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Observatório de La Silla acolherá novo caçador de planetas

1 de Setembro de 2017

Um novo instrumento chamado NIRPS (Near Infra Red Planet Searcher) será instalado no telescópio de 3,6 metros do ESO no Observatório de La Silla, no Chile. Construído por uma colaboração internacional de instituições [1], lideradas pelo Instituto de Pesquisa de Exoplanetas (iREx) da Universidade de Montreal, o NIRPS é um espectrógrafo infravermelho concebido para detectar planetas rochosos do tipo terrestre em órbita das estrelas mais frias.

O acordo formal para juntar o NIRPS ao conjunto de instrumentos montados nos telescópios do ESO foi assinado por Tim de Zeeuw, Diretor Geral do ESO, Marie-Josée Hébert, Vice-Reitora de Pesquisa, Descoberta, Criação e Inovação da Universidade de Montreal e Michel Oris, Vice-Reitor da Universidade de Genebra.

O NIRPS complementará o instrumento HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher) atualmente montado no telescópio de 3,6 metros do ESO no Observatório de La Silla, no Chile. O HARPS é o instrumento descobridor de planetas mais produtivo do mundo — usa o método das velocidades radiais — e revolucionou já a nossa compreensão de sistemas exoplanetárias. O NIRPS será o “braço vermelho” do HARPS, estendendo a capacidade do telescópio até ao infravermelho e permitindo aos astrônomos caracterizar sistemas planetários. O ESO irá atribuir à equipe NIRPS 740 noites de observação durante um período de 5 anos.

O principal objetivo do NIRPS é usar o método das velocidades radiais para detectar e caracterizar planetas que orbitam estrelas vermelhas frias de pequena massa do tipo espectral M. Em particular, o NIRPS pretende encontrar planetas rochosos do tipo terrestre que poderão ser potencialmente habitáveis. As estrelas do tipo M são particularmente interessantes porque as variações nas velocidades radiais induzidas pelos planetas em sua órbita são maiores para uma estrela de pequena massa do que para uma estrela mais massiva, e por isso os planetas — incluindo os que se encontram na zona habitável — detectam-se mais facilmente. O NIRPS operará no infravermelho, já que este é o comprimento de onda da principal radiação emitida por estas estrelas pequenas e frias. Para as estrelas vermelhas, que são o tipo mais comum na vizinhança solar, espera-se que o NIRPS produza dados pelo menos tão precisos como os disponibilizados atualmente pelo instrumento HARPS.

A primeira luz do NIRPS está prevista para agosto de 2019.

Notas

[1] As instituições que fazem parte deste projeto de colaboração são: iREx na Université de Montréal, Canadá; Observatoire de Genève, Suíça; Université de Grenoble, França; Instituto de Astrofísica de Canarias, Espanha; Herzberg Institute of Astrophysics, Victoria, Canadá; Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, Univ. do Porto, Lisbon, Portugal; e Universidade Federal do Rio Grande do Norte, IMT, Brasil.

Mais informações

A primeira fase do projeto NIRPS envolve a instalação dum novo adaptador Cassegrain que substituirá o que existe atualmente no telescópio de 3,6 metros do ESO. Esta nova unidade possui capacidades de óptica adaptativa e será preparada e instalada com o auxílio do HARPS. Entretanto, o instrumento NIRPS será montado e testado no Canadá e seguidamente integrado com o novo adaptador Cassegrain no telescópio.

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Tel: +1 514-343-6111 x 3204
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Imagens

Desenho conceitual do instrumento NIRPS
Desenho conceitual do instrumento NIRPS