Fotografia da Semana

23 de Abril de 2012

A Lua e o Arco da Via Láctea

O Embaixador Fotográfico do ESO Stéphane Guisard capturou este extraordinário panorama a partir do local do ALMA, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, nos Andes chilenos. O planalto do Chajnantor extremamente seco e a 5000 metros de altitude, oferece o sítio perfeito para este telescópio de vanguarda, que estuda o Universo nos comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro.

Várias antenas gigantes dominam o centro da imagem. Quando o ALMA estiver completo, contará com um total de 54 destas antenas com 12 metros de diâmetro. Por cima da rede de antenas, o arco da Via Láctea torna o fundo resplandecente. Quando este panorama foi fotografado, a Lua encontrava-se próximo do centro da Via Láctea no céu, o luar brilhando sobre as antenas. A Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães, as maiores galáxias satélites anãs da Via Láctea, aparecem à esquerda como duas manchas luminosas no céu. Podemos também observar o rasto de um meteoro particularmente brilhante, próximo da Pequena Nuvem de Magalhães.

À direita, podem ser vistas algumas nas antenas mais pequenas de 7 metros do ALMA, doze das quais serão utilizadas para formar o Atacama Compact Array. Ainda mais à direita brilham as luzes do Edifício Técnico de Operações da Rede. E finalmente, por trás deste edifício está o escuro pico montanhoso do Cerro Chajnantor.

O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma infraestrutura astronómica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), que é gerido, pela Associação de Universidades (AUI), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.

Links


16 de Abril de 2012

APEX de sentinela no Chajnantor

O telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX) perscruta o céu do Chajnantor durante uma noite iluminada pelo lunar, num dos locais mais altos e secos do planeta onde está instalado um observatório. Tesouros astronómicos enchem o céu por cima do telescópio, testemunhando as excelentes condições de observação que nos oferece esta região do deserto do Atacama, no Chile.

À esquerda brilham as estrelas que compõem a cauda da constelação do Escorpião. O "espigão" do escorpião está representado pelas duas estrelas brilhantes que se encontram particularmente próximas uma da outra. Ao longo de todo o céu, podemos observar o plano da Via Láctea, que se parece com uma banda de nuvens brilhando tenuamente.

Entre o Escorpião e a constelação seguinte à direita (Sagitário), que está mesmo por cima da antena do APEX, podemos ver claramente um brilhante enxame de estrelas. Trata-se do enxame aberto Messier 7, também conhecido como Enxame de Ptolomeu. Por baixo de Messier 7 e ligeiramente à direita encontramos o enxame da Borboleta, Messier 6. Ainda mais à direita, mesmo por cima da borda da antena, está uma nuvem difusa mais parecida com uma nódoa brilhante. É a famosa Nebulosa da Lagoa (ver eso0936 para uma imagem mais detalhada).

Com uma antena de 12 metros de diâmetro, o APEX é o maior telescópio submilimétrico de antena simples a operar no hemisfério Sul. Tal como o nome do telescópio sugere, este instrumento encontra-se a abrir caminho para o maior observatório submilimétrico do mundo, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), que estará completo em 2013 (eso1137). O APEX partilhará o espaço com as 66 antenas do ALMA no planalto do Chajnantor, situado a 5000 metros de altitude, no Chile. O telescópio APEX baseia-se numa antena protótipo construída para o projeto ALMA, e encontrará muitos alvos que o ALMA poderá depois estudar com grande detalhe.

O Embaixador Fotográfico do ESO Babak Tafreshi fez este panorama utilizando uma lente telefoto. O Babak é também fundador do The World At Night, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais do mundo mais bonitos e históricos contra um fundo de estrelas, planetas e eventos celestes.

Mais Informação

O APEX é uma colaboração entre o Max-Planck-Institut für Radioastronomie (MPIfR), o Onsala Space Observatory (OSO) e o ESO, com as operações do telescópio a serem levadas a cabo pelo ESO.

O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma infraestrutura astronómica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), que é gerido, pela Associação de Universidades (AUI), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.

Links


9 de Abril de 2012

A toda a volta do Chajnantor - um panorama de 360 graus

Embora o "Cerro Chico" atinja a altitude de 5300 metros acima do nível do mar, é apenas uma pequena montanha no meio da paisagem majestosa do planalto dos Andes. Efectivamente, o próprio nome significa "pequena montanha" em espanhol. No entanto, devido à sua posição no planalto Chajnantor, o topo do Cerro Chico oferece-nos um excelente miradouro, relativamente fácil de alcançar, a partir do qual podemos apreciar uma paisagem magnífica.

