971.

Hoje, as quatro cúpulas ainda se encontram no local mas os três primeiros telescópios foram já desactivados. O telescópio Schmidt de 1 metro do ESO ainda se encontra em funcionamento, mas é agora um telescópio dedicado a um projeto de rastreio de variabilidade “LaSilla-QUEST Variability  survey” (ver potw1201a).

A fotografia atual mostra dois novos telescópios. A cúpula prateada é a do telescópio MPG/ESO de 2.2 metros, o qual se encontra em operação desde o início de 1984 e está emprestado ao ESO por tempo ilimitado pelo Max-Planck-Gesellschaft. O telescópio mais à esquerda é o telescópio dinamarquês de 1.54 metros, em operação desde 1979, um dos vários telescópios nacionais instalados em La Silla.

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27 de Fevereiro de 2012

Rodopio de Partida

O dinamismo do Very Large Telescope do ESO no início das operações, encontra-se soberbamente ilustrado nesta invulgar fotografia, tirada logo a seguir ao pôr do Sol, no preciso momento em que o Telescópio 1 começa a trabalhar. Uma longa exposição, com uma duração de 26 segundos, permitiu ao Embaixador Fotográfico do ESO, Gerhard Hudepohl, captar o movimento da cúpula, olhando para fora através do buraco que se vai abrindo, à medida que o sistema se põe em movimento. As paredes rotativas da cúpula aparecem-nos num rodopio etéreo, através do qual podemos distinguir um pouco do Deserto do Atacama, enquanto o firme céu do crepúsculo nos oferece ainda um lampejo de azul discreto.

A estrutura do telescópio, que aparece estacionária no centro da imagem, alberga um espelho de 8.2 metros de diâmetro, concebido para colectar radiação vinda dos confins do Universo. A própria cúpula é uma maravilha da tecnologia, movendo-se com extrema precisão e permitindo um cuidado controle da temperatura, evitando assim que correntes de ar quente perturbem as observações.

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12 de Dezembro de 2011

O mundo nocturno do ALMA

Esta panorâmica do planalto do Chajnantor, que cobre 180 graus, de norte (à esquerda) a sul (à direita), mostra as antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) situadas numa paisagem surrealista. Alguns objetos celestes familiares podem ser vistos no céu nocturno por trás das antenas. Estas noites de céu límpido são a razão do Chile ser o local de acolhimento, não apenas do ALMA, mas também de outros observatórios astronómicos. Esta imagem é apenas uma parte de uma panorâmica ainda maior do Chajnantor.

Em primeiro plano vemos as antenas do ALMA, de 12 metros, em acção, trabalhando como de um único telescópio gigante se tratassem, durante o primeira fase de observações científicas do observatório. Completamente à esquerda, vemos um grupo de antenas mais pequenas, de 7 metros, iluminadas, que fazem parte da rede compacta do ALMA. O crescente da Lua, embora não seja visível na imagem, lança sombras sobre todas as antenas.

No céu por cima das antenas, a “estrela” brilhante mais proeminente - do lado esquerdo da imagem - é, de facto, o planeta Júpiter. O gigante gasoso é o terceiro objeto natural mais brilhante no céu nocturno, depois da Lua e de Vénus. A Grande e a Pequena Nuvens de Magalhães também se vêem claramente na imagem. A Grande Nuvem de Magalhães parece um pedaço de fumo, mesmo por cima das antenas mais à direita. A Pequena Nuvem de Magalhães encontra-se mais alta no céu, na direção do campo superior direito. Ambas as “nuvens” são galáxias anãs irregulares, que orbitam a Via Láctea, a distâncias de cerca de 160 000 e 200 000 anos-luz, respectivamente.

No lado esquerdo da fotografia, logo à esquerda das antenas que se encontram em primeiro plano, podemos ver a mancha alongada da galáxia de Andrómeda. Esta galáxia, que está dez vezes mais longe de nós do que as Nuvens de Magalhães, é a nossa maior vizinha galáctica  mais próxima. É também a maior galáxia do Grupo Local - um grupo com cerca de 30 galáxias, do qual a nossa Galáxia faz parte - e contém aproximadamente um bilião de estrelas, ou seja, mais do dobro das estrelas da Via Láctea. É a única galáxia principal visível a olho nu. Embora nesta imagem apenas possamos ver a sua região central, a galáxia cobre uma área no céu equivalente a seis Luas Cheias.

