eso1821pt-br — Nota de imprensa científica

Primeira imagem confirmada de um planeta recém nascido obtida com o VLT do ESO

Espectro revela atmosfera com nuvens

2 de Julho de 2018

O SPHERE, o instrumento caçador de planetas montado no Very Large Telescope do ESO, capturou a primeira imagem confirmada de um planeta se formando no disco de poeira ao redor de uma estrela jovem. O jovem planeta abre o seu caminho ao longo do disco primordial de gás e poeira que rodeia a estrela muito jovem PDS 70. Os dados sugerem que a atmosfera do planeta possui nuvens.

Astrônomos liderados por um grupo do Instituto Max Planck de Astronomia de Heidelberg, na Alemanha, capturaram uma imagem de formação planetária em torno da jovem estrela anã PDS 70. Com o auxílio do instrumento SPHERE montado no Very Large Telescope do ESO (VLT) — um dos instrumentos caçadores de planetas mais poderosos que existem — a equipe internacional fez a primeira detecção robusta de um jovem planeta, chamado PDS 70b, que está abrindo caminho através do material que rodeia a jovem estrela [1].

Com o instrumento SPHERE, a equipe pôde medir também o brilho do planeta em diversos comprimentos de onda, o que permitiu que fossem deduzidas propriedades da sua atmosfera.

O planeta mostra-se muito bem destacado nas novas observações, sendo visível como um ponto brilhante situado à direita do centro (a esfera negra na imagem). Localiza-se aproximadamente a três bilhões de km de distância da estrela central, o que equivale mais ou menos à distância entre Urano e o Sol. A análise mostra que PDS 70b é um planeta gigante gasoso com uma massa de algumas vezes a massa de Júpiter. A superfície do planeta tem uma temperatura de cerca de 1000º C, o que o torna muito mais quente do que qualquer planeta do nosso Sistema Solar.

O círculo escuro que aparece no centro da imagem deve-se à utilização de um coronógrafo, uma máscara que bloqueia a luz ofuscante da estrela central e permite aos astrônomos detectar o disco e o companheiro planetário, que são muito mais fracos que a estrela. Sem esta máscara, a fraca luz emitida pelo planeta desapareceria completamente no intenso brilho de PDS 70.

Estes discos situados em torno de estrelas jovens são os locais de nascimento dos planetas, mas até agora apenas algumas observações tinham conseguido detectar pistas que apontavam para a existência de planetas bebês em meio a eles,” explica Miriam Keppler, que liderou a equipe por detrás da descoberta do planeta ainda em formação de PDS 70. “O problema é que, até agora, a maioria destes candidatos a planetas poderia ser apenas estruturas no disco.

A descoberta do jovem companheiro de PDS 70 é um resultado científico bastante interessante, que já mereceu pesquisas subsequentes. Uma segunda equipe, que envolve muitos dos mesmos astrônomos da equipe da descoberta, incluindo Keppler, fez, nos últimos meses, observações de acompanhamento com o intuito de investigar a jovem companheira planetária de PDS 70 com mais detalhe. Esta equipe não só obteve a imagem muito nítida do planeta que aqui mostramos, como também conseguiu obter um espectro deste objeto. A análise do espectro aponta para a existência de nuvens na atmosfera do planeta.

A companheira planetária de PDS 70 esculpiu um disco de transição — um disco protoplanetário com um “buraco” gigante no centro. Estes buracos interiores são conhecidos há várias décadas e foi sugerido que seriam produzidos pela interação entre o disco e o planeta. Agora estamos vendo o planeta pela primeira vez.

Os resultados de Keppler abrem uma nova janela para as primeiras fases da complexa evolução planetária, ainda tão mal compreendida,” comenta André Müller, líder da segunda equipe que investigou o jovem planeta. “Precisávamos de observar um planeta no disco de uma estrela jovem para compreendermos realmente os processos por detrás da formação planetária.” Ao determinar as propriedades físicas e atmosféricas do planeta, os astrônomos podem testar modelos teóricos de formação planetária.

Este olhar ao nascimento envolto em poeira de um planeta foi apenas possível graças às impressionantes capacidades tecnológicas do instrumento SPHERE do ESO, o qual estuda exoplanetas e discos em torno de estrelas próximas, usando uma técnica conhecida por imagens de alto contraste — um feito bastante complicado. Mesmo bloqueando a luz emitida por uma estrela com o auxílio de um coronógrafo, o SPHERE tem ainda que usar estratégias de observação e técnicas de processamento de dados complicadas para conseguir obter o sinal emitido pelos tênues companheiros planetários situados em torno das jovens estrelas brilhantes [2], a múltiplos comprimentos de onda e épocas diferentes.