Este panorama de 360 graus está centrado a nordeste, onde os vulções mais altos - a maioria acima dos 5500 metros - podem ser vistos. No centro encontra-se o próprio Cerro Chajnantor. À direita, no planalto, está o telescópio APEX (Atacama Pathfinder Experiment) com o Cerro Chascon mesmo por trás. Ainda mais à direita, a sudeste, o planalto Chajnantor aparece quase completamente visível. Para além do telescópio APEX, podemos avistar à direita mais três antenas do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array). Muitas mais têm sido acrescentadas desde que este panorama foi feito.

À esquerda do planalto Chajnantor, a 5000 metros de altitude, o ar é tão rarefeito e seco que parece que nunca conseguimos encher bem os pulmões de ar. Graças a estas condições extremas, a radiação milimétrica e submilimétrica que nos chega do Universo consegue atravessar o que resta da atmosfera terrestre que se situa por cima do local, podendo assim ser detectada a partir do solo com telescópios particularmente sensíveis, tais como o ALMA e o APEX.

O APEX é uma colaboração entre o Instituto Max Planck para a Rádio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. O telescópio é operado pelo ESO.

O ALMA, uma infraestrutura astronómica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção e operação do ALMA.

Links


2 de Abril de 2012

La Silla, a primeira casa dos telescópios do ESO - o local do primeiro observatório do ESO Antes e Agora

O ESO faz 50 anos este ano e para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Fotografia da Semana especial de comparação "Antes e Agora", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos gabinetes do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.

Esta imagem histórica foi tirada em 1970 a partir dos dormitórios do ESO, situados numa zona mais baixa da montanha relativamente ao local onde se encontram as cúpulas dos telescópios. A fotografia foca a zona mais alta da montanha, que pode ser vista no lado esquerdo da imagem. A estrutura metálica que se vê próximo do cume não é um telescópio, mas sim um tanque de água que abastece o local. A cúpula branca que se encontra no centro da imagem é a do telescópio Schmidt de 1 metro do ESO, que começou as suas operações em Fevereiro de 1972. No lado direito ao fundo temos o telescópio de 1 metro do ESO, do qual apenas se vê uma parte da cúpula e à esquerda avista-se apenas a parte de cima do Grand Prisme Objectif telescope.

Na fotografia atual, embora os edifícios dos dormitórios continuem no mesmo local, ao longo das décadas foram sendo construídos mais dormitórios. As diferenças mais marcantes, no entanto, podem ver-se em torno do pico de La Silla à esquerda. No ponto mais alto encontra-se o telescópio de 3.6 metros do ESO, que começou a trabalhar em Novembro de 1976 e que ainda hoje continua ativo. É neste telescópio que está instalado o HARPS, o principal descobridor de exoplanetas (ver eso1134 e eso1214 para alguns resultados recentes). Planeado desde o início do ESO e como maior telescópio existente e um feito de engenharia do seu tempo, o telescópio de 3.6 metros é a jóia na coroa do Observatório de La Silla. A cúpula mais pequena que se vê em frente do telescópio de 3.6 metros pertence ao Telescópio Auxiliar Coudé de 1.4 metros, que complementa o seu vizinho maior.

À direita do telescópio de 3.6 metros temos o New Technology Telescope (NTT) de 3.58 metros, facilmente reconhecível pela aparência angular metálica da sua cúpula. O NTT, que começou as suas operações em Março de 1989, foi o primeiro telescópio do mundo a usar um espelho controlado por computador. Foi usado como um percursor do Very Large Telescope, testando-se muita da tecnologia que foi posteriormente utilizada neste telescópio.

Outras diferenças observadas na fotografia atual incluem o edifício de oficinas construído por baixo dos tanques de água, e o Differential Image Motion Monitor (DIMM), usado para medir o seeing atmosférico, e que se encontra sobre estacas entre as oficinas e o telescópio Schmidt de 1 metro.

La Silla permanece ainda hoje um observatório muito ativo, onde são feitas importantes descobertas. Tanto o NTT como o telescópio de 3.6 metros foram fundamentais no fornecimento de dados que levaram à descoberta da aceleração da expansão do Universo - uma descoberta agraciada com o Prémio Nobel da Física em 2011.

Links


26 de Março de 2012

Gostava de estar aqui?

O fotógrafo francês Serge Brunier - um dos Embaixadores Fotográficos do ESO - criou este panorama de 360 graus do planalto do Chajnantor no deserto do Atacama, onde o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) se encontra em construção.