Esta fotografia foi tirada por Babak Tafreshi, o mais recente Embaixador Fotográfico do ESO. Babak é também o fundador de O Mundo à Noite, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais mais bonitos e históricos da Terra, sob um fundo nocturno de estrelas, planetas e eventos celestes.

O ALMA está a ser construído no planalto do Chajnantor a uma altitude de 5000 metros. O observatório, que começou observações científicas preliminares a 30 de setembro de 2011, será composto por 66 antenas que operarão em conjunto formando um único telescópio gigante. Esta infraestrutura astronómica internacional é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Observatório ALMA (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, gestão e operação do ALMA.

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5 de Setembro de 2011

O laser e o relâmpago

Na quinta-feira, dia 18 de agosto de 2011, o céu por cima do Observatório Público de Allgäu, no sudoeste da Baviera, Alemanha, estava fantástico, com a noite iluminada por dois fenómenos muito diferentes, sendo um, um exemplo da tecnologia avançada e o outro, o poder dramático da natureza.

Na altura em que o ESO testava o novo sistema de estrela guia laser de Wendelstein, ao disparar um poderoso raio laser para a atmosfera, uma das tempestades fortes de verão da região aproximava-se - uma demonstração muito visual do porquê dos telescópios do ESO estarem instalados no Chile e não na Alemanha. Pesadas nuvens cinzentas lançavam relâmpagos enquanto Martin Kornmesser, artista gráfico a trabalhar no departamento de divulgação do ESO, tirava fotografias do teste do laser para o ESOcast 34. Por pura coincidência, esta fotografia foi tirada mesmo no momento em que um relâmpago aparecia, o que deu origem a esta espantosa imagem, que bem podia ter sido tirada de um filme de ficção científica. Embora a tempestade ainda estivesse longe do observatório, o relâmpago parece chocar com o raio laser no céu.

As estrelas guias artificiais são estrelas criadas a 90 quilómetros de altitude na atmosfera da Terra com o auxílio de um raio laser. As medições destas estrelas artificiais são utilizadas para corrigir as imagens astronómicas que ficam desfocadas devido à turbulência da atmosfera - uma técnica conhecida como óptica adaptativa. A estrela guia laser de Wendelstein é uma nova conceção que combina numa única unidade modular, o laser com o pequeno telescópio usado para o lançar. Esta unidade pode depois ser instalada em telescópios maiores.

O laser desta fotografia é bastante potente, com um raio de 20 watt, no entanto a potência do relâmpago atinge o bilião de watts, embora isto só aconteça durante uma pequena fracção de segundo! Pouco depois da fotografia ter sido tirada, a tempestade atingiu o observatório, o que forçou ao término das operações para o resto da noite e ao encerramento do local. Apesar de sermos capazes de controlar instrumentos de alta tecnologia como as estrelas guias laser, estamos ainda assim sujeitos às forças da natureza, entre elas o tempo atmosférico!

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8 de Agosto de 2011

Céu escuro e deserto branco - a neve veio fazer uma visita rara ao Observatório do Paranal do ESO

O céu nocturno por cima do Cerro Paranal, local de acolhimento do Very Large Telescope do ESO (VLT), é escuro e salpicado de estrelas brilhantes da Via Láctea, assim como de galáxias mais distantes. No entanto, é muito raro ver o chão contrastando com o céu de maneira tão marcada como nesta fotografia, que mostra uma fina camada de neve branca salpicada pelas zonas mais escuras do terreno do deserto.

Esta fotografia foi tirada a semana passada, logo depois do nascer do Sol, pelo Embaixador Fotográfico do ESO, Yuri Beletsky, que trabalha como astrónomo no Observatório La Silla Paranal. Yuri capturou, não apenas a bonita paisagem com neve do Atacama e as cúpulas do VLT no cimo da montanha, mas também um incrível céu nocturno. À esquerda do VLT podemos ver o rasto de um satélite e à direita está o rasto de um meteoro.

O Cerro Paranal é uma montanha de 2600 metros de altura, situada no deserto chileno do Atacama. É um local muito seco, com uma humidade que se situa frequentemente abaixo dos 10% e uma queda de chuva de menos de 10 milímetros por ano. A neve, no entanto, cai ocasionalmente no deserto, dando-nos fugidias mas magníficas vistas como esta.