Thomas Henning, diretor do Instituto Max Planck de Astronomia e líder das equipes, resume esta aventura científica: “Após mais de uma década de enormes esforços para construir esta máquina de alta tecnologia, o SPHERE permite-nos agora colher os frutos deste trabalho, presentando-nos com a descoberta de planetas bebês!

Notas

[1] As imagens do disco e do planeta e o espectro do planeta foram capturados no âmbito de dois programas de rastreio chamados SHINE (SpHere INfrared survey for Exoplanets) e DISK (sphere survey for circumstellar DISK). O SHINE pretende obter imagens no infravermelho próximo de 600 estrelas jovens, usando o alto contraste e elevada resolução angular do SPHERE para descobrir e caracterizar novos exoplanetas e sistemas planetários. O DISK explora conhecidos sistemas planetários jovens e os seus discos circunstelares com o intuito de estudar as condições iniciais da formação planetária e a evolução de arquiteturas planetárias.

[2] De modo a extrair o fraco sinal do planeta situado próximo da estrela brilhante, os astrônomos usam um método sofisticado que tira partido da rotação da Terra. Em modo de observação, o SPHERE tira continuamente imagens da estrela durante um período de várias horas, enquanto o instrumento se mantém tão estável quanto possível. Deste modo, o planeta parece girar lentamente, mudando de posição na imagem relativamente ao halo estelar. Aplicando algoritmos numéricos elaborados, as imagens individuais são posteriormente combinadas de tal modo que todas as partes da imagem que parecem não se mover, tais como o sinal da estrela propriamente dita, são filtradas. Assim, ficamos apenas com as partes que aparentemente se movem — o que torna o planeta visível.

Mais Informações

Este trabalho foi descrito em dois artigos científicos intitulados “Discovery of a planetary-mass companion within the gap of the transition disk around PDS 70” e “Orbital and atmospheric characterization of the planet within the gap of the PDS 70 transition disk”, que serão ambos publicados na revista especializada Astronomy & Astrophysics.