A projeção do panorama distorceu ligeiramente a forma das antenas ALMA, mas ainda assim a imagem dá-nos bem a sensação de como seria estar no meio deste impressionante observatório novo. A vista de 360 graus mostra igualmente o completo isolamento do planalto do Chajnantor; a uma altitude de 5000 metros, a paisagem não apresenta praticamente nenhumas características para além de alguns picos de montanhas e cerros.

Embora construir uma tal rede de telescópios num local tão remoto e inóspito seja muito difícil, é indispensável podermos contar com uma altitude elevada no que diz respeito à astronomia submilimétrica. Isto deve-se ao facto do vapor de água presente na atmosfera absorver este tipo de radiação. Sendo o ar muito mais seco a elevadas altitudes, como é o caso do Chajnantor, este efeito diminui.

O ALMA começou as suas observações científicas a 30 de Setembro de 2011, utilizando uma rede parcial de antenas. Quando o observatório estiver completo, a vista impressionante de cinquenta antenas de 12 metros - assim como a rede mais pequena de quatro antenas de 12 metros e doze antenas de 7 metros, conhecida como o Atacama Compact Array (ACA) - farão esta paisagem isolada parecer um pouco mais cheia. Entretanto, fotografias como esta documentam bem o progresso desta infraestrutura de telescópios de vanguarda.

O ALMA, uma infraestrutura internacional astronómica, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção e operação do ALMA.

Links


19 de Março de 2012

O VLT vai à caça de leões

O Very Large Telescope do ESO obteve a imagem de mais um membro do grupo de galáxias Leo I, na constelação do Leão. A galáxia Messier 95 apresenta-se-nos de face, dando-nos a oportunidade de ver a sua estrutura em espiral. Os braços espirais formam um círculo quase perfeito em torno do centro galáctico antes de abrirem, criando uma espécie de juba da qual qualquer leão se poderia orgulhar.

Outra característica, talvez ainda mais impressionante, da Messier 95 é o seu núcleo dourado muito brilhante. É constituído por um anel nuclear com formação estelar muito activa, com cerca de quase 2000 anos-luz de tamanho, onde efetivamente ocorre uma grande parte da formação estelar da galáxia. Este fenómeno acontece essencialmente em galáxias espirais barradas tais como a Messier 95 e a nossa própria casa, a Via Láctea.

No grupo Leo I, a Messier 95 perde a sua proeminência quando comparada com a sua irmã Messier 96 (ver potw1143). Na realidade, a Messier 96 é o elemento mais brilhante do grupo e, como "líder incontornável", dá a Leo I o seu nome alternativo de grupo M 96. Apesar disso, a Messier 95 também é capaz de nos proporcionar uma imagem espectacular.


12 de Março de 2012

Um pouco de neve no Deserto do Atacama

As cúpulas do Very Large Telescope do ESO no topo do Cerro Paranal, disfrutam do sol de mais um glorioso dia sem nuvens. No entanto, existe algo invulgar nesta fotografia: uma fina camada de neve cobre a paisagem desértica, algo que não se vê todos os dias. Na realidade, o Deserto do Atacama não regista praticamente nenhuma precipitação.

Vários factores contribuem para as condições secas no Atacama. Os Andes bloqueiam a chuva que vem de este e as montanhas da costa chilena actuam de igual modo a oeste. A corrente Humbold, que passa longe da costa, no Oceano Pacífico, cria uma camada de inversão costeira de ar frio, a qual impede o desenvolvimento de nuvens de chuva. Uma região de alta pressão situada no Oceano Pacífico sudeste cria ventos que circulam, formando um anticiclone, o que ajuda também a manter o clima do Atacama extremamente seco. Graças a todos estes factores, a região é largamente considerada como o local mais seco à face da Terra.

No Paranal, os níveis de precipitação são geralmente de alguns milímetros por ano, com a humidade a descer frequentemente abaixo dos 10% e as temperaturas a variar entre os -8 e os 25º Celsius. Foi devido as estas condições tão secas do deserto do Atacama que o ESO escolheu este sítio, e particularmente o Cerro Paranal, para aí construir o Very Large Telescope. Embora a queda de neve, muito rara, altere temporariamente as condições secas do local, produz no entanto vistas de rara beleza.

Esta fotografia foi tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO Stéphane Guisard no dia 1 de Agosto de 2011.

Links


5 de Março de 2012

Uma Janela para o Passado - A transformação de La Silla ao longo do tempo

O ESO faz 50 anos este ano e para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Fotografia da Semana especial de comparação “Antes e Depois”, onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos gabinetes do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.