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9 de Maio de 2011

Lua eclipsada, céu nocturno magnífico

Um eclipse total da Lua é um espectáculo impressionante, mas para além disso, dá-nos uma excelente oportunidade de observar um céu estrelado sem luar, ou seja, muito escuro. No Cerro Paranal, no deserto chileno do Atacama, um dos lugares mais remotos do mundo, a enorme distância a fontes de poluição luminosa faz com que o céu nocturno se torne ainda mais espectacular durante um eclipse total da Lua.

Esta fotografia panorâmica, tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO Yuri Beletsky, mostra uma vista do céu estrelado sobre o local de acolhimento do Very Large Telescope do ESO (VLT) no Cerro Paranal, durante o eclipse total da Lua de 21 de dezembro de 2010. O disco avermelhado da Lua pode ser visto à direita na imagem, enquanto a Via Láctea cruza o céu em forma de arco. Podemos ver ainda outro brilho ténue, que rodeia o planeta Vénus no canto inferior esquerda da fotografia. Esta fenómeno, conhecido como luz zodiacal, é produzido pela reflexão da radiação solar na poeira que se encontra no plano dos planetas. É um brilho tão fraco que normalmente passa despercebido, devido ao luar ou à poluição luminosa.

Durante um eclipse total da Lua, a sombra da terra bloqueia a luz que o Sol emite directamente sobre a Lua. A Luz continua visível, de cor avermelhada, porque apenas os raios luminosos na ponta vermelha do espectro electromagnético conseguem chegar à Lua depois de serem redirigidos para lá pela atmosfera terrestre (as radiações azul e verde são dispersadas de modo mais eficaz).

Curiosamente a Lua, que aparece por cima de um dos Telescópios Principais do VLT (o Telescópio nº2), estava a ser observada pelo Telescópio nº1 nessa noite. Os Telescópios 1 e 2 são também conhecidos pelos nomes de Antu (que significa O Sol numa das línguas nativas do Chile, o mapuche) e Kueyen (A Lua), respectivamente.

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11 de Abril de 2011

Sede do ESO ao pôr do Sol

Esta panorâmica mostra a Sede do Observatório Europeu do Sul, situada em Garching, ao pé de Munique, na Alemanha. A imagem mostra a vista a partir do telhado do edifício principal, logo após o pôr do Sol. Este é o centro científico, técnico e administrativo das operações do ESO, e o local a partir do qual os astrónomos trabalham nos seus projetos de investigação. O pessoal técnico, administrativo e os cientistas que aqui trabalham, vêm de muitos lados e possuem diferentes experiências pessoais, mas todos têm uma coisa em comum: uma paixão pela astronomia.

O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental astronómica e é o observatório astronómico mais produtivo do mundo. O ESO opera telescópios em três observatórios de ponta no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. Adicionalmente, o Cerro Armazones, próximo do Paranal, foi escolhido como local de acolhimento do European Extremely Large Telescope (E-ELT).

O ESO proporciona aos astrónomos infraestruturas astronómicas de vanguarda e é  financiado pelos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça. A Sede do ESO reflete este espírito multicultural de cooperação e é um local de trabalho para os astrónomos de todo o mundo.

Esta imagem emoldurada encontra-se disponível na loja ESO.


21 de Fevereiro de 2011

As antenas ALMA sob a Via Láctea

Quatro antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) observam o céu nocturno estrelado, antecipando o trabalho que aí vem. O luar ilumina a cena à direita, enquanto a faixa da Via Láctea se estende ao longo do lado esquerdo para cima.

O ALMa está a ser construído a uma altitude de 5000 metros, no planalto do Chajnantor, no deserto chileno do Atacama. Este é um dos locais mais secos à face da Terra, e o ar seco, combinado com a atmosfera fina da elevada altitude, oferece condições soberbas para observar o Universo na região de comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro. A estes comprimentos de onda longos, os astrónomos podem sondar, por exemplo, as nuvens moleculares, que consistem em regiões densas de gás e poeira onde novas estrelas se estão a formar a partir do colapso gravitacional da nuvem. Actualmente, o Universo permanece relativamente mal explorado nos comprimentos de onda submilimétricos, por isso os astrónomos esperam descobrir muitos segredos novos acerca da formação estelar, assim como acerca da origem das galáxias e planetas, quando o ALMA estiver operacional.

