ESOcast 38: Distante Eris é gêmea de Plutão

Este ESOcast descreve como os astrônomos mediram com precisão o diâmetro do distante planeta anão Eris pela primeira vez ao capturá-lo quando ele passou na frente de uma estrela tênue. Este evento foi visto no final de 2010 por telescópios no Chile, incluindo o telescópio TRAPPIST no Observatório La Silla do ESO. As observações mostram que Eris é um gêmeo quase perfeito de Plutão em tamanho. Eris parece ter uma superfície muito refletiva, sugerindo que está coberta de gelo, provavelmente uma atmosfera congelada.

Astrônomos mediram acuradamente o tamanho to planeta anão remoto, Eris pela primeira vez.

Eles conseguiram realizar tal medição quando o planeta passou em frente de uma estrela fraca, usando o telescópio Belga TRAPPIST do Observatório em La Silla da ESO, juntamente com outros dois telescópios no Chile.

As observações mostram que Eris é quase um gêmeo perfeito de Plutão em termos de tamanho. 

Eris também parece ser extremamente reflexivo, provavelmente porque está coberto por uma fina camada de atmosfera congelada.

Esse é o ESOcast!

Ciência de ponta e a vida nos bastidores da ESO, o Observatório Europeu do Sul, explorando a fronteira final com nosso convidado, Dr. J, a.k.a Dr. Joe Liske.

Neste epesódio, nós iremos dar uma olhada nas novas observações relacionadas ao distante planeta anão Eris assim que passa em frente de uma estrela no fundo, um evento que chamamos de Ocultação, e o que tais resultados acabarm por consequência revelando.

Ocultações são similares a Eclipses, a estrela que está "no fundo" desaparece atrás do objeto e reaparece em seu outro lado.

Visto da Terra, a luminosidade da estrela derrepentemente dobra e de repente retorna ao seu npivel anterior. Olhando para esses dois eventos, os astrônomos podem medir o tamanho e formato do objeto que estava em primeiro plano ocultando a estrela.

Se eles souberem a massa desse objeto eles também poderão determinar a densidade deste objeto.

Ocultações de estrelas feitas por pequenos e distantes objetos são dificeís de serem observadas em nosso sistema Solar, em razão do pequeno tamanho dos objetos. 

Mas ocultações, normalmente são a única maneira de aprender a respeito dessas "manchas remotas" pois eles estão distante demais e são pequenos demais para que se possa descubrir algo além de fracos pontos de luz, mesmo com telescópios poderosos.

A técnica de ocultação, possibilitou aos astrônomos a aprenderem muito mais sobre o Planeta anão Eris.

Eris, foi idêntificado como um grande objeto fora do nosso sistema Solar em 2005.

Essa descoberta foi um dos fatores que levaram a criação de uma nova classe de objetos chamado planetas anões, e a reclassificação de Plutão de planeta para planeta anão em 2006.

Eris, atualmente está três vezes mais distante do Sol que Plutão, e até este momento, acreditávamos que era aproximadamente 25% maior. Mas as novas observações revelaram que na verdade, Eris tem quase o exato mesmo tamanho que Plutão, com um diâmetro de aproximadamente 2330 km.

Porque Eris também tem uma Lua, chamada Dysnomia, os astrônomos também foram capazes de calcular a massa de Eris, através de estudos cautelosos da órbita de sua Lua. 

Usando seu novo diâmetro e massa conhecida, eles então calcularam a densidade de Eris. O que agora mostra ser maior do que os astrônomos haviam calculado anteriormente. 

Eris parece ser um objeto rochoso envolto por um fino manto de gelo. O planeta anão parece refletir praticamente toda a luz que o incide. Sua superfície é ainda mais brilhante que neve fresca na Terra.

Eris está provavelmente coberta por uma fina camada de gelo de atmosfera congelada, que provavelmente é composta por nitrogênio congelado misturado com metano. O que é provavelmente o resultado da atmosfera congelante de Eris, assim como as órbitas dos outros planetas anões pois suas órbitas alongadas levam-os para muito distante do Sol.

Essas observações novas e importantes feitas com telescópios relativamente pequenos, permitiram aos astrônomos a medirem melhor as propriedades de Eris como nunca antes feito. 

Este é um outro passo em avante no entendimento dos objetos misteriosos que estão nas partes remotas do nosso próprio sistema Solar.

Aqui é o Dr. J terminando a transmissão do ESOcast.

Junte-se a mim uma próxima vez para uma outra aventura cosmológica. 

Crédito:

ESO

Visual design and editing: Martin Kornmesser and Luis Calçada.
Editing: Herbert Zodet.
Web and technical support: Lars Holm Nielsen and Raquel Yumi Shida.
Written by: Mathieu Isidro and Richard Hook.
Narration: Dr. J.
Music: John Dyson (from the album Moonwind) and movetwo.
Footage and photos: ESO, E. Jehin, Nick Risinger (skysurvey.org) and José Francisco Salgado (josefrancisco.org).
Directed by: Richard Hook and Herbert Zodet.
Executive producer: Lars Lindberg Christensen.

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Sobre o Vídeo

Id:eso1142a
Idioma:pt-br
Data de divulgação:26 de Outubro de 2011 às 19:00
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Duração:05 m 08 s
Frame rate:30 fps

Sobre o objeto

Nome:(136199) Eris
Tipo:Solar System : Interplanetary Body : Dwarf planet

HD


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Médio

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Pequeno

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QT pequenos
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