Estas são duas fotografias da La Silla tiradas uma em Junho de 1968 e outra agora, próximo dos reservatórios de água do observatório, captando uma vista geral do local. Pode examinar as diferenças com todo o detalhe utilizando o rato e arrastando a barra verde para a esquerda e para a direita.

Na imagem histórica podemos ver em primeiro plano a área residencial provisória. Os três telescópios ao fundo são, da esquerda para a direita, o Grand Prism Objectif (GPO, início das operações em 1968), o telescópio de 1 metro do ESO (início das operações em 1966) e o telescópio de 1.5 metros do ESO (início das operações em 1968). Estes foram os três primeiros telescópios instalados em La Silla. A cúpula branca, situada mais próxima de nós na imagem, é o telescópio Schmidt de 1 metro do ESO, que começou a trabalhar em 1971.

Hoje, as quatro cúpulas ainda se encontram no local mas os três primeiros telescópios foram já desactivados. O telescópio Schmidt de 1 metro do ESO ainda se encontra em funcionamento, mas é agora um telescópio dedicado a um projeto de rastreio de variabilidade “LaSilla-QUEST Variability  survey” (ver potw1201a).

A fotografia atual mostra dois novos telescópios. A cúpula prateada é a do telescópio MPG/ESO de 2.2 metros, o qual se encontra em operação desde o início de 1984 e está emprestado ao ESO por tempo ilimitado pelo Max-Planck-Gesellschaft. O telescópio mais à esquerda é o telescópio dinamarquês de 1.54 metros, em operação desde 1979, um dos vários telescópios nacionais instalados em La Silla.

Links


27 de Fevereiro de 2012

Rodopio de Partida

O dinamismo do Very Large Telescope do ESO no início das operações, encontra-se soberbamente ilustrado nesta invulgar fotografia, tirada logo a seguir ao pôr do Sol, no preciso momento em que o Telescópio 1 começa a trabalhar. Uma longa exposição, com uma duração de 26 segundos, permitiu ao Embaixador Fotográfico do ESO, Gerhard Hudepohl, captar o movimento da cúpula, olhando para fora através do buraco que se vai abrindo, à medida que o sistema se põe em movimento. As paredes rotativas da cúpula aparecem-nos num rodopio etéreo, através do qual podemos distinguir um pouco do Deserto do Atacama, enquanto o firme céu do crepúsculo nos oferece ainda um lampejo de azul discreto.

A estrutura do telescópio, que aparece estacionária no centro da imagem, alberga um espelho de 8.2 metros de diâmetro, concebido para colectar radiação vinda dos confins do Universo. A própria cúpula é uma maravilha da tecnologia, movendo-se com extrema precisão e permitindo um cuidado controle da temperatura, evitando assim que correntes de ar quente perturbem as observações.

Links


12 de Dezembro de 2011

O mundo nocturno do ALMA

Esta panorâmica do planalto do Chajnantor, que cobre 180 graus, de norte (à esquerda) a sul (à direita), mostra as antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) situadas numa paisagem surrealista. Alguns objetos celestes familiares podem ser vistos no céu nocturno por trás das antenas. Estas noites de céu límpido são a razão do Chile ser o local de acolhimento, não apenas do ALMA, mas também de outros observatórios astronómicos. Esta imagem é apenas uma parte de uma panorâmica ainda maior do Chajnantor.

Em primeiro plano vemos as antenas do ALMA, de 12 metros, em acção, trabalhando como de um único telescópio gigante se tratassem, durante o primeira fase de observações científicas do observatório. Completamente à esquerda, vemos um grupo de antenas mais pequenas, de 7 metros, iluminadas, que fazem parte da rede compacta do ALMA. O crescente da Lua, embora não seja visível na imagem, lança sombras sobre todas as antenas.

No céu por cima das antenas, a “estrela” brilhante mais proeminente - do lado esquerdo da imagem - é, de facto, o planeta Júpiter. O gigante gasoso é o terceiro objeto natural mais brilhante no céu nocturno, depois da Lua e de Vénus. A Grande e a Pequena Nuvens de Magalhães também se vêem claramente na imagem. A Grande Nuvem de Magalhães parece um pedaço de fumo, mesmo por cima das antenas mais à direita. A Pequena Nuvem de Magalhães encontra-se mais alta no céu, na direção do campo superior direito. Ambas as “nuvens” são galáxias anãs irregulares, que orbitam a Via Láctea, a distâncias de cerca de 160 000 e 200 000 anos-luz, respectivamente.