O projeto ALMA é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile.

Esta fotografia panorâmica foi tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO, José Francisco Salgado.

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3 de Janeiro de 2011

Outro dia perfeito no Paranal

Colinas vermelhas estendem-se por baixo de um céu azul excepcionalmente limpo, típico do Observatório do Paranal do ESO. Apesar das cúpulas fecharem de madrugada, e nada parecer mover-se à superfície deste inóspito deserto, o certo é que o Very Large Telescope do ESO (VLT) nunca dorme. Desde manhã cedo que uma equipa de engenheiros e técnicos se encontra a trabalhar arduamente, de modo a preparar os telescópios e respectivos instrumentos para outra “noite perfeita”.

O Cerro Paranal, a 2600 metros de altitude, destaca-se no centro desta vista panorâmica, tirada para sul. O topo da montanha aplanado acolhe o VLT, a infraestrutura astronómica terrestre mais avançada do mundo, a operar no visível  e no infravermelho próximo. O VLT é composto por quatro Telescópios Principais de 8,2 metros cada um, e por quatro Telescópios Auxiliares de 1,8 metros. Nesta fotografia, apenas estão visíveis duas das cúpulas dos telescópios maiores e o telescópio de rastreio mais pequeno, o VLT Survey Telescope (VST) de 2,6 metros.

À direita do Cerro Paranal, podemos ver ao longe uma camada de nuvens que cobre a costa do Oceano Pacífico, a apenas 12 km de distância. A corrente fria oceânica mantém a camada de inversão térmica da atmosfera abaixo dos 1500 metros, o que torna esta área remota do deserto chileno do Atacama, na Região II, um dos locais mais secos à superfície do nosso planeta e uma janela perfeita para o Universo. A atmosfera é extremamente seca e límpida, apresentando muito pouca turbulência, o que oferece as condições ideais para observações astronómicas no óptico e no infravermelho próximo.

Esta é a razão pela qual o Cerro Armazones, com 3060 metros de altitude, situado a apenas 20 km a este do Paranal, foi escolhido para acolher o futuro European Extremenly Large Telescope (E-ELT). Com um espelho primário de 39 metros, o E-ELT será o maior olho no céu do mundo.

Esta fotografia foi tirada a partir de um topo de montanha vizinho, local onde se encontra instalado o telescópio de rastreio VISTA (sigla do inglês para Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy). O VISTA começou a operar no final de 2009 e foi o mais recente telescópio a juntar-se ao conjunto de telescópios instalados no Observatório do Paranal do ESO. O VISTA é o maior telescópio de rastreio do mundo.

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1 de Novembro de 2010

O Very Large Telescope do ESO espreita para o interior de uma nebulosa distante

Os astrónomos utilizaram dados do Very Large Telescope do ESO (VLT), situado no Observatório do Paranal, Chile, para criar esta imagem da nebulosa Messier 17, também conhecida como Nebulosa Ómega ou Nebulosa do Cisne. A imagem, mais parecida com uma pintura, mostra enormes nuvens de gás e poeira iluminadas pela intensa radiação emitida por estrelas jovens.

Na imagem vemos a região central, que tem uma dimensão de cerca de 15 anos-luz. A nebulosa inteira é ainda maior, com uma dimensão total de aproximadamente 40 anos-luz. Messier 17 fica na constelação do Sagitário, a cerca de 6000 anos-luz de distância da Terra. É um alvo bastante popular entre os astrónomos amadores, que conseguem obter imagens de boa qualidade com o auxílio de pequenos telescópios.

Estas observações profundas do VLT foram obtidas nos comprimentos de onda do infravermelho próximo com o instrumento ISAAC. Os filtros utilizados foram o J (1,25 µm, a azul), o H (1,6 µm, a verde) e o K (2,2 µm, a vermelho). No centro da imagem encontra-se o enxame de estrelas jovens de grande massa, cuja intensa radiação faz com que o hidrogénio gasoso circundante brilhe. Por baixo e à direita do enxame podemos ver uma enorme nuvem de gás molecular. Nos comprimentos de onda do visível os grãos de poeira da nuvem obscurecem a nossa visão, mas ao observar no infravermelho,  podemos ver através da poeira o brilho fraco do hidrogénio gasoso que se encontra por trás. Os astrónomos encontraram escondida nesta região, que tem uma aparência avermelhada escura, a silhueta opaca de um disco de gás e poeira. Embora pareça pequeno na imagem, este disco tem um diâmetro de cerca de 20 000 UA, fazendo com que o Sistema Solar pareça minúsculo (1 UA é a distância entre a Terra e o Sol). Pensa-se que o disco se encontra em rotação levando matéria para uma protoestrela central. Uma protoestrela é o estado inicial da formação de uma nova estrela.