A equipe por detrás da descoberta do planeta é composta por M. Keppler (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), M. Benisty (Univ. Grenoble, France and Unidad Mixta Internacional Franco-Chilena de Astronomía, Chile),  A. Müller (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), Th. Henning (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), R. van Boekel (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), F. Cantalloube (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), C. Ginski (Leiden Observatory, The Netherlands), R.G. van Holstein (Leiden Observatory, The Netherlands), A.-L. Maire (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany),  A. Pohl (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), M. Samland (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), H. Avenhaus (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), J.-L. Baudino (Department of Physics, University of Oxford, Oxford, UK), A. Boccaletti (LESIA, Observatoire de Paris, France), J. de Boer (Leiden Observatory, The Netherlands), M. Bonnefoy (Univ. Grenoble, France), S. Desidera (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy),  M. Langlois (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Marseille, France and CRAL, UMR 5574, CNRS, Université de Lyon, Ecole Normale Supérieure de Lyon, France), C. Lazzoni (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy), N. Pawellek (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), T. Stolker (Institute for Particle Physics and Astrophysics, ETH Zurich, Switzerland), A. Vigan (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Marseille, France), T. Birnstiel (University Observatory, Faculty of Physics, Ludwig-Maximilians- Universität München, Germany), W. Brandner(Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), G. Chauvin (Univ. Grenoble, France and Unidad Mixta Internacional Franco-Chilena de Astronomía, Chile), M. Feldt (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), M. Flock (Jet Propulsion Laboratory, California Institute of Technology, USA and Kavli Institute For Theoretical Physics, University of California, USA), J. Girard(Univ. Grenoble, France and ESO, Chile), R. Gratton (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy), J. Hagelberg (Univ. Grenoble, France), A. Isella (Rice University, Department of Physics and Astronomy, USA), M. Janson (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany and  Department of Astronomy, Stockholm University, Sweden), A. Juhasz (Institute of Astronomy, Cambridge, UK), J. Kemmer (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), Q. Kral (LESIA, Observatoire de Paris, PSL Research University, CNRS, Sorbonne Universités, UPMC, Univ. Paris 06, Univ. Paris Diderot, Sorbonne Paris Cité, France and Institute of Astronomy, Cambridge, UK), A.-M. Lagrange (Univ. Grenoble, France), R. Launhardt (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), G. Marleau (Institut für Astronomie und Astrophysik, Eberhard Karls Universität Tübingen, Germany and Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany) A. Matter (Université Côte d’Azur, OCA, CNRS, France), F. Ménard (Univ. Grenoble, France), J. Milli (ESO, Chile), P. Mollière (Leiden Observatory, The Netherlands), C. Mordasini (Physikalisches Institut, Universität Bern, Switzerland), J. Olofsson (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany, Instituto de Física y Astronomía, Facultad de Ciencias, Universidad de Valparaíso, Chile, and Núcleo Milenio Formación Planetaria - NPF, Universidad de Valparaíso, Chile), L. Pérez (Max-Planck-Institute for Astronomy, Bonn, Germany and Universidad de Chile, Departamento de Astronomia, Chile), P. Pinilla (Department of Astronomy/Steward Observatory, University of Arizona, USA), C. Pinte (Univ. Grenoble, France, UMI-FCA, CNRS/INSU, France (UMI 3386), and Dept. de Astronomía, Universidad de Chile, Chile, and  Monash Centre for Astrophysics (MoCA) and School of Physics and Astronomy, Monash University, Australia), S. Quanz (Institute for Particle Physics and Astrophysics, ETH Zurich, Switzerland), T. Schmidt (LESIA, Observatoire de Paris, PSL Research University, CNRS, Sorbonne Universités, UPMC, Univ. Paris 06, Univ. Paris Diderot, France), S. Udry (Geneva Observatory, University of Geneva, Switzerland), Z. Wahhaj (ESO, Chile), J. Williams (Institute for Astronomy, University of Hawaii at Manoa, Honolulu, USA), A. Zurlo (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France, Núcleo de Astronomía, Facultad de Ingeniería y Ciencias, Universidad Diego Portales, Chile, Escuela de Ingeniería Industrial, Facultad de Ingeniería y Ciencias, Universidad Diego Portales, Chile), E. Buenzli (Institute for Particle Physics and Astrophysics, ETH Zurich, Switzerland), M. Cudel (Univ. Grenoble, France), R. Galicher (LESIA, Observatoire de Paris, PSL Research University, CNRS, Sorbonne Universités, UPMC, Univ. Paris 06, Univ. Paris Diderot, France), M. Kasper (ESO, Germany), J. Lannier (Univ. Grenoble, France), D. Mesa (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy and INCT, Universidad De Atacama, Copiapó, Chile), D. Mouillet (Univ. Grenoble, France), S. Peretti (Geneva Observatory, University of Geneva, Switzerland), C. Perrot (LESIA, Observatoire de Paris, PSL Research University, CNRS, Sorbonne Universités, UPMC, Univ. Paris 06, Univ. Paris Diderot, Sorbonne Paris Cité, France), G. Salter (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), E. Sissa (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy), F. Wildi (Geneva Observatory, University of Geneva, Switzerland), L. Abe (Université Côte d’Azur, OCA, CNRS, Lagrange, France), J. Antichi (INAF - Osservatorio Astrofisico di Arcetri, Italy), J.-C. Augereau (Univ. Grenoble, France), P. Baudoz (LESIA, Observatoire de Paris, PSL Research University, CNRS, Sorbonne Universités, UPMC, Univ. Paris 06, Univ. Paris Diderot, Sorbonne Paris Cité, France), J.-L. Beuzit (Univ. Grenoble, France), P. Blanchard (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), S. S. Brems (Landessternwarte Königstuhl, Zentrum für Astronomie der Universität Heidelberg, Germany),  M. Carle (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), A. Cheetham (Geneva Observatory, University of Geneva, Switzerland), A. Costille (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), A. Delboulbé (Univ. Grenoble, France), C. Dominik (Anton Pannekoek Institute for Astronomy, The Netherlands), P. Feautrier (Univ. Grenoble, France), L. Gluck (Univ. Grenoble, France), D. Gisler (Institute for Particle Physics and Astrophysics, ETH Zurich, Switzerland), Y. Magnard (Univ. Grenoble, France), D. Maurel (Univ. Grenoble, France), M. Meyer (Institute for Particle Physics and Astrophysics, ETH Zurich, Switzerland), T. Moulin (Univ. Grenoble, France), T. Buey (LESIA, Observatoire de Paris, PSL Research University, CNRS, Sorbonne Universités, UPMC, Univ. Paris 06, Univ. Paris Diderot, France), A. Baruffolo (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy), A. Bazzon (Institute for Particle Physics and Astrophysics, ETH Zurich, Switzerland), V. De Caprio (INAF - Osservatorio Astronomico di Capodimonte, Italy), M. Carbillet (Université Côte d’Azur, OCA, CNRS, Lagrange, France), E. Cascone (INAF - Osservatorio Astronomico di Capodimonte, Italy), R. Claudi (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy), K. Dohlen (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), D. Fantinel (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy), T. Fusco (ONERA (Office National d’Etudes et de Recherches Aérospatiales), France), E. Giro (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy), C. Gry (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), N. Hubin (ESO, Germany), E. Hugot (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), M. Jaquet (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), D. Le Mignant (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), M. Llored (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), O. Möller-Nilsson (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), F. Madec (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), P. Martinez (Université Côte d’Azur, OCA, CNRS, Lagrange, France), L. Mugnier (ONERA (Office National d’Etudes et de Recherches Aérospatiales), France), A. Origné (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), P. Puget (Univ. Grenoble, France), D. Perret (LESIA, Observatoire de Paris, PSL Research University, CNRS, Sorbonne Universités, UPMC, Univ. Paris 06, Univ. Paris Diderot, France), J. Pragt (NOVA Optical Infrared Instrumentation Group, Dwingeloo, The Netherlands), F. Rigal (Anton Pannekoek Institute for Astronomy, The Netherlands), R. Roelfsema (NOVA Optical Infrared Instrumentation Group, Dwingeloo, The Netherlands), A. Pavlov (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), C. Petit (ONERA (Office National d’Etudes et de Recherches Aérospatiales), France), G. Rousset (LESIA, Observatoire de Paris, PSL Research University, CNRS, Sorbonne Universités, UPMC, Univ. Paris 06, Univ. Paris Diderot, France), J. Ramos (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), P. Rabou (Univ. Grenoble, France), S. Rochat (Univ. Grenoble, France), A. Roux (Univ. Grenoble, France), B. Salasnich (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy),C. Soenke (ESO, Germany), E. Stadler (Univ. Grenoble, France), J.-F. Sauvage (ONERA (Office National d’Etudes et de Recherches Aérospatiales), France), M. Suarez ( INAF - Osservatorio Astrofisico di Arcetri, Italy), A. Sevin (LESIA, Observatoire de Paris, PSL Research University, CNRS, Sorbonne Universités, UPMC, Univ. Paris 06, Univ. Paris Diderot, France), M. Turatto (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy), L. Weber (Geneva Observatory, University of Geneva, Switzerland).