No lado esquerdo da fotografia, logo à esquerda das antenas que se encontram em primeiro plano, podemos ver a mancha alongada da galáxia de Andrómeda. Esta galáxia, que está dez vezes mais longe de nós do que as Nuvens de Magalhães, é a nossa maior vizinha galáctica  mais próxima. É também a maior galáxia do Grupo Local - um grupo com cerca de 30 galáxias, do qual a nossa Galáxia faz parte - e contém aproximadamente um bilião de estrelas, ou seja, mais do dobro das estrelas da Via Láctea. É a única galáxia principal visível a olho nu. Embora nesta imagem apenas possamos ver a sua região central, a galáxia cobre uma área no céu equivalente a seis Luas Cheias.

Esta fotografia foi tirada por Babak Tafreshi, o mais recente Embaixador Fotográfico do ESO. Babak é também o fundador de O Mundo à Noite, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais mais bonitos e históricos da Terra, sob um fundo nocturno de estrelas, planetas e eventos celestes.

O ALMA está a ser construído no planalto do Chajnantor a uma altitude de 5000 metros. O observatório, que começou observações científicas preliminares a 30 de setembro de 2011, será composto por 66 antenas que operarão em conjunto formando um único telescópio gigante. Esta infraestrutura astronómica internacional é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Observatório ALMA (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, gestão e operação do ALMA.

Links

 


5 de Setembro de 2011

O laser e o relâmpago

Na quinta-feira, dia 18 de agosto de 2011, o céu por cima do Observatório Público de Allgäu, no sudoeste da Baviera, Alemanha, estava fantástico, com a noite iluminada por dois fenómenos muito diferentes, sendo um, um exemplo da tecnologia avançada e o outro, o poder dramático da natureza.

Na altura em que o ESO testava o novo sistema de estrela guia laser de Wendelstein, ao disparar um poderoso raio laser para a atmosfera, uma das tempestades fortes de verão da região aproximava-se - uma demonstração muito visual do porquê dos telescópios do ESO estarem instalados no Chile e não na Alemanha. Pesadas nuvens cinzentas lançavam relâmpagos enquanto Martin Kornmesser, artista gráfico a trabalhar no departamento de divulgação do ESO, tirava fotografias do teste do laser para o ESOcast 34. Por pura coincidência, esta fotografia foi tirada mesmo no momento em que um relâmpago aparecia, o que deu origem a esta espantosa imagem, que bem podia ter sido tirada de um filme de ficção científica. Embora a tempestade ainda estivesse longe do observatório, o relâmpago parece chocar com o raio laser no céu.

As estrelas guias artificiais são estrelas criadas a 90 quilómetros de altitude na atmosfera da Terra com o auxílio de um raio laser. As medições destas estrelas artificiais são utilizadas para corrigir as imagens astronómicas que ficam desfocadas devido à turbulência da atmosfera - uma técnica conhecida como óptica adaptativa. A estrela guia laser de Wendelstein é uma nova conceção que combina numa única unidade modular, o laser com o pequeno telescópio usado para o lançar. Esta unidade pode depois ser instalada em telescópios maiores.

O laser desta fotografia é bastante potente, com um raio de 20 watt, no entanto a potência do relâmpago atinge o bilião de watts, embora isto só aconteça durante uma pequena fracção de segundo! Pouco depois da fotografia ter sido tirada, a tempestade atingiu o observatório, o que forçou ao término das operações para o resto da noite e ao encerramento do local. Apesar de sermos capazes de controlar instrumentos de alta tecnologia como as estrelas guias laser, estamos ainda assim sujeitos às forças da natureza, entre elas o tempo atmosférico!

Links


8 de Agosto de 2011

Céu escuro e deserto branco - a neve veio fazer uma visita rara ao Observatório do Paranal do ESO

O céu nocturno por cima do Cerro Paranal, local de acolhimento do Very Large Telescope do ESO (VLT), é escuro e salpicado de estrelas brilhantes da Via Láctea, assim como de galáxias mais distantes. No entanto, é muito raro ver o chão contrastando com o céu de maneira tão marcada como nesta fotografia, que mostra uma fina camada de neve branca salpicada pelas zonas mais escuras do terreno do deserto.

Esta fotografia foi tirada a semana passada, logo depois do nascer do Sol, pelo Embaixador Fotográfico do ESO, Yuri Beletsky, que trabalha como astrónomo no Observatório La Silla Paranal. Yuri capturou, não apenas a bonita paisagem com neve do Atacama e as cúpulas do VLT no cimo da montanha, mas também um incrível céu nocturno. À esquerda do VLT podemos ver o rasto de um satélite e à direita está o rasto de um meteoro.