Esta imagem emoldurada encontra-se disponível na loja ESO.

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  • Estas observações foram originalmente obtidas para um trabalho que se encontra descrito na nota de imprensa do ESO eso0416.

25 de Outubro de 2010

La Silla estrelada

As estrelas rodam em torno do polo sul celeste durante a noite, no Observatório de La Silla do ESO no norte do Chile. As partes tremidas dos rastos, no lado direito, correspondem às Nuvens de Magalhães, duas galáxias pequenas, vizinhas da Via Láctea. A cúpula que se vê na imagem pertence ao telescópio de 3,6 metros do ESO, onde está montado o instrumento HARPS (sigla do inglês para High Accurate Radial velocity Planet Searcher), o principal descobridor de exoplanetas do mundo. O edifício rectangular que aparece em baixo à direita, alberga o telescópio TAROT de 0,25 metros, concebido para reagir muito depressa quando é detectada uma explosão de raios gama. Em La Silla encontram-se ainda, entre outros, o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, e o New Technology Telescope de 3,58 metros, o primeiro telescópio a utilizar óptica activa e, como tal, percursor de todos os telescópios grandes modernos. La Silla foi o primeiro observatório do ESO, permanecendo ainda hoje um dos principais locais de observação no hemisfério sul.


20 de Setembro de 2010

O céu estrelado brilha intensamente por cima do Paranal

Quando o Sol se põe no Observatório do Paranal do ESO e a escuridão chega, o céu negro aparece salpicado por uma miríade de estrelas a piscar. Esta exposição fotográfica de 15 segundos demonstra bem quão deslumbrante pode ser o céu por cima do Paranal. Situado a elevada altitude, no deserto chileno do Atacama, longe de qualquer fonte de poluição luminosa, numa noite límpida sem luar é possível ver a sombra lançada apenas pela luz da Via Láctea.

José Francisco Salgado, artista visual e Embaixador Fotográfico do ESO, diz: “O céu do Paranal é um dos mais escuros e estáveis que tenho fotografado. Adoro fotografar observatórios e no Paranal é perfeitamente incrível o que se consegue ver apenas à luz das estrelas e à luz zodiacal!”

Na imagem, as estrelas da Via Láctea parecem estar a sair da cúpula aberta do telescópio. A zona mais brilhante próximo do telescópio é a Nebulosa Carina (NGC 3372), onde se encontram algumas das estrelas de maior massa da nossa Galáxia (ver por exemplo eso0905 e eso1031). Próximo do cimo da imagem podemos ver as estrelas do Cruzeiro do Sul. Esta constelação, assim como a de Carina, são constelações do céu austral, não podendo por isso ser observadas à maioria das latitudes norte.

O telescópio que se vê na imagem é o quarto Telescópio Auxiliar do VLTI (Very Large Telescope Interferometer). O VLTI é composto por quatro telescópios principais de 8,2 metros e quatro telescópios auxiliares mais pequenos, de 1,8 metros. Graças ao tamanho destes telescópios, à sua tecnologia de vanguarda e às excelentes condições de observação do local, não é de estranhar que o Paranal seja considerado o observatório terrestre mais avançado do mundo a operar no óptico.


6 de Setembro de 2010

Um raio laser lançado na direção do centro da Via Láctea

A meados de agosto de 2010, o Embaixador Fotográfico do ESO, Yuri Beletsky, tirou esta fotografia no Observatório do Paranal do ESO. Um grupo de astrónomos estava a observar o centro da Via Láctea com o auxílio do sistema de estrela guia laser do Yepun, um dos quatro Telescópios Principais do Very Large Telescope (VLT).