A equipe por detrás da caracterização do planeta é composta por A. Müller (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), M. Keppler (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), Th. Henning (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), M. Samland (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), G. Chauvin (Univ. Grenoble Alpes, France and Unidad Mixta Internacional Franco-Chilena de Astronomía, CNRS/INSU Universidad de Chile, Chile), H. Beust (Univ. Grenoble Alpes, France), A.-L. Maire (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), K. Molaverdikhani (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), R. van Boekel (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany),  M. Benisty (Univ. Grenoble Alpes, France and Unidad Mixta Internacional Franco-Chilena de Astronomía, CNRS/INSU Universidad de Chile, Chile), A. Boccaletti (LESIA, Observatoire de Paris, PSL Research University, CNRS, Sorbonne Universités, UPMC, Univ. Paris 06, Univ. Paris Diderot, France), M. Bonnefoy (Univ. Grenoble Alpes, France), F. Cantalloube (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), B. Charnay (LESIA, Observatoire de Paris, PSL Research University, CNRS, Sorbonne Universités, UPMC, Univ. Paris 06, Univ. Paris Diderot, France), J.-L. Baudino (Department of Physics, University of Oxford, UK), M. Gennaro (Space Telescope Science Institute, USA), Z. C. Long (Space Telescope Science Institute, USA), A. Cheetham (Geneva Observatory, University of Geneva, Switzerland), S. Desidera (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy), M. Feldt (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), T. Fusco (DOTA, ONERA, Université Paris Saclay, and Aix Marseille Université, CNRS, LAM Marseille, France), J. Girard (Univ. Grenoble Alpes, France and Space Telescope Science Institute, USA), R. Gratton (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy), J. Hagelberg (Institute for Particle Physics and Astrophysics, ETH Zurich, Switzerland), M. Janson (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany and Department of Astronomy, Stockholm University, Sweden),  A.-M. Lagrange (Univ. Grenoble Alpes, France), M. Langlois (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Marseille, France and CRAL, UMR 5574, CNRS, Université de Lyon, Ecole Normale Supérieure de Lyon, France), C. Lazzoni (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy), R. Ligi (INAF-Osservatorio Astronomico di Brera, Italy), F. Ménard (Univ. Grenoble Alpes, France), D. Mesa (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy and INCT, Universidad De Atacama, Copiapó, Atacama, Chile), M. Meyer (Institute for Particle Physics and Astrophysics, ETH Zurich, Switzerland and Department of Astronomy, University of Michigan, USA), P. Mollière (Leiden Observatory, Leiden University, the Netherlands), C. Mordasini (Physikalisches Institut, Universität Bern, Switzerland), T. Moulin (Univ. Grenoble Alpes, France), A. Pavlov (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), N. Pawellek (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany and Konkoly Observatory, Research Centre for Astronomy and Earth Sciences, Hungarian Academy of Sciences, Hungary), S. Quanz (Institute for Particle Physics and Astrophysics, ETH Zurich, Switzerland), J. Ramos (Max Planck Institute for Astronomy, Heidelberg, Germany), D. Rouan (LESIA, Observatoire de Paris, PSL Research University, CNRS, Sorbonne Universités, UPMC, Univ. Paris 06, Univ. Paris Diderot, France), E. Sissa (INAF - Osservatorio Astronomico di Padova, Italy),  E. Stadler (Univ. Grenoble Alpes, France), A. Vigan (Aix Marseille Univ, CNRS, LAM, Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, France), Z. Wahhaj (ESO, Chile), L. Weber (Geneva Observatory, University of Geneva, Switzerland), A. Zurlo (Núcleo de Astronomía, Facultad de Ingeniería y Ciencias, Universidad Diego Portales, Chile, Escuela de Ingeniería Industrial, Facultad de Ingeniería y Ciencias, Universidad Diego Portales, Chile).