O Cerro Paranal é uma montanha de 2600 metros de altura, situada no deserto chileno do Atacama. É um local muito seco, com uma humidade que se situa frequentemente abaixo dos 10% e uma queda de chuva de menos de 10 milímetros por ano. A neve, no entanto, cai ocasionalmente no deserto, dando-nos fugidias mas magníficas vistas como esta.

Links


9 de Maio de 2011

Lua eclipsada, céu nocturno magnífico

Um eclipse total da Lua é um espectáculo impressionante, mas para além disso, dá-nos uma excelente oportunidade de observar um céu estrelado sem luar, ou seja, muito escuro. No Cerro Paranal, no deserto chileno do Atacama, um dos lugares mais remotos do mundo, a enorme distância a fontes de poluição luminosa faz com que o céu nocturno se torne ainda mais espectacular durante um eclipse total da Lua.

Esta fotografia panorâmica, tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO Yuri Beletsky, mostra uma vista do céu estrelado sobre o local de acolhimento do Very Large Telescope do ESO (VLT) no Cerro Paranal, durante o eclipse total da Lua de 21 de dezembro de 2010. O disco avermelhado da Lua pode ser visto à direita na imagem, enquanto a Via Láctea cruza o céu em forma de arco. Podemos ver ainda outro brilho ténue, que rodeia o planeta Vénus no canto inferior esquerda da fotografia. Esta fenómeno, conhecido como luz zodiacal, é produzido pela reflexão da radiação solar na poeira que se encontra no plano dos planetas. É um brilho tão fraco que normalmente passa despercebido, devido ao luar ou à poluição luminosa.

Durante um eclipse total da Lua, a sombra da terra bloqueia a luz que o Sol emite directamente sobre a Lua. A Luz continua visível, de cor avermelhada, porque apenas os raios luminosos na ponta vermelha do espectro electromagnético conseguem chegar à Lua depois de serem redirigidos para lá pela atmosfera terrestre (as radiações azul e verde são dispersadas de modo mais eficaz).

Curiosamente a Lua, que aparece por cima de um dos Telescópios Principais do VLT (o Telescópio nº2), estava a ser observada pelo Telescópio nº1 nessa noite. Os Telescópios 1 e 2 são também conhecidos pelos nomes de Antu (que significa O Sol numa das línguas nativas do Chile, o mapuche) e Kueyen (A Lua), respectivamente.

Links


11 de Abril de 2011

Sede do ESO ao pôr do Sol

Esta panorâmica mostra a Sede do Observatório Europeu do Sul, situada em Garching, ao pé de Munique, na Alemanha. A imagem mostra a vista a partir do telhado do edifício principal, logo após o pôr do Sol. Este é o centro científico, técnico e administrativo das operações do ESO, e o local a partir do qual os astrónomos trabalham nos seus projetos de investigação. O pessoal técnico, administrativo e os cientistas que aqui trabalham, vêm de muitos lados e possuem diferentes experiências pessoais, mas todos têm uma coisa em comum: uma paixão pela astronomia.

O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental astronómica e é o observatório astronómico mais produtivo do mundo. O ESO opera telescópios em três observatórios de ponta no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. Adicionalmente, o Cerro Armazones, próximo do Paranal, foi escolhido como local de acolhimento do European Extremely Large Telescope (E-ELT).

O ESO proporciona aos astrónomos infraestruturas astronómicas de vanguarda e é  financiado pelos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça. A Sede do ESO reflete este espírito multicultural de cooperação e é um local de trabalho para os astrónomos de todo o mundo.

Esta imagem emoldurada encontra-se disponível na loja ESO.


21 de Fevereiro de 2011

As antenas ALMA sob a Via Láctea

Quatro antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) observam o céu nocturno estrelado, antecipando o trabalho que aí vem. O luar ilumina a cena à direita, enquanto a faixa da Via Láctea se estende ao longo do lado esquerdo para cima.

O ALMa está a ser construído a uma altitude de 5000 metros, no planalto do Chajnantor, no deserto chileno do Atacama. Este é um dos locais mais secos à face da Terra, e o ar seco, combinado com a atmosfera fina da elevada altitude, oferece condições soberbas para observar o Universo na região de comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro. A estes comprimentos de onda longos, os astrónomos podem sondar, por exemplo, as nuvens moleculares, que consistem em regiões densas de gás e poeira onde novas estrelas se estão a formar a partir do colapso gravitacional da nuvem. Actualmente, o Universo permanece relativamente mal explorado nos comprimentos de onda submilimétricos, por isso os astrónomos esperam descobrir muitos segredos novos acerca da formação estelar, assim como acerca da origem das galáxias e planetas, quando o ALMA estiver operacional.