O raio laser do Yepun atravessa o majestoso céu austral, criando uma estrela artificial a uma altitude de 90 km na mesosfera terrestre. A Estrela Guia Laser faz parte do sistema de óptica adaptativa do VLT e é usada como referência para corrigir as imagens astronómicas que aparecem desfocadas devido ao efeito de distorção da atmosfera. A cor do laser está calibrada de forma precisa de modo a que a sua energia excite uma faixa de átomos de sódio situada numa das camadas superiores da atmosfera - podemos reconhecer a cor familiar das lâmpadas de sódio da rua na cor do laser. Pensa-se que esta camada de átomos de sódio seja os resquícios de meteoritos que entram na atmosfera terrestre. Quando excitados pela radiação do laser, os átomos começam a brilhar, formando um pequeno ponto brilhante que pode ser usado como uma estrela de referência artificial para a óptica adaptativa. Com esta técnica, os astrónomos conseguem obter imagens muito mais nítidas. Por exemplo, quando olham na direção do centro da Via Láctea, os investigadores podem monitorizar melhor o núcleo galáctico, onde um buraco negro de elevada massa, rodeado por estrelas que o orbitam de muito perto, se encontra a engolir gás e poeira.

A fotografia, que foi escolhida como Fotografia Astronómica do Dia a 6 de setembro de 2010 e Fotografia Wikimedia do Ano 2010, foi tirada com uma lente grande angular e cobre cerca de 180 graus no céu.

Esta imagem emoldurada encontra-se disponível na loja ESO.


2 de Agosto de 2010

Caçadores de exoplanetas em La Silla

Na procura de mundos distantes, poucos telescópios têm tanto sucesso como o telescópio de 3.6 metros do ESO e o telescópio suíço de 1.2 metros Leonhard Euler, os quais podemos ver nesta imagem.

O telescópio de 3.6 metros alberga o instrumento HARPS (sigla do inglês para High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), um espectrógrafo com uma precisão sem paralelo, detentor de muitos recordes no campo da investigação de exoplanetas, incluindo a descoberta do exoplaneta de menor massa, e também do mais pequeno alguma vez medido. Juntamente com o HARPS, o Telescópio Leonhard Euler permitiu aos astrónomos descobrir que seis exoplanetas de uma amostra de 27 orbitavam na direção oposta à da rotação da sua estrela hospedeira - o que demonstrou ser um desafio sério e inesperado às atuais teorias de formação planetária.

A 2400 metros acima do nível do mar, na região sul do deserto do Atacama, no Chile, La Silla foi o primeiro local de observação do ESO. A par do telescópio de 3.6 metros, este observatório possui ainda o New Technology Telescope (NTT) e o telescópio de 2.2 metros MPG/ESO, assim como vários telescópios nacionais mais pequenos.


7 de Junho de 2010

Pôr da Lua extraordinário - Vista fantástica do Cerro Paranal, local onde se encontra o Very Large Telescope do ESO

Quando a Lua Cheia se põe, o Sol está prestes a nascer no horizonte oposto. O Very Large Telescope (VLT) fechou já os seus olhos depois de uma longa noite de observações e os operadores dos telescópios e astrónomos foram deitar-se, enquanto técnicos, engenheiros e astrónomos de dia acordam para um novo dia de trabalho. As operações nunca terminam no observatório astronómico terrestre mais produtivo do mundo inteiro.

Gordon Gillet, que trabalha para o ESO, acolhe o novo dia capturando esta imagem fantástica a 14 km de distância do Paranal, na estrada que leva ao Cerro Armazones, o pico escolhido pelo Conselho do ESO onde será construído o European Extremely Large Telescope (E-ELT) de 39 metros.

Ao contrário do que se possa pensar, esta fotografia não é uma montagem. A Lua aparece muito grande porque a estamos a ver muito próximo do horizonte e a nossa percepção é enganada pela proximidade de referências no solo. Utilizou-se uma lente de 500 mm, de modo a conseguir obter-se esta imagem. A distância focal muito grande reduz a profundidade de campo, fazendo com que os objetos focados pareçam estar à mesma distância. Este efeito, combinado com a qualidade extraordinária da fotografia, dá-nos a sensação de que a Lua está colocada sobre a plataforma do VLT, mesmo por detrás dos telescópios, quando, de facto, ela se encontra a uma distância de cerca de 30 000 vezes mais longe.