O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental para a investigação em astronomia e é de longe o observatório astronômico mais produtivo do mundo. O ESO tem 15 Estados Membros: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça, para além do país de acolhimento, o Chile, e a Austrália, um parceiro estratégico. O ESO destaca-se por levar a cabo um programa de trabalhos ambicioso, focado na concepção, construção e operação de observatórios astronômicos terrestres de ponta, que possibilitam aos astrônomos importantes descobertas científicas. O ESO também tem um papel importante na promoção e organização de cooperação na investigação astronômica. O ESO mantém em funcionamento três observatórios de ponta no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera  o Very Large Telescope e o Interferômetro do Very Large Telescope, o observatório astronômico óptico mais avançado do mundo, para além de dois telescópios de rastreio: o VISTA, que trabalha no infravermelho, e o VLT Survey Telescope, concebido exclusivamente para mapear os céus no visível. O ESO é também um parceiro principal em duas infraestruturas situadas no Chajnantor, o APEX e o ALMA, o maior projeto astronômico que existe atualmente. E no Cerro Armazones, próximo do Paranal, o ESO está a construir o Extremely Large Telescope (ELT) de 39 metros, que será “o maior olho do mundo virado para o céu”.

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Este texto é a tradução da Nota de Imprensa do ESO eso1821, cortesia do ESON, uma rede de pessoas nos Países Membros do ESO, que servem como pontos de contato local para a imprensa. O representante brasileiro é Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos. A nota de imprensa foi traduzida por Margarida Serote (Portugal) e adaptada para o português brasileiro por Gustavo Rojas.

Sobre a nota de imprensa

No. da notícia:eso1821pt-br
Nome:PDS 70
Tipo:Milky Way : Star : Circumstellar Material : Disk : Protoplanetary
Facility:Very Large Telescope
Instruments:SPHERE
Science data:2018A&A...617L...2M
2018A&A...617A..44K

Imagens

Imagem SPHERE do planeta recém nascido PDS 70b
Imagem SPHERE do planeta recém nascido PDS 70b
Imagem de grande angular do céu em torno da estrela PDS 70
Imagem de grande angular do céu em torno da estrela PDS 70
A estrela anã PDS 70 na constelação do Centauro
A estrela anã PDS 70 na constelação do Centauro

Vídeos

ESOcast 169 Light: Primeira imagem confirmada de um planeta recém nascido
ESOcast 169 Light: Primeira imagem confirmada de um planeta recém nascido
Zoom na estrela anã laranja PDS 70 e seu planeta recentemente descoberto
Zoom na estrela anã laranja PDS 70 e seu planeta recentemente descoberto

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