O projeto ALMA é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile.

Esta fotografia panorâmica foi tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO, José Francisco Salgado.

Links


3 de Janeiro de 2011

Outro dia perfeito no Paranal

Colinas vermelhas estendem-se por baixo de um céu azul excepcionalmente limpo, típico do Observatório do Paranal do ESO. Apesar das cúpulas fecharem de madrugada, e nada parecer mover-se à superfície deste inóspito deserto, o certo é que o Very Large Telescope do ESO (VLT) nunca dorme. Desde manhã cedo que uma equipa de engenheiros e técnicos se encontra a trabalhar arduamente, de modo a preparar os telescópios e respectivos instrumentos para outra “noite perfeita”.

O Cerro Paranal, a 2600 metros de altitude, destaca-se no centro desta vista panorâmica, tirada para sul. O topo da montanha aplanado acolhe o VLT, a infraestrutura astronómica terrestre mais avançada do mundo, a operar no visível  e no infravermelho próximo. O VLT é composto por quatro Telescópios Principais de 8,2 metros cada um, e por quatro Telescópios Auxiliares de 1,8 metros. Nesta fotografia, apenas estão visíveis duas das cúpulas dos telescópios maiores e o telescópio de rastreio mais pequeno, o VLT Survey Telescope (VST) de 2,6 metros.

À direita do Cerro Paranal, podemos ver ao longe uma camada de nuvens que cobre a costa do Oceano Pacífico, a apenas 12 km de distância. A corrente fria oceânica mantém a camada de inversão térmica da atmosfera abaixo dos 1500 metros, o que torna esta área remota do deserto chileno do Atacama, na Região II, um dos locais mais secos à superfície do nosso planeta e uma janela perfeita para o Universo. A atmosfera é extremamente seca e límpida, apresentando muito pouca turbulência, o que oferece as condições ideais para observações astronómicas no óptico e no infravermelho próximo.

Esta é a razão pela qual o Cerro Armazones, com 3060 metros de altitude, situado a apenas 20 km a este do Paranal, foi escolhido para acolher o futuro European Extremenly Large Telescope (E-ELT). Com um espelho primário de 39 metros, o E-ELT será o maior olho no céu do mundo.

Esta fotografia foi tirada a partir de um topo de montanha vizinho, local onde se encontra instalado o telescópio de rastreio VISTA (sigla do inglês para Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy). O VISTA começou a operar no final de 2009 e foi o mais recente telescópio a juntar-se ao conjunto de telescópios instalados no Observatório do Paranal do ESO. O VISTA é o maior telescópio de rastreio do mundo.

Links


1 de Novembro de 2010

O Very Large Telescope do ESO espreita para o interior de uma nebulosa distante

Os astrónomos utilizaram dados do Very Large Telescope do ESO (VLT), situado no Observatório do Paranal, Chile, para criar esta imagem da nebulosa Messier 17, também conhecida como Nebulosa Ómega ou Nebulosa do Cisne. A imagem, mais parecida com uma pintura, mostra enormes nuvens de gás e poeira iluminadas pela intensa radiação emitida por estrelas jovens.

Na imagem vemos a região central, que tem uma dimensão de cerca de 15 anos-luz. A nebulosa inteira é ainda maior, com uma dimensão total de aproximadamente 40 anos-luz. Messier 17 fica na constelação do Sagitário, a cerca de 6000 anos-luz de distância da Terra. É um alvo bastante popular entre os astrónomos amadores, que conseguem obter imagens de boa qualidade com o auxílio de pequenos telescópios.

Estas observações profundas do VLT foram obtidas nos comprimentos de onda do infravermelho próximo com o instrumento ISAAC. Os filtros utilizados foram o J (1,25 µm, a azul), o H (1,6 µm, a verde) e o K (2,2 µm, a vermelho). No centro da imagem encontra-se o enxame de estrelas jovens de grande massa, cuja intensa radiação faz com que o hidrogénio gasoso circundante brilhe. Por baixo e à direita do enxame podemos ver uma enorme nuvem de gás molecular. Nos comprimentos de onda do visível os grãos de poeira da nuvem obscurecem a nossa visão, mas ao observar no infravermelho,  podemos ver através da poeira o brilho fraco do hidrogénio gasoso que se encontra por trás. Os astrónomos encontraram escondida nesta região, que tem uma aparência avermelhada escura, a silhueta opaca de um disco de gás e poeira. Embora pareça pequeno na imagem, este disco tem um diâmetro de cerca de 20 000 UA, fazendo com que o Sistema Solar pareça minúsculo (1 UA é a distância entre a Terra e o Sol). Pensa-se que o disco se encontra em rotação levando matéria para uma protoestrela central. Uma protoestrela é o estado inicial da formação de uma nova estrela.