8 de Fevereiro de 2010

O Very Large Telescope visto pelos olhos de um pássaro

Um pássaro voando sobre a região remota e pouco habitada do deserto do Atacama no norte chileno - provavelmente o deserto mais seco do mundo - pode muito bem ficar surpreendido ao deparar-se com o oásis tecnológico do Very Large Telescope do ESO (VLT) no Paranal. Sendo a infraestrutura astronómica terrestre mais avançada do mundo, o local acolhe quatro Telescópios Principais de 8,2 metros, quatro Telescópios Auxiliares de 1,8 metros, o telescópio de rastreio VLT Survey Telescope (VST) e o telescópio de rastreio no visível e infravermelho de 4,1 metros, o Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy (VISTA), que se vê à distância no cimo do pico adjacente ao da plataforma principal.

Esta vista aérea mostra também outros edifícios, incluindo o da Sala de Controle do Observatório, logo em primeiro plano na plataforma principal.


18 de Janeiro de 2010

O futuro European Extremely Large Telescope

Este desenho do conceito arquitectónico do telescópio do ESO que está a ser planeado, o European Extremely Large Telescope (E-ELT) mostra o maior telescópio óptico do mundo planeado a apontar para os céus. Previsto para começar as operações no início da próxima década, o E-ELT abordará os maiores desafios científicos do nosso tempo. Um objetivo principal será o de descobrir planetas do tipo da Terra a orbitar nas zonas de habitabilidade de outras estrelas, onde a vida possa existir - um santo graal da astronomia observacional moderna. O E-ELT trará também contribuições fundamentais no campo da cosmologia ao medir as propriedades das primeiras estrelas e galáxias e ao investigar a natureza da matéria e energia escuras.

Para além de tudo isto, os astrónomos estão também a planear para o imprevisto - novas e desconhecidas perguntas que certamente surgirão das descobertas do E-ELT. Com um espelho primário de uns surpreendentes 39 metros de diâmetro, o E-ELT será capaz de colectar 25 vezes mais radiação do que um dos telescópios de 8.2 metros do Very Large Telescope do ESO, no Chile, o qual é atualmente o telescópio líder mundial em termos de capacidade observacional astronómica.

O design aqui mostrado para o E-ELT foi publicado em 2011 e é ainda preliminar. 


9 de Novembro de 2009

Panorâmica de 360 graus do céu austral

A Via Láctea arqueia ao longo desta panorâmica excepcional de 360 graus do céu nocturno, por cima da plataforma do Paranal, local de acolhimento do Very Large Telescope do ESO. A imagem foi criada a partir de 37 imagens individuais, somando um tempo de exposição total de 30 minutos, tiradas de madrugada. A Lua está mesmo a nascer e a luz zodiacal brilha por cima dela, enquanto a Via Láctea se estende por todo o céu, do lado oposto ao observatório.

Podemos ver na imagem as cúpulas abertas do observatório astronómico terrestre mais avançado do mundo: os quatro Telescópios Auxiliares mais pequenos, de 1,8 metros, que podem ser usados em conjunto no modo interferométrico, e os Telescópios Principais gigantes de 8,2 metros. À direita na imagem e por baixo do arco da Via Láctea, podemos ver duas das nossas vizinhas galácticas, a Pequena e a Grande Nuvens de Magalhães.

Encontra-se disponível neste link uma visita guiada interactiva virtual.


12 de Outubro de 2009

Madrugada no Paranal

Esta bela panorâmica mostra a plataforma de observação do Very Large Telescope do ESO (VLT) no Cerro Paranal, Chile. Tirada de madrugada, com a Lua ainda alta no céu, o ambiente de paz e tranquilidade contrasta bem com a actividade frenética do observatório. Os quatro telescópios principais gigantes do VLT de 8,2 metros, encontram-se todos a trabalhar, observando diversos alvos celestes e ajudando assim os astrónomos na sua demanda diária pela compreensão dos mistérios do Universo. Um raio laser está a ser disparado a partir do Telescópio Principal número 4, o Yepun, raio esse necessário ao bom funcionamento do sistema de óptica adaptativa do telescópio, o qual permite corrigir o efeito de distorção que a atmosfera terrestre tem sobre as imagens observadas, tornando-as assim muito mais nítidas. Entretanto, três dos quatro telescópios mais pequenos, de 1,8 metros, os Telescópios Auxiliares, estão a trabalhar em uníssono no modo interferométrico, obtendo imagens ainda mais detalhadas de um objeto cósmico diferente.

Encontra-se disponível neste link um vídeo QuickTime VR.


14 de Abril de 2009

O observatório do Paranal e o vulcão Llullaillaco

Esta fotografia aérea do local de acolhimento do Very Large Telescope do ESO (VLT), demonstra bem a qualidade soberba do local de observação. Em primeiro plano vemos o Observatório do Paranal, situado a 2600 metros de altitude na montanha do Paranal, no Chile. No fundo, podemos ver o vulção Llullaillaco, com o pico coberto de neve e que se encontra a 6720 metros de altitude, a uma distância de uns extraordinários 190 km para Este, na fronteira com a Argentina. Esta imagem testemunha bem a magnífica qualidade do ar e as condições ideais para observar que existem neste local remoto.

Vêem-se claramente na imagem as cúpulas dos quatro Telescópios Principais de 8,2 metros do VLT e mais perto de nós encontra-se o Edifício de Controle, donde os astrónomos operam os telescópios. Tirada há alguns anos atrás, esta fotografia não mostra os Telescópios Auxiliares nem a cúpula do VST Survey Telescope, telescópio que ainda não estava instalado na altura.


25 de Novembro de 2008

Pôr do Sol no Paranal

O Very Large Telescope (VLT) a 2600 metros de altitude no Cerro Paranal é o principal local do ESO onde se fazem observações no visível e no infravermelho. Está localizado no deserto chileno do Atacama. Os quatro telescópios de 8,2 metros de diâmetro estão a operar individualmente, tendo ao seu dispor uma enorme colecção de instrumentos, e fizeram já importantes descobertas científicas.

O VLT oferece também a possibilidade de combinar a luz dos quatro telescópios principais de forma coerente, trabalhando assim como um interferómetro. O Interferómetro do Very Large Telescope (VLTI), com o seu equipamento próprio, pode obter imagens com a precisão do milisegundo de arco e astrometria com 10 microsegundos de arco de precisão. Para além dos telescópios de 8,2 metros, o VLTI é complementado por quatro telescópios auxiliares (AT) de 1,8 metros de diâmetro cada um, que melhoram as suas capacidades de imagem e permitem utilizar o VLTI durante toda a noite ao longo do ano inteiro.

A cúpula do futuro telescópio de rastreio, o VLT Survey Telescope, de 2,6 metros, pode ver-se no centro da imagem.


7 de Julho de 2008

O APEX no Chajnantor

Enquanto o ALMA está a ser construído, os astrónomos fazem já astronomia milimétrica e submilimétrica no Chajnantor com o auxílio do Atacama Pathfinder Experiment (APEX). Trata-se de um telescópio de alta tecnologia de 12 metros, baseado numa antena protótipo do ALMA, que opera no local do ALMA. O telescópio, que dispõe de óptica modificada e de uma superfície de antena melhorada, foi concebido para tirar partido da excelente transparência do céu e opera na região de comprimentos de onda compreendida entre 0,2 e 1,4 mm.

Esta imagem emoldurada encontra-se disponível na loja ESO.


26 de Maio de 2008

Rastos de estrelas sobre o Paranal

O céu em rotação por cima do Very Large Telescope do ESO no Paranal. Esta exposição longa mostra as estrelas a rodar em torno do polo sul celeste (à esquerda) e do polo norte celeste (à direita), estando o equador celeste no centro da imagem - onde as estrelas parecem mover-se em linha reta. Os movimentos das cúpulas do VLT também são visíveis.


24 de Dezembro de 2007

O tripleto da fada Sininho

Utilizando o Very Large Telescope do ESO, uma equipa internacional de astrónomos descobriu um caso raro de fusão tripla de galáxias. Este sistema, a que os astrónomos chamaram “O Pássaro” - embora na realidade se pareça com uma fada Sininho cósmica - é composto por dois galáxias em espiral de elevada massa e por uma terceira galáxia irregular.

Nesta imagem combinou-se uma exposição de 30 minutos na banda K do instrumento NACO, montado no VLT, com imagens de arquivo nas bandas B e I, obtidas pelo instrumento ACS montado no HST, produzindo-se assim uma imagem a três cores do sistema de galáxias em interação do “Pássaro”. A imagem NACO permitiu aos astrónomos ver, não apenas as duas galáxias maiores previamente conhecidas, mas também identificar uma terceira componente claramente separada, uma galáxia irregular com massa relativamente elevada e que parece estar a formar estrelas a uma taxa bastante elevada. 


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