Esta imagem emoldurada encontra-se disponível na loja ESO.

Links

  • Estas observações foram originalmente obtidas para um trabalho que se encontra descrito na nota de imprensa do ESO eso0416.

25 de Outubro de 2010

La Silla estrelada

As estrelas rodam em torno do polo sul celeste durante a noite, no Observatório de La Silla do ESO no norte do Chile. As partes tremidas dos rastos, no lado direito, correspondem às Nuvens de Magalhães, duas galáxias pequenas, vizinhas da Via Láctea. A cúpula que se vê na imagem pertence ao telescópio de 3,6 metros do ESO, onde está montado o instrumento HARPS (sigla do inglês para High Accurate Radial velocity Planet Searcher), o principal descobridor de exoplanetas do mundo. O edifício rectangular que aparece em baixo à direita, alberga o telescópio TAROT de 0,25 metros, concebido para reagir muito depressa quando é detectada uma explosão de raios gama. Em La Silla encontram-se ainda, entre outros, o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, e o New Technology Telescope de 3,58 metros, o primeiro telescópio a utilizar óptica activa e, como tal, percursor de todos os telescópios grandes modernos. La Silla foi o primeiro observatório do ESO, permanecendo ainda hoje um dos principais locais de observação no hemisfério sul.


20 de Setembro de 2010

O céu estrelado brilha intensamente por cima do Paranal

Quando o Sol se põe no Observatório do Paranal do ESO e a escuridão chega, o céu negro aparece salpicado por uma miríade de estrelas a piscar. Esta exposição fotográfica de 15 segundos demonstra bem quão deslumbrante pode ser o céu por cima do Paranal. Situado a elevada altitude, no deserto chileno do Atacama, longe de qualquer fonte de poluição luminosa, numa noite límpida sem luar é possível ver a sombra lançada apenas pela luz da Via Láctea.

José Francisco Salgado, artista visual e Embaixador Fotográfico do ESO, diz: “O céu do Paranal é um dos mais escuros e estáveis que tenho fotografado. Adoro fotografar observatórios e no Paranal é perfeitamente incrível o que se consegue ver apenas à luz das estrelas e à luz zodiacal!”

Na imagem, as estrelas da Via Láctea parecem estar a sair da cúpula aberta do telescópio. A zona mais brilhante próximo do telescópio é a Nebulosa Carina (NGC 3372), onde se encontram algumas das estrelas de maior massa da nossa Galáxia (ver por exemplo eso0905 e eso1031). Próximo do cimo da imagem podemos ver as estrelas do Cruzeiro do Sul. Esta constelação, assim como a de Carina, são constelações do céu austral, não podendo por isso ser observadas à maioria das latitudes norte.

O telescópio que se vê na imagem é o quarto Telescópio Auxiliar do VLTI (Very Large Telescope Interferometer). O VLTI é composto por quatro telescópios principais de 8,2 metros e quatro telescópios auxiliares mais pequenos, de 1,8 metros. Graças ao tamanho destes telescópios, à sua tecnologia de vanguarda e às excelentes condições de observação do local, não é de estranhar que o Paranal seja considerado o observatório terrestre mais avançado do mundo a operar no óptico.


13 de Setembro de 2010

A Grande Galáxia em Espiral Barrada

Rodando a 61 milhões de anos-luz de distância na constelação da Fornalha, encontra-se a enorme NGC 1365. Com uma dimensão de 200 000 anos-luz, esta é uma das maiores galáxias conhecidas dos astrónomos. Este facto, aliado à sua barra de estrelas velhas bem definida que atravessa a estrutura, faz com que seja conhecida pela Grande Galáxia em Espiral Barrada. Os astrónomos pensam que a Via Láctea é muito parecida a esta galáxia, embora tenha metade do seu tamanho. Pensa-se que o centro da galáxia brilha tanto devido a enormes quantidades de gás extremamente quente ejectado pelo anel de material que circunda o buraco negro central. Estrelas quentes luminosas, nascidas das nuvens interestelares, dão aos braços uma cor azulada e uma aparência bem proeminente. A barra e os braços em espiral rodam, com uma volta completa a durar cerca de 350 milhões de anos.

Esta imagem combina observações obtidas, através de três filtros diferentes (B, V, R), pelo telescópio dinamarquês de 1,5 metros, instalado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile.


« Anterior 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 Próximo »
Mostrar 121 até 140 de 152
Bookmark and Share

Veja também